Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019
Origens dos Mucuisses

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ouça aqui a reportagem: https://www.mixcloud.com/rodolfoascenso/mukuisses/



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Sábado, 19 de Janeiro de 2019
marufo, macau e bulunga

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Segundo a nossa “mais-velha” Ulda, natural da Huíla, aqui damos as explicações sobre as bem conhecidas bebidas tradicionais de Angola:

Marufo: é a seiva de palmeira, obtida através de um corte no tronco, onde se insere uma cânula, na época da germinação. É bebida fresca, é doce e não alcoólica. Algum tempo após ter sido colhida fermenta, ficando muito alcoólica…

Macau: obtém-se pondo massambala de molho, com um pouco de milho. Deixa-se grelar, o que demora cerca de dois dias. Depois seca-se ao sol, mexendo sempre. Quando estiver bem seca é moída, até ficar em farinha. Num funil feito de malóis (tiras de casca de árvore) entrançados, cujo interior se reveste de caniços e se preenche com capim, põe-se a farinha. Sobre a mesma vai-se deitando água fervente. O líquido assim filtrado vai-se coando para um recipiente. É colocado em cabaças (tchipopos), para fermentar.

Bulunga (kissângua): faz-se com farinha de milho, bem cozida em água, obtendo-se um líquido de aspeto leitoso. Depois de arrefecer junta-se raiz pisada de tchingalanganga. Põe-se em recipiente em que previamente se tinha colocado um pouco de bulunga restante de outra confecção, com um pouco de açúcar (caso não se disponha de um resto de bulunga, pode fazer-se um fermento alternativo para a substituir – farinha de milho cozida com um pouco de açúcar). Deixa-se ficar no recipiente durante a noite e na manhã seguinte já pode ser consumida. Não é alcoólica, pode dar-se às crianças.


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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019
património Cuanhama

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Uma perspectiva filosófica, de Hamilton António: leia o texto completo aqui.


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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019
o texto literário angolano

"Definir, adjectivar ou destrinçar o conceito do texto literário angolano dos outros textos redigidos também em Angola ou no resto do mundo sobre Angola é uma proposta para uma reflexão dos fazedores da literatura. (...) o texto literário angolano, oral e escrito ficou, também, envolvido com os vários momentos políticos que marcaram a vida do povo angolano, durante séculos, cumprindo a sua missão. Contudo, o autor do texto literário angolano produzido durante a luta de libertação nacional, conseguida a independência, a paz e, finalmente, a liberdade, confrontou-se com o contraditório e ficou preso no tempo tenebroso que, involuntariamente, atravessou. A sua linha de pensamento ficou bloqueada pelos desencantos do conflito armado. As tempestades amainaram, mas o texto literário angolano, acorda lentamente. Convirá, assim, rebuscar ou recuperar o tempo perdido, a fim de o alinhar com os outros textos africanos e não só. Apresentar o percurso histórico do texto literário angolano, continua a ser, assim, uma tarefa que deverá ser retomada. Pois, no país, está sendo desenhada, agora, uma linha de pensamento político que influenciará a inspiração do escritor. Porém, a questão em análise continua. Haverá, por certo, um texto puramente angolano, que não tenha impurezas ou purezas de outras realidades sociais? (...) A resposta estará, certamente, nas várias dimensões do pensamento literário. O texto literário angolano encontra a sua âncora nas ansiedades do povo angolano, facto que faz do seu autor, o forjador da angolanidade. Logo, todo o escritor que se envolva com as aspirações do povo angolano poderá produzir um texto literário angolano. Ficamos, assim, com a ideia empírica de que o nascer em Angola não nos habilita, naturalmente, a ser autor de um texto literário angolano. Para o merecermos, repetimos, será necessário, sermos intérpretes das ansiedades, perplexidades simbólicas e culturais das populações de Angola, facto que nos arrasta para o conhecimento profundo dos seus hábitos, costumes e línguas. Como as ansiedades, aspirações, vontades e desejos, de qualquer povo são iguais ou aproximados entre os povos do mundo, cantar ou chorar em Angola aproximar-nos-á, também, do cantar e chorar em qualquer parte do mundo. Assim, podemos universalizar o texto literário angolano. Porém, a fonte do caminho está nos nossos pés."

