Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2018
Justiça

As detenções em curso em Angola, envolvendo altas figuras do país acusadas de diversos crimes, vão contribuir para uma maior confiança na Justiça e nas instituições, declarou nesta quarta-feira, em Luanda, o sociólogo Paulo de Carvalho.

Em entrevista à Angop, o sociólogo angolano justificou que a correcta actuação das autoridades judiciárias vai, também, contribuir para a moralização da sociedade.

Segundo Paulo de Carvalho, o reforço da confiança nas instituições constitui a primeira das muitas vantagens que se espera desta nova dinâmica dos órgãos de Justiça.

Realçou que, apesar de que os processos em causa já estavam em curso, muita gente não acreditava que o anúncio de maior igualdade perante a lei, feito pelo Presidente João Lourenço, fosse mesmo para cumprir.

“Estamos a ver que sim, que a Justiça começa a funcionar devidamente, no combate aos males que estão incrustados no tecido social angolano”, sentenciou, anotando que se deve deixar a Justiça trabalhar, sem prejudicar e sem beneficiar quem quer que seja.

Questionado se a sociedade está preparada para lidar com os novos tempos, o sociólogo disse acreditar que a população angolana sempre esteve preparada para lidar com uma “justiça justa” e que quem não estava eram as grandes elites, sobretudo a política e a militar, acostumadas a uma elevada dose de impunidade.

Por outro lado, saudou o facto de a comunicação social angolana, incluindo a estatal, estar a cumprir o seu papel, no que respeita às denúncias e ao acompanhamento dos casos judiciais mediáticos.

A este respeito, lembrou que, aliás, a comunicação social sempre cumpriu o seu papel, na denúncia e no acompanhamento dos casos judiciais mediáticos, mas que só não chamava a atenção para algumas incongruências que se verificavam no funcionamento dos órgãos de justiça, porque não tinha permissão para o fazer.

Ainda sobre as últimas detenções, disse esperar que os tribunais também cumpram a sua missão, da maneira mais justa possível, depois da nova postura demonstrada pelos órgãos de investigação criminal.

Quanto ao Ministério Público, manifestou a esperança de que os processos estejam a ser convenientemente instruídos, “sem os erros a que a PGR (Procuradoria Geral da República) nos habituou em processos anteriores”.

Nos últimos dias, foram detidas em Luanda várias altas individualidades do país, incluindo o antigo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, o ex-presidente do Fundo Soberano de Angola, José Filomeno dos Santos, e o antigo director da Unidade de Técnica de Investimento Privado (UTIP), Norberto Garcia.

São acusados de vários crimes como associação criminosa, tráfico de influência, burla, corrupção, branqueamento de capitais e peculato.

Estas detenções enquadram-se no âmbito do combate à corrupção, ao nepotismo, à impunidade e à bajulação, que constituem prioridade na governação do Presidente da República, João Lourenço, no cargo desde 26 de Setembro de 2017.

 

(in Angola 24horas)



publicado por zé kahango às 09:49
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Uma boa notícia

Esperança média de vida em Angola cresceu 20 anos desde 1990.

Leia aqui



publicado por zé kahango às 08:24
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
Côr!

 (foto de Alcídio Esteves)



publicado por zé kahango às 08:58
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Domingo, 23 de Março de 2014
Centro Equestre da Huíla




publicado por zé kahango às 00:03
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
para desfrutar o Lubango...


publicado por zé kahango às 13:34
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Quinta-feira, 7 de Março de 2013
Pousada de Kalandula

in Angola Minha Namorada



publicado por zé kahango às 09:16
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
preocupações...

Estão os imigrantes chineses a minar o progresso africano?

“Actualmente existem 1 milhão de chineses que vivem e trabalham no continente Africano, mas enquanto alguns estão investindo na contratação e formação de residentes, outros levaram seus lucros para a China, escreve Henry Hall. Uma queixa cada vez mais comum que emana nos mídia Africanos é que os imigrantes chineses em África estão a ter um impacto negativo nas economias de acolhimento.

Estudos recentes sugerem que a população da China em África é cerca de 1 milhão. A principal preocupação é que as pequenas empresas chinesas, muitas vezes dirigidas por famílias chinesas, estejam capitalizando o melhor acesso aos mercados chineses, técnicas mais avançadas, ou um melhor acesso ao capital, para realizar lucros em sectores chave em que os africanos procuram emprego - ou seja, pequeno comércio , agricultura, mineração e construção.

