Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019
os Khoisan em risco

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A Associação MBAKITA sedeada em Menongue, tem dentro da sua intervenção, o acompanhamento das minorias étnicas sobreviventes no Kuando Kubango (KK), nomeadamente os Khoisan.

Esta associação tem lutado bastante para o reconhecimento dos direitos destas populações, nomeadamente o direito à sua própria cultura, ao acesso aos documentos pessoais, serviços de saúde e de educação e a uma vida digna.

Muito se fala dos grandes projectos ambientais e das enormes delimitações de terras em nome da preservação da natureza que tem fundamentalmente vindo a beneficiar os grandes empresários na área da hotelaria e turismo e tem sido também um factor importante na provocação da deterioração de vida destas comunidades. Liga-se a este aspecto, o assentamento forçado destas comunidades nómadas.

Por outro lado, continua a ser visível a discriminação que estas comunidades sofrem por parte dos seus vizinhos bantus.

Esta realidade mobilizou a Associação OMUNGA para, dentro da parceria que existe entre as duas associações, apoiar acções de urgência para a visibilidade da situação e a procura de políticas públicas concretas que respeitem a Constituição de Angola e os tratados de direitos humanos que Angola.

Baptistiny Sabatiny, director da MBAKITA reclama da dificuldade do trabalho de protecção dos direitos destas minorias étnicas já que “não tem nenhum marco legal que possa protegê-los.” Acrescenta ainda que o maior trabalho da MBAKITA é o de advogar para “que o governo possa ratificar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de formas que tenham acesso aos direitos sociais, económicos e culturais, conforme reza a própria convenção sobre os povos tribais e semi-tribais.”

(daqui)