(daqui)


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a quissângua, na cultura

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"Enquanto bebida, difere de kimbombo (da região norte) ou ocimbombo (do centro), onjupika ou onjuwa (do planalto), omakau(do sul), ombulunga (do litoral-sul) e ovingundu (hidromel do leste), por carecer de álcool obtido por fermentação. Não se assemelha ao owalende (“kapuka”,“kacipembe”ou “kaporroto”), por não possuir características de aguardente destilada. Ainda sim, distancia-se de malavu (maruvo, maluvu), por não ter origem vegetal. Não tem comparação com o mahiny (dos criadores), por não possuir características orgânicas.
Em suma, mais que bebida e comida, essencialmente de oferta, a kisângwa é, toda ela, uma instituição que no seu consumo implica uma relação de obrigação moral entre o hóspede, que encontra – «ocisanga», e o hospedeiro que oferece – «osangiwa».Chamamos atenção na diferença entre hóspede e visita. Esta última figura é ilegível em umbundu. Ambas diluem-se na designação genérica de «ukombe» (hóspede). Nas circunstâncias da sua origem, o consumo da «kisângwa» é privativo, de índole doméstica e manifesta a boa hospitalidade vinculando a relação entre os implicados.
Depois de acomodação, ainda que seja por pouco tempo, desde que haja boa intenção, ao hóspede se oferecem dois copos, no mínimo, só depois desenvolvem a conversa. O acto de oferta – okupoka -, aparentemente voluntário, é moralmente imperativo, quer para o que entrega (opoka), geralmente a dona de casa ou a filha que lhe representa, como para quem recebe (opokiwa). O exercício passou a elencar o código do direito consuetudinário pois, acto contrário, a parte ofendida pode vulgarizar o caso imediatamente condenável pela opinião pública. Isto é, se o hospede não recebe, ou se o hospedeiro não oferece, considera-se mal procedimento no cômputo social. É contra os princípios da etiqueta, deixando margem de desconsideração e falta de respeito.
Além de mais, a «kisângwa» consome-se em refeições principais familiares, quando fresca ou ao ambiente natural, assim como servida quente em pequeno-almoço. Muito usada em lazer, para inibir a sede ou a fome, de regresso ou antes de partida para uma jornada pesada, podendo servir de água, sumo, refrigerante ou cerveja, para todas as faixas etárias e ambos géneros pois, além de pobre em propriedades energéticas, não embriaga. Ajuda a recuperar o fôlego aos pacientes e convalescentes. As mães utilizam-na em beberões para desmamar os lactentes. Tem sido muito importante para o consumo das gestantes e, além de presente em cerimónias de iniciação, baptizados, óbitos, e matrimónios, lá foram os tempos em que com a batata-doce ou bómbô assado recheava a merenda escolar.
Numa família tradicional rural umbundu, particularmente, pode faltar tudo excepto a «kisângwa» e o fogo perpétuo, sendo esta instituição que iremos abordar na próxima ocasião. No geral, com as variações quer quantitativas, quer qualitativas, toda mulher é perita na confecção deste nutriente produto, bastando a fuba (farinha) de milho para a papa. O sabor e o odor, são de responsabilidade individual tendo em conta as condições, o capricho e as particularidades de cada confeccionante.
O milho, germinante ou não (osongo), pode ser torrado, antes de triturado. Também a própria fuba, pode ser torrada. As preferências variam entre a fuba limpa (da pedra ou de almofariz, sem farelo), de hidromoinho (triturada com o farelo, sem rolão), de moagem a diesel (triturada com farelo e conhecida por “palapala”). No triângulo entre as províncias do Huambo, de Benguela e da Huíla, região de produtores de «mahiny», é possível encontrar a «kisângwa» de fuba de masambala (sorgo) ou masango (painço).
Quando a papa se confecciona com a fuba limpa, a «kisângwa» torna-se bebida. Se a confecção for de fuba misturada com farelo, torna-se comida. Na primeira não há resíduos sólidos. A segunda contém propriedades que permitem o uso da colher, como se de caldo se tratasse. Ainda sim, pode-se enriquecer o fundo com o rolão grosso ou fino, tornando-a mais densa.
A depender do grau de perícia da confeccionante, a quantidade é indeterminante. Normalmente confecciona-se, aos sábados, o suficiente para cobrir a semana. Ferve-se a fuba com a água extraída da lavagem do milho por triturar ou do arroz ambos desfarelados até se achar cozida. A água do farelo de milho em si, também serve para este fim. Sobre a papa fervente mergulha-se o sumo da batata-doce, banana, abacaxi, rabanete, beterraba, goiaba, morango, anis, cana sacarina ou qualquer fruto silvestre.
Além de ricos em nutrientes, qualquer um destes condimentos, isolados ou mistos, em parte ou no seu todo, apenas adicionam-se depois de bem lavados com água natural, triturados com a casca, lançados em água até tingir na totalidade e coados com peneira servem de realce ao sabor e emprestam o precioso odor, tornando o produto muito mais apetitoso. Para efeito são moídos no almofariz ou sobre a pedra-moageira, permitindo que se extraia a quantidade do sumo necessário.
(...)
Depois de preparada, a «kisângwa» é colocada em reservatórios próprios, geralmente em panelas de barro ou cabaças capazes de suportar as quantidades desejadas. Em tempos idos, o moringue e o barril de madeira foram excelentes reservatórios. Vinte e quatro horas depois, mais ou menos, tempo suficiente para roborizar, declara-se pronto ao consumo normal quando os recipientes forem novos ou lavados. Acredita-se que a sua qualidade melhora nestes recipientes, em relação aos metálicos, plásticos ou cristais. No final, o interior dos reservatórios não se lava para precipitar a roborização posterior dispensando as vinte e quatro horas da primeira vez. Até porque, não se aconselha que o produto esgote, por isso, sobre a velha adiciona-se sempre a mais nova cujo processo se conhece por «omisa» - resíduo fermentáceo servindo na melhoria da qualidade.
O certo é que, há duas qualidades distintas que se consomem em Angola. A «quissângua» ou «kissângua»; - a mais conhecida, consumida em todo o país, comerciável e a «kisângwa»; - esta que acabamos de descrever, tradicional endógena, rural e doméstica. Ambas derivadas de «ocisangwa» diferem-se porque aquela, não é exigente bastando água fervida para confeccionar a papa de fuba de milho. Do resto, é o açúcar importado e bastante água natural que se adicionam sempre que for necessário. Para o alojamento de resíduos no seu fundo, tornando-o denso, é utilizada a palapala. Em alguns casos, precipita-se a qualificação do sabor adicionando-lhe alguma porção de soda cáustica ou fermento de pão.

