Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.
Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
um bom lugar para conversar...


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Crónica do Tonspi (3)

Pois é, acabo de ligar à minha ex, a Birmanesa (sei que há Pais que dão aos filhos nomes do caraças) a terminar tudo… e para que não restassem dúvidas também lhe enviei um e-mail, curto e directo a dizer ACABOU-SE. A principio ainda pensei que uma conversa olho no olho seria o ideal, mas desde que soube que há por aí pessoal a ser despedido dos empregos por telefone e por e-mail, achei que assim seria mais prático e até evitaria qualquer escandaleira que ela pudesse eventualmente querer fazer.

As coisas com a Birmaneza começaram lá no escritório, por alturas do Natal quando começamos a fazer horas extraordinárias para a aviar uma quantidade de cabazes que parecia não ter fim. A Birmaneza como era da minha secção, a dos avios, tinha como eu que papar as horas e piar fininho. Nos primeiros dias saíamos juntos aí por volta das 23 e a Birmaneza tinha um bacano montado numa motoreta que a esperava com ar de quem estava com prisão, de ventre, meio esverdeado, que ao meu cumprimento respondia com um grunhido.

Um belo dia, acabada a jorna, saíamos juntos uma vez mais, exaustos e eu vejo a Birmaneza apeada a olhar para um lado e para outro a ver se topava o bacano e disparo… Birmaneza vais para casa? Ela meia atarantada responde-me que sim, mas não e que talvez como tinha discutido nessa manhã com o bacano não tendo ele aparecido, se calhar o melhor mesmo era voltar a entrar e arranjar um cantito lá mesmo no escritório para passar a noite no meio dos cabazes e coisa e tal, e pois então… e claro, aquilo partiu-me o coração. Disse-lhe que nem pensar, se onde come um, comem dois (isto sem nenhuma alusão ao bacano, nesta altura do campeonato éramos só amigos e colegas) também onde dorme um, dormem dois… disse-lhe então que vivia sozinho num anexo ali para os lados do BO e que com jeito por esta noite a coisa arranjava-se, que ela podia dormir por lá hoje e que no dia seguinte, com as ideias arejadas, logo se via.

Entrou no carro, não sem antes dizer que não queria arranjar-me sarilhos e mais isto e aquilo, depois fizemos o trajecto em silencio, mas os olhos dela brilhavam. Estacionada a viatura saímos e aí começaram os problemas. A Birmaneza dados dois passos a caminho de casa desfalece e antes que se espalhasse ao comprido no chão lamacento do BO, tomo-a nos braços e evito-lhe a queda certa. Amparada em mim lá vamos andando, eu a tentar acalmá-la a dizer-lhe que tudo se resolveria ela a soluçar, quando de repente levanta a cabeça e ferra-me um beijo nos beiços que quase me deixou sem fôlego. A principio fiquei meio azuratado com a cena mas como até nem desgostei deixei a coisa correr e pensei para mim que a coisa depois passava-lhe.
Já em casa, enquanto eu feito Tótó arranjava o sofá para passar a noite, longe de dar uma de aproveitador, a Birmaneza foi para a casa de banho e eis que me aparece a cantarolar (era outra Birmaneza) vestido só com uma T-shirt “S” minha, que me abraça, me aperta e que me segreda ao ouvido que adora dançar… ainda tentei argumentar (aqui feito asno confesso) com os dois pés esquerdos com que nasci, com o barulho, com os vizinhos, mas qual quê, dois copos, candeeiro debaixo da mesa e um naperon a barrar a luz e pra frente é que é o caminho. Dançamos pouco mas fizemos outros tantos esforços que no dia seguinte parecia até que tínhamos ido à Guerra.

Escusado será dizer que a Birmaneza mudou-se para o anexo e assim começou a minha epopeia com ela até ao dia em que descobri que o que ela mais queria, apesar de tudo e mais que tudo, era ser Mãe, queria casar de branco e levar um ramo flor de laranjeira. A partir desse data passou a espalhar pela casa biberons, botinhas de crochet azuis e touquinhas rosas, bem como revistas para futuras Mamãs. Ainda argumentei ou tentei convencê-la, com aquela, da minha religião que só permitia o casório depois dos 60, de que os tempos não estavam para graças, que um filho é um projecto de vida, para esperarmos pela minha mais que certa promoção a chefe da secção dos avios e depois sim podíamos planear a coisa, mas foi tudo conversa em vão. Meteu-se-lhe na cabeça que tinha que andar com a mochila à frente e não havia nada que a fizesse mudar de ideias.
Digamos que até ia conseguindo a muito custo equilibrar as coisas. O pior mesmo foi quando tive que receber uma delegação familiar que incluía uns caenches do tipo ameaçador a exigir a marcação do pedido para dai a uma semana. A lista de bens que me deixaram era tão extensa que mesmo antes de acabar de a ler telefonei a dar break. Como é que um simples empregado da secção dos avios pode comprar 3 fatos completos, 8 gravatas de seda pura, 5 pares de sapatos de cores diferentes, caixas de whisky novo e velho, espumantes e champanhe uma vaca leiteira com menos de 3 anos, 12 cabritos, 12 leitões e pasme-se uma semana de férias para os Pais dela nas Maldivas, e ainda um apartamento para a família no Kilamba… azar é que a lista já tinha sido publicada e o meu nome népias… não constava.
Desisti portanto… no meu lugar quem não desistia?