Veja o vídeo em https://youtu.be/M2FV-NyA7sk


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a quissângua, na cultura

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"Enquanto bebida, difere de kimbombo (da região norte) ou ocimbombo (do centro), onjupika ou onjuwa (do planalto), omakau(do sul), ombulunga (do litoral-sul) e ovingundu (hidromel do leste), por carecer de álcool obtido por fermentação. Não se assemelha ao owalende (“kapuka”,“kacipembe”ou “kaporroto”), por não possuir características de aguardente destilada. Ainda sim, distancia-se de malavu (maruvo, maluvu), por não ter origem vegetal. Não tem comparação com o mahiny (dos criadores), por não possuir características orgânicas.
Em suma, mais que bebida e comida, essencialmente de oferta, a kisângwa é, toda ela, uma instituição que no seu consumo implica uma relação de obrigação moral entre o hóspede, que encontra – «ocisanga», e o hospedeiro que oferece – «osangiwa».Chamamos atenção na diferença entre hóspede e visita. Esta última figura é ilegível em umbundu. Ambas diluem-se na designação genérica de «ukombe» (hóspede). Nas circunstâncias da sua origem, o consumo da «kisângwa» é privativo, de índole doméstica e manifesta a boa hospitalidade vinculando a relação entre os implicados.
Depois de acomodação, ainda que seja por pouco tempo, desde que haja boa intenção, ao hóspede se oferecem dois copos, no mínimo, só depois desenvolvem a conversa. O acto de oferta – okupoka -, aparentemente voluntário, é moralmente imperativo, quer para o que entrega (opoka), geralmente a dona de casa ou a filha que lhe representa, como para quem recebe (opokiwa). O exercício passou a elencar o código do direito consuetudinário pois, acto contrário, a parte ofendida pode vulgarizar o caso imediatamente condenável pela opinião pública. Isto é, se o hospede não recebe, ou se o hospedeiro não oferece, considera-se mal procedimento no cômputo social. É contra os princípios da etiqueta, deixando margem de desconsideração e falta de respeito.
Além de mais, a «kisângwa» consome-se em refeições principais familiares, quando fresca ou ao ambiente natural, assim como servida quente em pequeno-almoço. Muito usada em lazer, para inibir a sede ou a fome, de regresso ou antes de partida para uma jornada pesada, podendo servir de água, sumo, refrigerante ou cerveja, para todas as faixas etárias e ambos géneros pois, além de pobre em propriedades energéticas, não embriaga. Ajuda a recuperar o fôlego aos pacientes e convalescentes. As mães utilizam-na em beberões para desmamar os lactentes. Tem sido muito importante para o consumo das gestantes e, além de presente em cerimónias de iniciação, baptizados, óbitos, e matrimónios, lá foram os tempos em que com a batata-doce ou bómbô assado recheava a merenda escolar.
Numa família tradicional rural umbundu, particularmente, pode faltar tudo excepto a «kisângwa» e o fogo perpétuo, sendo esta instituição que iremos abordar na próxima ocasião. No geral, com as variações quer quantitativas, quer qualitativas, toda mulher é perita na confecção deste nutriente produto, bastando a fuba (farinha) de milho para a papa. O sabor e o odor, são de responsabilidade individual tendo em conta as condições, o capricho e as particularidades de cada confeccionante.
O milho, germinante ou não (osongo), pode ser torrado, antes de triturado. Também a própria fuba, pode ser torrada. As preferências variam entre a fuba limpa (da pedra ou de almofariz, sem farelo), de hidromoinho (triturada com o farelo, sem rolão), de moagem a diesel (triturada com farelo e conhecida por “palapala”). No triângulo entre as províncias do Huambo, de Benguela e da Huíla, região de produtores de «mahiny», é possível encontrar a «kisângwa» de fuba de masambala (sorgo) ou masango (painço).
Quando a papa se confecciona com a fuba limpa, a «kisângwa» torna-se bebida. Se a confecção for de fuba misturada com farelo, torna-se comida. Na primeira não há resíduos sólidos. A segunda contém propriedades que permitem o uso da colher, como se de caldo se tratasse. Ainda sim, pode-se enriquecer o fundo com o rolão grosso ou fino, tornando-a mais densa.
A depender do grau de perícia da confeccionante, a quantidade é indeterminante. Normalmente confecciona-se, aos sábados, o suficiente para cobrir a semana. Ferve-se a fuba com a água extraída da lavagem do milho por triturar ou do arroz ambos desfarelados até se achar cozida. A água do farelo de milho em si, também serve para este fim. Sobre a papa fervente mergulha-se o sumo da batata-doce, banana, abacaxi, rabanete, beterraba, goiaba, morango, anis, cana sacarina ou qualquer fruto silvestre.
Além de ricos em nutrientes, qualquer um destes condimentos, isolados ou mistos, em parte ou no seu todo, apenas adicionam-se depois de bem lavados com água natural, triturados com a casca, lançados em água até tingir na totalidade e coados com peneira servem de realce ao sabor e emprestam o precioso odor, tornando o produto muito mais apetitoso. Para efeito são moídos no almofariz ou sobre a pedra-moageira, permitindo que se extraia a quantidade do sumo necessário.
(...)
Depois de preparada, a «kisângwa» é colocada em reservatórios próprios, geralmente em panelas de barro ou cabaças capazes de suportar as quantidades desejadas. Em tempos idos, o moringue e o barril de madeira foram excelentes reservatórios. Vinte e quatro horas depois, mais ou menos, tempo suficiente para roborizar, declara-se pronto ao consumo normal quando os recipientes forem novos ou lavados. Acredita-se que a sua qualidade melhora nestes recipientes, em relação aos metálicos, plásticos ou cristais. No final, o interior dos reservatórios não se lava para precipitar a roborização posterior dispensando as vinte e quatro horas da primeira vez. Até porque, não se aconselha que o produto esgote, por isso, sobre a velha adiciona-se sempre a mais nova cujo processo se conhece por «omisa» - resíduo fermentáceo servindo na melhoria da qualidade.
O certo é que, há duas qualidades distintas que se consomem em Angola. A «quissângua» ou «kissângua»; - a mais conhecida, consumida em todo o país, comerciável e a «kisângwa»; - esta que acabamos de descrever, tradicional endógena, rural e doméstica. Ambas derivadas de «ocisangwa» diferem-se porque aquela, não é exigente bastando água fervida para confeccionar a papa de fuba de milho. Do resto, é o açúcar importado e bastante água natural que se adicionam sempre que for necessário. Para o alojamento de resíduos no seu fundo, tornando-o denso, é utilizada a palapala. Em alguns casos, precipita-se a qualificação do sabor adicionando-lhe alguma porção de soda cáustica ou fermento de pão.

(...) Hoje, vende-se nas ruas das principais cidades, por zungueiras, nos botecos, bares, refeitórios, restaurantes e consome-se com regularidade entre algumas famílias, mais ou menos, urbanas e urbanizadas."