(...) Hoje, vende-se nas ruas das principais cidades, por zungueiras, nos botecos, bares, refeitórios, restaurantes e consome-se com regularidade entre algumas famílias, mais ou menos, urbanas e urbanizadas."

ARMINDO JAIME GOMES

Leia mais aqui


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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2019
63 anos

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Exposição Fotográfica


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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2018
Coleção Herpetológica

Publicado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical.

Consulte aqui.


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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
reunir o património cultural

Angola vai criar uma equipa técnica que irá proceder ao levantamento e identificação de “objetos culturais” presentes em museus portugueses, número “impossível de quantificar” devido às relações históricas entre os dois países, disse esta segunda-feira fonte oficial angolana.

Em declarações à agência Lusa, Ziva Domingos, diretor nacional dos Museus de Angola, sob tutela do Ministério da Cultura angolano, salientou tratar-se de uma “estratégia” de longo prazo, indicando que o levantamento não será feito só em Portugal, como também na maioria dos países europeus e nas Américas.

“No Ministério da Cultura [angolano] estamos a trabalhar numa estratégia. Estamos a criar uma equipa que terá como principal missão fazer o levantamento e identificação desses objetos, não só em Portugal, mas também no resto da Europa e nas Américas”, sublinhou.

“A partir daí, teremos um inventário muito mais sistematizado e, depois, iremos acionar mecanismos, quer a nível diplomático, quer a nível da cooperação técnica e científica, para ver a possibilidade de recuperar os objetos para Angola”, acrescentou.

Ziva Domingos afirmou desconhecer quantos “objetos culturais” estão em Portugal: “É difícil dizer tendo em conta o passado histórico entre Angola e Portugal”, disse, admitindo tratar-se de um “número grande”. “Mas não o posso dizer de forma taxativa”, ressalvou.

Segundo Ziva Domingos, o Ministério da Cultura angolano vai contactar em breve o congénere português e pensa enviar logo que possível a missão a Portugal para proceder ao levantamento.

“Penso que é o caminho mais certo. Nós, sendo o serviço executivo do Ministério da Cultura, damos tratamento a essa matéria e vamos sugerir à ministra e ao executivo angolano os passos técnicos e científicos que devem começar a ser dados no sentido de começar a fazer esse levantamento. Tudo parte daí, e só depois podemos colocar outras questões”, sublinhou.

Questionado sobre quanto tempo crê que demorará o processo de levantamento e inventariação, o diretor nacional dos Museus de Angola considerou também ser difícil calendarizar.