Migração tem sido uma opção popular para trabalhadores chineses mais pobres e comerciantes que esperam fazer fortuna. Isso resultou no estabelecimento de comunidades chinesas em todo o sudeste da Ásia, criando frequentemente indústrias com estreita ligação à economia chinesa. Este modelo permitiu que a economia chinesa, para desafogar o excesso de trabalho nas periferias de sua esfera de influência, crie vínculos duradouros com outros mercados e, mais recentemente, alivie a pressão política criada pelas pobreza rural e desemprego urbano.


Este tem sido um catalisador para o crescimento de várias economias do Sudeste Asiático, ao mesmo tempo gerando inquietação nos habitantes locais, que se queixam de que os migrantes chineses tomam as suas oportunidades.

Recentemente, tem havido movimentos no Malawi, Tanzânia, Uganda e Zâmbia para restringir quais indústrias imigrantes chinesas autorizadas. Os comerciantes do mercado chinês têm má reputação em grande parte da África, devido a queixas generalizadas de falsificações e má qualidade das mercadorias.

Sua vantagem sobre os comerciantes africanos decorre da sua facilidade de acesso aos mercados chineses e ao capital, às vezes ganho através do trabalho em grandes projectos de construção chineses no continente. Em outros sectores, como a construção, agricultura e mineração, pequenas empresas e trabalhadores chineses muitas vezes trazem consigo capacidades e experiência que faltam em muitos mercados africanos.

A questão de saber se esses pequenos negócios chineses e trabalhadores beneficiam as economias africanas se resume ao quão profundamente eles as integram. Alguns empresários chineses estabelecem-se na África para fazer fortuna, mas usam a riqueza que acumulam para sustentar suas famílias na China ou para acumular capital suficiente para mudar de casa e montar um negócio lá. Isto é semelhante aos processos de terceirização, porque neste caso a maior parte da riqueza criada sai do país.

No entanto, noutros casos, empresários chineses constroem nichos de sucesso da indústria, que empregam a população local e transferem competências para a economia local. Isso é especialmente útil quando envolve indústrias que não são bem desenvolvidas em África. Se os empresários chineses que usam as habilidades aprendidas na China podem implementar mercadorias para exportação na África, podem proporcionar um enorme impulso para a economia Africana.

O problema para os governos africanos é saber se os imigrantes chineses vão ser membros produtivos da economia. (…) A fim de fazer progressos nesta matéria, os governos africanos terão de conseguir o apoio de seus colegas chineses, para ajudar a limitar o fluxo de imigrantes não qualificados, e para mandar para casa aqueles que não estão a criar emprego ou a investir na economia local.”

 

in http://www.csmonitor.com/World/Africa/Africa-Monitor/2013/0226/Are-Chinese-immigrants-undermining-African-progress?goback=.gde_2325252_member_217781334



publicado por zé kahango às 00:39
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Segunda-feira, 4 de Março de 2013
Ensino Especial no Lubango

Uma escola para o ensino especial vai ser erguida, ainda este ano, na centralidade da Eywa, arredores do Lubango, província da Huíla, com o patrocínio da Fundação Lwini. O director executivo da Fundação Lwini, Alfredo Ferreira, disse, no acto de colocação da primeira pedra, que escola, a ser projectada numa área de seis mil metros quadrados, vai acolher crianças que carecem de cuidados especiais na sua formação. Alfredo Ferreira frisou que as pessoas com deficiência merecem a atenção e o carinho de todos para a sua integração na sociedade. “A pessoa portadora de deficiência merece um cuidado redobrado da parte de todos, por isso, o Executivo tem traçado políticas que contemplam a sua protecção e a Fundação Lwyni demonstra solidariedade com o lançamento da primeira pedra daquela que vai ser a escola para as crianças que carecem de cuidados especiais”, disse. Além da construção, a Fundação Lwini vai custear o seu apetrechamento com carteiras, material didáctico adequado às exigências do ensino especial e de escritório. Durante um dia de trabalho na cidade do Lubango, a delegação da fundação Lwini, encabeçada pelo seu director executivo, visitou também as instalações da Associação Regional dos Cegos e Amblíopes de Angola (ARSCAA), localizada no bairro Nambambe. No centro da ARSCA, Alfredo Ferreira inteirou-se das dificuldades que os associados atravessam e prometeu apoio. Aquela instituição vai acolher uma escola para a formação de professores que vão leccionar aos portadores de deficiência visual.