ARMINDO JAIME GOMES

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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
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Quarta-feira, 9 de Julho de 2014
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Quarta-feira, 25 de Junho de 2014
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014
Contos do Vissapa - 8

OS DIAS DE GLÓRIA DE KISSONDE

 

Sempre o tratei por Kissonde, muito embora essas formigas malinas tivessem uma cor mais a puxar para o castanho que aquela com que Deus pintara a pele do filho da Benilda a lavadeira da minha prima Mercedes. A Benilda tinha batizado o seu rebento com o nome de Francisco Silva, homenagem a um alfaiate coxo do Lubango, que usufruíra da sua esteira anos a fio, até à fatídica madrugada em que a diferença de idades entre os dois amantes, numa investida mais ousada mandou o padrasto do Kissonde para os quintos do inferno com o coração parado. A Benilda não era negra de grandes choradeiras ou sentimentalismo, mas teve de alargar a lavagem de roupa ao casal Bexiga, para suprir a quebra financeira advinda por morte do velho alfaiate. Eu cá confesso que mesmo com a minha tenra idade não me tinha importado nada de ter substituído o Silva na esteira da jovem lavadeira. Quando ia a casa da prima Mercedes, esgueirava-me sempre que possível até à selha, onde a suculenta Benilda esfregava com denodo na tábua ondulada e gasta, as calças do primo Sebastião, marido da Mercedes, que tinha uma diminuta oficina de bicicletas, mas suficientemente suja para deixar a roupa em péssimo estado. A Benilda sorria-me de tal forma que eu sentia-me abestalhado a olhar para o decote generoso onde os seios da graciosa lavadeira pareciam querer mergulhar na água saponácea. – O Chico foi comprar rapé para a prima, já vai voltar logo. – Esclareceu-me referindo-se ao filho. – O Kissonde não é? – Àka menino Luís não chama o Chico de Kissonde, assim esse nome vai pegar mesmo. – Pedia-me pouco convicta, pois na realidade toda a gente tratava o Chico por Kissonde a começar por ela própria.

Eu e o Kissonde éramos a unha e a carne. Desde pequeno que aquele galfarro esquelético dois anos mais velho que eu era o meu companheiro de aventuras infantis. Íamos aos pássaros juntos e com ele aprendera a fazer uma chifuta com um galho de goiabeira em forma de forquilha. Ninguém conhecia melhor o Mucufi, a mulola do Índia e o rio Capitão do que o Chico e era um verdadeiro perito em encontrar Mirangoleiros, Maboques e Matipatipa. Um artista a sangrar as figueiras retirando-lhes o visgo para armarmos as nossas armadilhas à passarada. Depois de passar em litros de saliva e ficar suficientemente elástica, enrolávamos aquela substância viscosa em pequenos galhos que colocávamos astuciosamente nas espinheiras e nas mulembas que outrora povoavam os arredores da cidade. Era um dia em cheio quando apanhávamos um bigodinho ou uma bengalinha, aves de canto fino, capazes de competir e fazer inveja a qualquer ilustre canário. Nos intervalos das surtidas aos pássaros, fazíamos carros com folhas de tabaibeira que se escangalhavam totalmente, quando das corridas excitantes rua abaixo, com os outros moleques do bairro. Ensinou-me também a colher tabaibos com uma vara com um prego espetado na ponta, e a descascá-los e comê-los evitando os desagradáveis espinhos. Não fora eu que o alcunhara de Kissonde, mas sim uns primos mais velhos com quem ele se travava de razões por dá cá aquela palha, fazendo justiça à sua alcunha. Íamos e vínhamos da escola juntos, no entanto sendo eu mais novo, andava dois anos adiantado em relação a ele, pois o Kissonde não era muito vocacionado para os estudos e a Benilda não tinha propriamente a atitude da minha velha, que da primeira vez que resolvi acompanhar o Kissonde nas suas escapadelas, deixou-me as bochechas a arder com os tabefes que levei. Um dia fomos para o rio Mapunda, rio da Areia, ou rio do Chouriço, nomes de baptismo do pequeno regato que nascia na Chela, lá para os lados da Tundavala e que despencava serra abaixo indo desaguar no Kakuluvar, rodeando a salsicharia da SIL, onde adquiria o pomposo nome de Rio do Chouriço. Aquelas aventuras fluviais eram terminantemente proibidas pela minha velha, que ficava com o coração nas mãos quando eu ia brincar com o Kissonde para o – “Vamos só ali” – o que podia significar o Mucufi até aos curtumes, a Mulola do India ou o rio Mapunda, a par de uma ausência mais prolongada, que dependendo da hora de regresso dava direito a uns bons estalos e orelha repuxada. O Kissonde batia-me aos pontos em quase tudo. Detinha o recorde de Tchirikuatas abatidas, assim como de Zanguinhas e Bituítes, tudo isto testemunhado pelos lenhos feitos no cabo da fisga, versão africana das pistolas do Jonh Wayne. Cada vez que uma pedra roliça fulminava os infortunados passarinhos, zás mais um lenho. Além de tudo isto subia a qualquer árvore com a desenvoltura de um chimpanzé e tinha uma sola de pé que era a minha maior inveja; Espinho, caco de garrafa, unha de gato ou pedra afiada eram manteiga para os pés do Kissonde, o que não acontecia comigo, que era obrigado a usar as botas de couro cru do Chapeleiro, munidas de protetores de aço para ir à escola. Quando me desembaraçava delas a minha planta de pé estava longe de ter a consistência da dele.