“Não podemos definir aqui hoje um horizonte temporal. Temos é de começar agora e, depois, veremos quanto tempo poderá demorar”, respondeu, lembrando que Angola conta com uma rede de 15 museus – sete na capital, Luanda, e os restantes oito distribuídos pelas províncias angolanas de Cabinda, Zaire, Huambo, Huíla e Benguela.

Ziva Domingos indicou que grande parte do acervo cultural e histórico angolano disperso por todo o mundo está em Portugal, nomeadamente no Museu Nacional de Etnologia.

(daqui)


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Terça-feira, 2 de Outubro de 2018
História do Huambo

Para os estudiosos da História de Angola, recomendo a visita ao blogue "Ombira y Ongombe".

https://ombiraongombe.wordpress.com


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Atlas de répteis e anfíbios

123 anos depois, répteis e anfíbios de Angola têm um novo atlas

São quase 400 espécies, entre 117 anfíbios e 278 répteis, com as respetivas descrições taxonómicas, distribuição geográfica e contexto ecológico e climático. É o Atlas dos Répteis e Anfíbios de Angola, uma obra de referência, que reúne toda a informação disponível sobre essa fauna e que acaba de ser publicado pela Academia de Ciências da Califórnia, nos Estados Unidos, sob o título Diversity and Distribution of the Amphibians and Terrestrial Reptiles of Angola. Mais de um século depois da publicação, em 1895, do primeiro Atlas dos Répteis e Anfíbios de Angola, pelo naturalista português José Vicente Barbosa du Bocage, o novo trabalho, da autoria dos biólogos portugueses Mariana Marques e Luís Ceríaco, e dos norte-americanos Aaron Bauer e David Blackburn, elaborado em parceria com o Ministério do Ambiente de Angola, o atlas vai estar também disponível online, para consulta gratuita, e será apresentado em Luanda ainda este mês.

Leia mais aqui



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Mukanda do mais-velho

Tu, mermão, que ontem chegaste a esta nossa terra,

terra dos trisavós dos nossos kotas;

Tu que aportaste a estas praias tens de saber

que somos um povo que caminha -

todos os africanos o são;

Hoje, que já muitos deixaram os kimbos e os bois das avós

e na cidade aprenderam as letras,

participamos de viva voz nas rádios, jornais e TV's,

muita opinião sai profusamente de nossas bocas e teclados.

Nós que damos muito trabalho a este chão vermelho poluído

te dizemos que não vejas Angola só

como um prazer para os teus olhos,

não penses que os caranguejos do Namibe existem

só para deliciar a tua língua.

Que os teus dentes sirvam também para nos ajudares

a construir um País para os kandengues

que um dia falarão de nós com olhos muito luminosos

e calor no coração.


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Domingo, 30 de Setembro de 2018
Gravuras rupestres

A província do Namibe, com 22 estações de pinturas rupestres, é a região do país que congrega o maior aglomerado desse património cultural disse o coordenador do projecto do Tchitunduhulu.

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Benjamim Fernandes fez esta afirmação quando intervinha num fórum regional sobre turismo, que começou hoje, na cidade de Moçâmedes, no âmbito das comemorações do 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo.

Ao apresentar tema “O turismo étnico e cultural”, Benjamin Fernandes lembrou que Tchitunduhulu é uma estação arqueológica de arte rupestre, situada no município do Virei, província do Namibe, onde estão representados diferentes sítios de gravuras, pinturas em cavernas e nas superfícies de rochas.

Essas gravuras, ressaltou, são maioritariamente desenhos geométricos, animais, seres humanos, paisagens e utensílios de trabalho.

Referiu que essas gravuras mostram a cultura pré-histórica, os hábitos e costumes dos antepassados, que habitaram a região.

Segundo o responsável, a arte rupestre de Tchitunduhulu foi executada por povos que viviam da caça e da recolecção de frutos silvestres, os ancestrais dos actuais kuisses.

As pinturas mais recentes, explicou, foram feitas por povos pastores de animais, os antepassados dos mucubais, que habitam a região do Tchitunduhulu.

Informou que o grande desafio do projecto, que coordena, é preservar as pinturas rupestres, feitas há milhões de anos (*) e expostas ao ar livre, sol, vento e chuvas, factores que concorrem para o seu desaparecimento.

Com o andar do tempo, as rochas começam a degradar-se, existe infiltração das águas das chuvas e o fenómeno do desgaste das rochas, bem como a acção do próprio homem, situação que coloca em risco a existência dessas gravuras", frisou.