 

(JA)



publicado por zé kahango às 12:09
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Domingo, 3 de Março de 2013
Hospital do Lubango


publicado por zé kahango às 01:31
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Sábado, 2 de Março de 2013
nova ECF do Lobito


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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
o Mestre, em acção!...

 

(foto de Adalberto Gourgel)



publicado por zé kahango às 01:24
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
Angola e Portugal

A visita de Paulo Portas a Angola foi aproveitada para o jornal estatal angolano deixar bem claro, em editorial, a forma como aquele país considera Portugal “um país amigo”, escrevendo que os “angolanos sabem estender a mão da amizade a todos os que precisam sem olhar a conveniências ou retornos”.

Um editorial escrito no mesmo dia em que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal se encontrou com o presidente José Eduardo dos Santos.

Logo no início do editorial do diário estatal Jornal de Angola pode ler-se que "os amigos conhecem-se nos momentos difíceis. Os angolanos sabem estender a mão da amizade a todos os que precisam, sem olhar a conveniências ou retornos. Portugal é um país amigo e mais do que isso: o executivo definiu-o como um parceiro estratégico".

Com o título "Crescemos juntos", o jornal destaca a presença do ministro Paulo Portas por terras angolanas e a forma diferente como este trata as relações com Angola em relação a outros políticos portugueses que o jornal acusa de usarem o insulto contra os governantes angolanos.

"Ao ouvir as suas declarações no Palácio da Cidade Alta não pudemos deixar de pensar no abismo que separa a sua intervenção de outras protagonizadas por políticos com grandes responsabilidades e que descem ao patamar do insulto contra os governantes angolanos, envenenando as relações com ódios e ressentimentos de todo injustificados", lê-se no editorial.

O diário recorda ainda as palavras de Paulo Portas após a visita que fez ao presidente angolano para destacar o facto de o governante português ter considerado José Eduardo dos Santos como "um dos grandes líderes africanos".

Escreve o jornal que Portugal e Angola estão “a desenvolver uma cooperação sólida” e que os dois povos “estão ligados por laços históricos e culturais" recordando o 25 de abril de 1974 como uma data que "ajudou à libertação definitiva dos angolanos".

Realçando de novo as declarações de Portas o editorial destaca o anúncio da realização de uma cimeira bilateral ainda este ano e a importância do crescimento das exportações portuguesas para Angola.

"Temos a certeza de que somos acompanhados pelos angolanos neste voto: que daqui a um tempo, com a cimeira bilateral agora anunciada, Paulo Portas regresse a Angola e anuncie que Portugal saiu da crise e continua a caminhar de mãos dadas com Angola para o crescimento económico e o progresso", lê-se no editorial.

Crescer juntos

O Jornal de Angola destaca os "esforços gigantescos" nos dois países para a criação de riqueza e postos de trabalho pelo que, se for possível criar sinergias, Portugal e Angola vão "seguramente crescer juntos" já que Portugal "tem muito para oferecer a Angola nesta fase da reconstrução nacional" e a "colaboração de quadros especializados portugueses e conhecedores de Angola não é o menos importante, pelo contrário".

Segundo se pode ler no editorial, "Angola tem matérias-primas que fazem falta à economia portuguesa” pelo que “o crescimento económico que Angola regista liberta também fundos apreciáveis para investimentos num país que, além de falar a mesma língua e partilhar connosco um mundo de gostos e afetos, é uma potência mundial na área do turismo e desenvolveu serviços ao nível do melhor que existe no mundo".

O Jornal de Angola destaca ainda a amizade que une os dois países que "tem de servir" para o crescimento e não apenas para declarações de boas intenções que depois não têm correspondência na vida real, devido ao que o Jornal de Angola identifica como "forças de bloqueio, prontas a prejudicar uma relação que se quer exemplar dentro do relacionamento entre África e Europa".

