Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019
reunindo...

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(daqui)


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mama Himba

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019
Origens dos Mucuisses

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ouça aqui a reportagem: https://www.mixcloud.com/rodolfoascenso/mukuisses/



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Domingo, 20 de Janeiro de 2019
Gente da Huíla

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(Cahande, Germana e Chipa)

 

https://blogdangola.blogspot.com/search/label/o%20nosso%20Povo


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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019
património Cuanhama

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Uma perspectiva filosófica, de Hamilton António: leia o texto completo aqui.


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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2019
os Khoisan em risco

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A Associação MBAKITA sedeada em Menongue, tem dentro da sua intervenção, o acompanhamento das minorias étnicas sobreviventes no Kuando Kubango (KK), nomeadamente os Khoisan.

Esta associação tem lutado bastante para o reconhecimento dos direitos destas populações, nomeadamente o direito à sua própria cultura, ao acesso aos documentos pessoais, serviços de saúde e de educação e a uma vida digna.

Muito se fala dos grandes projectos ambientais e das enormes delimitações de terras em nome da preservação da natureza que tem fundamentalmente vindo a beneficiar os grandes empresários na área da hotelaria e turismo e tem sido também um factor importante na provocação da deterioração de vida destas comunidades. Liga-se a este aspecto, o assentamento forçado destas comunidades nómadas.

Por outro lado, continua a ser visível a discriminação que estas comunidades sofrem por parte dos seus vizinhos bantus.

Esta realidade mobilizou a Associação OMUNGA para, dentro da parceria que existe entre as duas associações, apoiar acções de urgência para a visibilidade da situação e a procura de políticas públicas concretas que respeitem a Constituição de Angola e os tratados de direitos humanos que Angola.

Baptistiny Sabatiny, director da MBAKITA reclama da dificuldade do trabalho de protecção dos direitos destas minorias étnicas já que “não tem nenhum marco legal que possa protegê-los.” Acrescenta ainda que o maior trabalho da MBAKITA é o de advogar para “que o governo possa ratificar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de formas que tenham acesso aos direitos sociais, económicos e culturais, conforme reza a própria convenção sobre os povos tribais e semi-tribais.”

(daqui)