Nesse dia fiz uma descoberta acerca do meu amigo que até aquela data desconhecera. Chegámos a uma parte do rio, onde este se insinuava por entre grandes calhaus de granito cinzento, sendo que um deles descia em rampa até um fundão, o que me pareceu suficientemente excitante para escorregarmos para a água. Ainda não estava completamente em pelota, quando reparei que o Kissonde não estava propriamente a brincar ao chapinhar as mãos nas águas do Mapunda e submergia mais vezes do que seria o normal. Ainda hoje não sei como arranjei forças para o tirar cá para fora, apesar do meu corpo franzino, mas lembro-me que o Kissonde tremia como varas verdes batendo dente de tal forma com o susto que apanhara, que passado aquele momento de aflição desatei a rir que nem um perdido dizendo-lhe – A nadar tu não me ganhas Kissonde! -

Por cautela pactuamos em esconder o episódio da minha mãe e da Benilda. Os anos foram passando e saltei da escola primária para o liceu deixando o Kissonde para trás que acabou por ir remendar câmaras-de-ar na oficina do primo Sebastião. Quase sem dar por isso outros amigos e diferentes actividades substituíram aqueles dias gloriosos da minha infância. Um dia perdemos o rasto ao Kissonde. Desapareceu sem dar cavaco a ninguém, presumo que nem à Benilda, e esta se sabia para onde ele fora nunca o confidenciou a ninguém. Constava que tinha fugido para a Zâmbia na altura em que seria obrigado a assentar praça.

Cerca de trinta e tal anos volvidos preparava-me para entrar para jantar num restaurante da ilha em Luanda, onde me deslocara a trabalho, quando reparei no empregado do estabelecimento descer apressadamente as escadas em direcção a um Mercedes negro topo de gama, que acabara de estacionar frente ao estabelecimento. Quando a porta traseira da dispendiosa viatura se abriu reconheci-o logo, apesar de mais de cinquenta quilos de carne flácida terem sido adicionados ao corpo esquelético de outrora, agora encafuado num fato Armani de corte irrepreensível. Os pés que desdenhavam unhas de gato e caco de garrafa, estavam agora confortavelmente instalados em dispendiosos sapatos italianos e o cachucho no anelar da mão esquerda reluziu em uníssono com a calva exposta ao luar. Quando a Benilda deixou o Mercedes a suspensão pareceu-me ter subido uns bons vinte centímetros. Pouco restava da graciosa lavadeira da minha meninice e se os atavios eram de alto luxo, tudo o resto se perdera com a idade e com o conforto numa obesidade incomensurável. O Chico murmurou qualquer coisa ao ouvido do empregado que servilmente ajudava a Benilda a subir as escadas do restaurante com evidente dificuldade, empoleirada nos sapatos de salto alto que lhe proporcionavam um andar desengonçado.

Sim meu General, a mesa é a mesma do costume. – Mais um murmúrio desta feita por parte da Benilda. – Sim Senhora, Sim Senhora, tal como o Senhor General Silva ordenou, o Antonov foi buscar as lagostas no Namibe. – Olha senão são frescas vais ti dar mal comigo. - Ameaçou em jeito de brincadeira a mãe do Chico. - Fresquinho, fresquinho de verdade mesmo meu General. - Afirmava o empregado fazendo a octogésima reverência ao meu antigo companheiro de glórias infantis.

Quando passaram por mim nem sequer se dignaram a olhar-me e eu também nunca esperei que o Chico me reconhecesse ao fim de tantos anos, mas estive tentado a gritar-lhe. – KISSONDE, olha que eu nado melhor que tu.

Reis Vissapa


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Quinta-feira, 19 de Junho de 2014
apregoando boas mangas...

 (foto de Alcídio Esteves)


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