Para conclusão os responsáveis pelo editorial defendem que o que está em jogo "é tão grandioso que os pequenos acidentes de percurso, as atitudes disparadas com acrimónia por setores da política portuguesa, as faltas de respeito e as deslealdades que prosperam em Lisboa contra Angola e magoam, não vão conseguir destruir a nova relação que nasceu com o 25 de Abril de 1974".

"Temos tudo para crescer juntos", termina o texto.

 

(RTP)

 

Ver notícia no JA: http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/cimeira_bilateral_ainda_este_ano



publicado por zé kahango às 11:03
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
prospecção de aquíferos...



publicado por zé kahango às 15:32
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muda(ra)m-se os tempos...


publicado por zé kahango às 12:38
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013
a decorrer


publicado por zé kahango às 15:31
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Domingo, 23 de Dezembro de 2012
um Governador pela estrada (?) fora...

Ir do Namibe à Namíbia por estrada não é impossível, mas é preciso passar pelas cidades do Lubango, na província da Huíla, e Ondjiva, no Cunene. Um recuo que resulta numa distância de cerca de 640 quilómetros, e depois mais 45 até ao posto fronteiriço da Santa Clara, para atingir a região de Oshikango, a primeira paragem para lá da fronteira.
(...) para muitos angolanos que vivem no Norte e litoral, viajar de carro até àquele país vizinho pode custar menos tempo e dinheiro, se a ligação for feita a partir do Iona, no município do Tômbwa, passando pelo posto fronteiriço de Calueque, já localizado no Cunene, mas apenas a 13 quilómetros da fronteira. Um percurso que totaliza 374 quilómetros do Namibe à cidade namibiana de Outapi, também conhecida por Ombalantu. Ou seja, menos 310 quilómetros do que a rota habitual.
(...) Para avaliar a situação, o governador Isaac dos Anjos decidiu fazer uma parte do referido percurso, a partir da cidade do Namibe, passando pelas localidades do Curoca, Iona e Espinheira, até atingir o posto de guarda fronteira da Foz do Rio Cunene, numa distância de cerca de 280 quilómetros.
Apesar da distância ser reduzida, foram necessárias muitas horas para chegar ao local, devido ao mau estado da via, que é dominada ora pelos montes de areia que se formam no deserto, ora por inúmeras pedras.
Para muitos, fazer o percurso até à Foz do Cunene é um desafio que só serve para os mais aventureiros. Os avisos sobre os perigos de alcançar a região por estrada vêm de quase todos os lados.
Só é possível chegar lá através de viaturas com suspensão alta e tracção às quatro rodas. Se estiver a chover muito, algumas áreas podem tornar-se intransponíveis, devido aos vários rios existentes ao longo do trajecto e que não têm pontes.

É recomendável transportar mais de um pneu sobresselente, e de preferência todos em boas condições, já que o troço está cheio de pedras afiadas semelhantes a lâminas. Não é possível sequer falar da existência de qualquer recauchutagem na via, nem tão pouco de um posto de abastecimento de combustível, razão pela qual se aconselha igualmente que seja levado gasóleo ou gasolina de reserva. O mesmo pode dizer-se em relação aos bens alimentares e às bebidas, já que também não existe um único estabelecimento comercial ao longo do caminho.
A situação pode ser agravada pelas altas temperaturas que por vezes atingem a região, chegando muitas vezes aos 40 graus. Daí mais um aviso: levar chapéus ou sombrinhas pode ser uma grande vantagem, evitando deste modo queimaduras da pele provocadas pelos raios solares.
Precavidas todas estas situações, que levantam a suspeição e o medo de visitar a Foz do Rio Cunene, a viagem, apesar de demorar mais tempo do que o normal, torna-se, até certo ponto, um prazer, diante dos encantos do Deserto do Namibe e do Parque do Iona, como a raridade da planta Welwitschia Mirabilis, as dunas, as planícies e savanas abertas, as montanhas rochosas com formatos que recordam gigantescas esculturas surrealistas e várias espécies animais, como veados, órixes, zebras e aves diversas.
(...) A reabilitação da Estrada Nacional 295, que liga esta província ao Cunene, está a ser apregoada pelo governador Isaac dos Anjos desde que assumiu as pastas do Namibe e vai certamente abrir novas expectativas no desenvolvimento desta região.
(...)
Isaac dos Anjos mostrou-se, ainda, preocupado com as várias comunidades tradicionais existentes nesta região, com uma cultura muita arraigada, (...): “É preciso fazer alguma coisa para mudar o cenário dos chimbas, dos muimbas, dos mucubais, para que haja desenvolvimento e melhoria das condições de vida”, disse o governador.
Do seu ponto de vista, é necessário compreender as condições em que estas populações vivem e habitam, sem desprezar as suas principais características culturais e ajudá-las a ter uma vida normal e sem muitas dificuldades.
“Testemunhámos aqui no Tômbwa a existência de uma mulher muimba que é funcionária pública, motorista de uma ambulância do posto médico do Iona, e nem por isso perdeu as suas características e protecção culturais”, concluiu o governador .