Veja o vídeo em https://youtu.be/M2FV-NyA7sk


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a quissângua, na cultura

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"Enquanto bebida, difere de kimbombo (da região norte) ou ocimbombo (do centro), onjupika ou onjuwa (do planalto), omakau(do sul), ombulunga (do litoral-sul) e ovingundu (hidromel do leste), por carecer de álcool obtido por fermentação. Não se assemelha ao owalende (“kapuka”,“kacipembe”ou “kaporroto”), por não possuir características de aguardente destilada. Ainda sim, distancia-se de malavu (maruvo, maluvu), por não ter origem vegetal. Não tem comparação com o mahiny (dos criadores), por não possuir características orgânicas.
Em suma, mais que bebida e comida, essencialmente de oferta, a kisângwa é, toda ela, uma instituição que no seu consumo implica uma relação de obrigação moral entre o hóspede, que encontra – «ocisanga», e o hospedeiro que oferece – «osangiwa».Chamamos atenção na diferença entre hóspede e visita. Esta última figura é ilegível em umbundu. Ambas diluem-se na designação genérica de «ukombe» (hóspede). Nas circunstâncias da sua origem, o consumo da «kisângwa» é privativo, de índole doméstica e manifesta a boa hospitalidade vinculando a relação entre os implicados.
Depois de acomodação, ainda que seja por pouco tempo, desde que haja boa intenção, ao hóspede se oferecem dois copos, no mínimo, só depois desenvolvem a conversa. O acto de oferta – okupoka -, aparentemente voluntário, é moralmente imperativo, quer para o que entrega (opoka), geralmente a dona de casa ou a filha que lhe representa, como para quem recebe (opokiwa). O exercício passou a elencar o código do direito consuetudinário pois, acto contrário, a parte ofendida pode vulgarizar o caso imediatamente condenável pela opinião pública. Isto é, se o hospede não recebe, ou se o hospedeiro não oferece, considera-se mal procedimento no cômputo social. É contra os princípios da etiqueta, deixando margem de desconsideração e falta de respeito.
Além de mais, a «kisângwa» consome-se em refeições principais familiares, quando fresca ou ao ambiente natural, assim como servida quente em pequeno-almoço. Muito usada em lazer, para inibir a sede ou a fome, de regresso ou antes de partida para uma jornada pesada, podendo servir de água, sumo, refrigerante ou cerveja, para todas as faixas etárias e ambos géneros pois, além de pobre em propriedades energéticas, não embriaga. Ajuda a recuperar o fôlego aos pacientes e convalescentes. As mães utilizam-na em beberões para desmamar os lactentes. Tem sido muito importante para o consumo das gestantes e, além de presente em cerimónias de iniciação, baptizados, óbitos, e matrimónios, lá foram os tempos em que com a batata-doce ou bómbô assado recheava a merenda escolar.
Numa família tradicional rural umbundu, particularmente, pode faltar tudo excepto a «kisângwa» e o fogo perpétuo, sendo esta instituição que iremos abordar na próxima ocasião. No geral, com as variações quer quantitativas, quer qualitativas, toda mulher é perita na confecção deste nutriente produto, bastando a fuba (farinha) de milho para a papa. O sabor e o odor, são de responsabilidade individual tendo em conta as condições, o capricho e as particularidades de cada confeccionante.
O milho, germinante ou não (osongo), pode ser torrado, antes de triturado. Também a própria fuba, pode ser torrada. As preferências variam entre a fuba limpa (da pedra ou de almofariz, sem farelo), de hidromoinho (triturada com o farelo, sem rolão), de moagem a diesel (triturada com farelo e conhecida por “palapala”). No triângulo entre as províncias do Huambo, de Benguela e da Huíla, região de produtores de «mahiny», é possível encontrar a «kisângwa» de fuba de masambala (sorgo) ou masango (painço).
Quando a papa se confecciona com a fuba limpa, a «kisângwa» torna-se bebida. Se a confecção for de fuba misturada com farelo, torna-se comida. Na primeira não há resíduos sólidos. A segunda contém propriedades que permitem o uso da colher, como se de caldo se tratasse. Ainda sim, pode-se enriquecer o fundo com o rolão grosso ou fino, tornando-a mais densa.
A depender do grau de perícia da confeccionante, a quantidade é indeterminante. Normalmente confecciona-se, aos sábados, o suficiente para cobrir a semana. Ferve-se a fuba com a água extraída da lavagem do milho por triturar ou do arroz ambos desfarelados até se achar cozida. A água do farelo de milho em si, também serve para este fim. Sobre a papa fervente mergulha-se o sumo da batata-doce, banana, abacaxi, rabanete, beterraba, goiaba, morango, anis, cana sacarina ou qualquer fruto silvestre.
Além de ricos em nutrientes, qualquer um destes condimentos, isolados ou mistos, em parte ou no seu todo, apenas adicionam-se depois de bem lavados com água natural, triturados com a casca, lançados em água até tingir na totalidade e coados com peneira servem de realce ao sabor e emprestam o precioso odor, tornando o produto muito mais apetitoso. Para efeito são moídos no almofariz ou sobre a pedra-moageira, permitindo que se extraia a quantidade do sumo necessário.
(...)
Depois de preparada, a «kisângwa» é colocada em reservatórios próprios, geralmente em panelas de barro ou cabaças capazes de suportar as quantidades desejadas. Em tempos idos, o moringue e o barril de madeira foram excelentes reservatórios. Vinte e quatro horas depois, mais ou menos, tempo suficiente para roborizar, declara-se pronto ao consumo normal quando os recipientes forem novos ou lavados. Acredita-se que a sua qualidade melhora nestes recipientes, em relação aos metálicos, plásticos ou cristais. No final, o interior dos reservatórios não se lava para precipitar a roborização posterior dispensando as vinte e quatro horas da primeira vez. Até porque, não se aconselha que o produto esgote, por isso, sobre a velha adiciona-se sempre a mais nova cujo processo se conhece por «omisa» - resíduo fermentáceo servindo na melhoria da qualidade.
O certo é que, há duas qualidades distintas que se consomem em Angola. A «quissângua» ou «kissângua»; - a mais conhecida, consumida em todo o país, comerciável e a «kisângwa»; - esta que acabamos de descrever, tradicional endógena, rural e doméstica. Ambas derivadas de «ocisangwa» diferem-se porque aquela, não é exigente bastando água fervida para confeccionar a papa de fuba de milho. Do resto, é o açúcar importado e bastante água natural que se adicionam sempre que for necessário. Para o alojamento de resíduos no seu fundo, tornando-o denso, é utilizada a palapala. Em alguns casos, precipita-se a qualificação do sabor adicionando-lhe alguma porção de soda cáustica ou fermento de pão.

(...) Hoje, vende-se nas ruas das principais cidades, por zungueiras, nos botecos, bares, refeitórios, restaurantes e consome-se com regularidade entre algumas famílias, mais ou menos, urbanas e urbanizadas."

ARMINDO JAIME GOMES

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Quinta-feira, 24 de Julho de 2014
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
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Quinta-feira, 10 de Julho de 2014
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