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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
em Relatório

UCAN prova que crescimento não se traduz em progresso social      
ImagemAcabado de publicar, o Relatório Económico de Angola/2008 diz que apesar de alguns indicadores terem apontado para o que parecem ser melhorias, a taxa de pobreza angolana é alta e supera a de países da região.
Com uma taxa de pobreza estimada em 68,2 por cento, Angola possuirá também uma das mais das mais elevadas assimetrias planetárias da distribuição do rendimento, de acordo com números do Relatório Económico de Angola 2008.
Produzido pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) pelo sétimo ano consecutivo, o relatório, acabado de publicar, diz que a taxa de pobreza nos parâmetros em que é dada foi estatisticamente validada já em 2002 pelo inquérito às receitas e despesas familiares.
As assimetrias da distribuição do rendimento, medidas pelo índice de GINI, são reportadas com dados referentes a 2005. (O relatório diz estarem reunidas expectativas de que os resultados do Inquérito às Receitas e Despesas Familiares iniciado pelo Governo em 2008 sejam partilhados com a sociedade civil).
De acordo com documento, embora alguns indicadores tenham apontado em 2008 para o que parecem melhorias em determinados atributos das condições de vida da população, a taxa de pobreza mantém-se em limites superiores, até, à de alguns dos parceiros angolanos da SADC. O relatório evoca, para provar esse facto, os indicadores angolanos relacionados com as condições de vida das populações, comparando-os com os países da região como a África do Sul e o Botswana, tal como com as médias comunitárias.
Um desses indicadores é o índice de Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida comparativa que engloba dimensões como a riqueza, educação e esperança média de vida e que de maneira padronizada avalia a medida do bem-estar de uma população. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total).
Contado em 2006, o IDH angolano é de 0.484, quando o da África do Sul é de 0,670, o do Botswana de 0,664 e a média da SADC de 0,541. Em 2008, prossegue o relatório, a esperança de vida dos angolanos era de 43,1 anos, ao passo que a dos sul-africanos era de 49,5, Já no Botswana é de 51 e a média regional de 49,5.
A taxa de mortalidade infantil angolana era, em 2008, de 130, muito acima de 43,8 da África do Sul, 44,7 do Botswana e dos 77,4 da média comunitária, sendo a taxa de mortalidade materna, contada entre 2005 e 2007, de 1400 em Angola, 110 na África do Sul e 380 no Botswana, quando a média da SADC é de 619.
O acesso à água potável estimado entre 2006 e 2007 é de apenas 51% em Angola, quando na África do Sul é de 93%, no Botswana de 96% e na comunidade de 70%. O documento acrescenta que o acesso ao saneamento é contado em 50% em Angola, 59%, 47% e 46% nos outros casos.
A taxa de escolaridade feminina é de 201% em Angola, de 103%, 113% e 119% nos casos comparados, ao passo que a masculina é de 187% em Angola, 93%, 112% e 114% nos outros casos. A taxa de analfabetismo de adultos é de 31% em Angola, 12% por cento da África do Sul e 17% por cento no Botswana, sendo a média comunitária de 22,8%.
O relatório nota que o IDH angolano evoluiu de 0,446 em 2005, para 0,484, a esperança de vida passou de 40,7 anos em 2004 para 43,1 e a taxa de analfabetismo de adultos caiu de 32,6% para 31%. O acesso à água potável passou de 53% em 2004 para 51%, o acesso ao saneamento de 31% em 2004 subiu para 50% e a taxa de escolarização primária de 61,5% passou para 194%.
Estes números, considera o relatório, explicam que pese embora a melhoria de alguns indicadores, as condições de vida das populações se mantêm em limites periclitantes. O documento nota que, por exemplo, o valor de -33 na diferença entre as posições do IDH e do PIB por habitante «traduz uma perda muito elevada das oportunidades de transformar o crescimento económico em progresso social», acrescentando ser essa uma «incapacidade que se vem repetindo ano após ano».
Nessa acepção, o relatório aponta como sendo contraditórias as consequências que o crescimento económico acumulado entre 2000 e 2008 desencadeou sobre as condições gerais de vida da população, sendo prova disso a manutenção do índice de pobreza.
Segundo o documento, quando, naqueles anos, as taxas de crescimento acumulado do PIB global, PIB petrolífero e PIB não petrolífero foram de, respectivamente, 184,6%, 155,5%, e 208%, o valor do índice de pobreza manteve-se.

Fonte: Semanário Angolense, 4 de Julho de 2009

in O Correio do Patriota (sublinhados nossos)



publicado por zé kahango às 18:05
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