 

 

in http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/pela_estrada_fora_ate_a_vizinha_namibia



publicado por zé kahango às 01:35
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Namibe e o futuro...

Durante três dias, o governador (do Namibe) visitou o município do Tômbwa, a sul da província, para, entre outros assuntos, constatar o trabalho que deve ser feito tendo em vista a ligação com a Namíbia, através da povoação de Calueque, na comuna de Naulila, município de Ombadja, a 97 quilómetros da capital do Cunene. “Falta visitar povoações da parte leste do Tômbwa, para atingirmos o Cunene, até à barragem de Calueque e seguir esta rota para percebermos quão fácil e interessante será para nós fazermos esta ligação”, disse.
Os objectivos do Governo Provincial para esta empreitada estão bem definidos e um dos mais importantes é, sem dúvida, aproveitar melhor os recursos hidroeléctricos que a região possui, designadamente as barragens de Calueque, já em reabilitação, e dos Bailes, com estudos de viabilidade avançados, tendo em vista o seu aproveitamento.
A localidade de Calueque foi escolhida pelo Governo do Cunene para instalar a Zona Económica Especial (ZEE) da província, tendo em conta o potencial ali existente para o fomento da actividade agropecuária, o aproveitamento hidroagrícola e hidroeléctrico das barragens do Calueque e do Ruacaná e a proximidade com a Namíbia.
A zona tem condições favoráveis para o fornecimento de energia e água, e de acessos, o que vai permitir a criação de infra-estruturas fundiárias, económicas e administrativas, para o fomento intensivo da produção e criação de empregos. A barragem com o mesmo nome começou a ser reabilitada em Abril deste ano e as obras, orçadas em 22,5 mil milhões de kwanzas, vão ter a duração de 25 meses.
Quanto à barragem dos Bailes, localizada igualmente no rio Cunene, na fronteira entre Angola e a Namíbia, a sua reabilitação vai resultar na produção de 600 megawatts de energia eléctrica e beneficiar estes dois países irmãos, com 300 megawatts para cada um. “Se não nos adiantarmos a isso, a estrada de ligação para a construção da barragem dos Bailes vai com certeza partir de outro ponto qualquer do país, e o Namibe perde a oportunidade de ver realizado mais um projecto de integração regional”, referiu.
Isaac dos Anjos aponta igualmente como prioridade do seu governo o fortalecimento da actividade turística na região, uma vez que a mesma possui inúmeros recursos naturais, começando pelo deserto do Namibe, passando pelo Parque Nacional do Iona, quedas de Monte Negro (na Epupa) e do Ruacaná.
A linha que limita os territórios de Angola e da Namíbia, que de oeste para leste é definida pelo rio Cunene, constitui por si só uma importante atracção turística.
“Vamos mobilizar sobretudo agentes do Namibe para sentirem que é possível trazermos mais turismo, mais desenvolvimento a esta zona, é possível acreditar, eu acredito, e espero que a juventude possa acompanhar-nos”, salientou.
O governador considera que, do ponto de vista do desenvolvimento económico para a região, é necessário que outros investidores intervenham neste processo e que não tem de ser só o Estado a fazer tudo.
 “Temos de incentivar os investidores a criar mais lojas, mais acampamentos turísticos, temos de trazer vida com conforto a estas paragens inóspitas, para que possam existir muitos visitantes sem medo que lhes falte qualquer assistência."

 

in http://jornaldeangola.sapo.ao/25/0/pela_estrada_fora_ate_a_vizinha_namibia



publicado por zé kahango às 01:34
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