O fórum conta com a participação de delegados das províncias do Namibe, Huíla, Cunene e Cuando Cubango,  que abordam temas como "Turismo regional", "Conservação dos parques nacionais e áreas de conservação", "Turismo étnico e cultural", "Legislação sobre o visto de turismo nas fronteiras", entre outros assuntos.

A decorrer sob o tema "Turismo e a transformação Digital”, o encontro com duração de um dia está a ser orientado pela ministra do Turismo, Ângela Bragança.

 

(*) Nota da Edição: será há milhares de anos...

 

(in http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2018/8/39/Namibe-com-maior-numero-pinturas-rupestres-pais,6c9fe519-14c8-4f0a-89bd-9bf8019a9239.html)

 

Vide post de 24 de abril de 2009: https://bimbe.blogs.sapo.pt/320701.html


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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018
Bonga - reconhecimento

Ministra da cultura destaca qualidade da obra de Bonga

Leia aqui


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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014
Ovakwambundo - O povo do nevoeiro

 

 

 
"O povo Ovakwambundo foi um povo pré-banto que habitava a região compreendida entre o vale do Curoca e o Rio Cunene, desde há muitos séculos, provavelmente empurrados pela invasão dos Bantus, e que existiu até final do séc. XIX, princípios do séc. XX.

 

Acredito que "os pretos", que refere Duarte Pacheco Pereira, aquando a viagem de Diogo Cão em 1484 à Manga das Areias (Baia dos Tigres), já eram elementos deste grupo étnico, pois o tipo de habitações que descreve coincidem com as encontradas por Willian Messum e Alexandre Magno de Castilho e as estudadas pelo Dr. Alberto Machado da Cruz.

 

Também "o gentio" que José da Rosa levou para Luanda, quando em 1665 andou pelo paralelo 18 não deixa dúvidas que eram de povo pré-banto pelo tipo de linguagem que utilizavam e também o facto de comerem tudo cru evidencia que não utilizavam o fogo, característico desta etnia.

 

Já João Pilarte da Silva na sua viagem do Jau ao Cabo Negro, efectuada em 1770, dá-nos conta de que aquele povo falava por estalos, o que provavelmente estariam na presença de elementos desta gente. Um pormenor interessante, foi o facto que as duas negras daquele gentio que levavam consigo terem falecido de bexigas. Sabemos que as bexigas era o nome pelo qual era conhecida na altura a varíola, facto que também J. Pereira do Nascimento refere no seu livro Exploração Geográphica e Mineralogica no Districto de Mossamedes em 1894-1895, como tendo sido uma das causas da extinção dos Ovakwambundos.
 
Acontece que, certos povos, que viveram muitos anos isolados se tornam muito vulneráveis a vírus provenientes de outros continentes, como aconteceu nas civilizações da América do Sul, e a varíola, era nessa altura muito comum entre os europeus e gente que com eles contactava. Creio, embora o Dr. Alberto Machado da Cruz não o refira, que esta também terá sido uma das causas da sua extinção, a par das por ele apresentadas.

 

Em todas as narrativas há imensas coincidências que me deixam convicto de que estamos na presença de uma única e só etnia, que por pressão de outras civilizações desapareceu, restando talvez algum do seu sangue correndo nas veias de alguns Quimbares de Onguaia e Tômbwa."
 
(in http://xamalundo.blogspot.pt/ )

 


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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
Herdeiro

Herdeiro do nativismo

não sei se o sou;

mas sei que a esta tribo pertenço.

 

Nem mesmo entendo o porquê

de aqui me sentir em casa,

no doce regaço desta terra-mãe.

 

Por terras em que secou o sangue,

entre fronteiras de estranhos,

percorro trilhos e picadas

entre mutiatis e morros de salalé;

 

Por gerações guardadas,

em sagrado património;

não foi de ingleses nem de alemães

nem de boers nem de racistas

- deles foram preservadas.

 

Ao longo e para lá do Cunene,

assim agora a sinto minha,

da minha tribo, nossa,

minha mãe e companheira.

 

Ao seu colo regresso,

às suas águas;

de novo subirei ao planalto,

lá onde muíla me deram nome.

 

No forte de Kapangombe

à esquerda viro e sigo,

para a Portela do Bruco...

 


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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
numa pausa...

 


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Domingo, 15 de Junho de 2014
lançamento de "Viagem à terra do meu avô"

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Editor e Redator:
José "Kahango" Frade
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