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o nosso futuro é agora


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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
A crónica do Tonspi
Desde aquela altura, ainda me lembro como se fosse hoje, que para levantar o meu próprio dinheiro, verdinhas é claro, da minha própria conta, no meu banco de sempre, precisava, para além de andar no beija mão, de sorriso rasgado, de fila em fila a apanhar carimbo aqui assinatura ali, do passaporte e do bilhete de passagem a justificar a minha saída da Mãe Pátria, decidi que a minha relação com os bancos passaria a ser fugaz e só, mas só, em ultimo caso, em casos de força maior. Portanto, não tenho cartões de nenhuma espécie e só tenho uma conta porque até parecia mal não ter uma. Não tenho nenhuma relação de amor-ódio com a banca entenda-se, uso-a sim mas para outros fins e com outros propósitos. Bom, os fins são um pouco inconfessáveis, mas como quem confessa, ou não merece castigo ou a ser castigado sempre benificia de atenuantes, aqui vai.
 
Eu uso o Banco para o engate, isso mesmo, agora que acabaram as eleições, não há nenhum concurso de Misses para os próximos tempos, a TV está uma  pasmaceira pegada e o trabalho dos “bukis” escasseia, vou para o meu banco logo de manhã bem cedinho ainda antes de abrirem as portas e começo logo ali a lançar o isco.
Há no entanto alguns pormenores a ter em conta para quem quer ser bem sucedido nesta coisa do engate de banco.
A primeira coisa a ter em conta são os trapos… um trapo de boa marca (deixar as etiquetas do tipo Armani cosidas na manga do casaco, pode até ser um bocado bimbo é verdade mas há quem ache o máximo) dá logo outro “look” e outro sainete. Um sapatito de camurça italiana, pé sem meia (evitar sobretudo o uso de meia branca, pode parecer que se caiu de pé de um segundo andar e se tem os pézitos engessados por fractura dos tornozelos), óculos muito escuros também de marca, um relógio vistoso e não poupar, sobretudo não poupar na água de colónia.
Olhar muitas vezes para o relógio vistoso, pôr um ar de enfado, suspirar, abanar a cabeça e ir perguntando ás tipas (as boas claro) como quem está muito apressado coisas do género, mas afinal, alguém me pode dizer a que horas é que isto abre? Logo hoje, isto não vem nada a calhar, tenho tanta coisa para despachar e ainda por cima voo logo à tarde para Joburg… 
Mudar de porta-chave mesmo que se ande a pé. Usar um porta-chaves da BMW, Jaguar, Mercedes ou Porsche garantem no mínimo o voltar de muitas cabeças e facilitam a abordagem. 
Nunca mas mesmo nunca, tentar engatar funcionárias do banco onde temos a nossa conta domiciliada. Por razões óbvias, tendo elas acesso à nossa falta de liquidez permanente, só pode resultar em fracasso garantido. Este pormenor é extensivo ás irmãs de amigos nossos que trabalhem em qualquer dependencia do banco onde temos conta.

Ainda à porta do banco, falar ao telefone em voz bem alta. Referir milhões, iate, Mussulo, Paris surte quase sempre muito bom efeito, mesmo quando quem nos ouve não consegue entender pêva do que estamos a dizer, mesmo que a conversa não faça nenhum sentido. Outras palavras mágicas muito uteis são Cartier, Sonangol, bem como Conselho ou Admnistração, Pestana, Brasil, Ferrari, São Tomé, avião, etc... o léxico é vasto, e com alguma experiencia a coisa até que vai. Atenção que estas dicas só funcionam bem em determinadas agencias bancárias da Capital. Pô-las em prática em qualquer dependencia bancária da periferia pode em ultimo caso funcionar muito mal e ser traumatizante para o engatatão. 
Já dentro do Banco, espalhe charme e boa educação. Evite pedir extratos bancários ao balcão, não vá um olhar menos discreto traí-lo e quando estiver a chegar a sua vez de ser atendido, bata na testa e diga bem alto para que todos o oiçam… ora bolas que me esqueci, tenho reunião de conselho de Admnistração daqui a 15 minutos. Saia bem rápido não sem antes e como quem não quer a coisa ter oferecido os seus préstimos e trocado número de telefone com a boazuda que o antecedia na fila e com quem esteve à conversa.
Não lhe ligue na hora… deixe passar uns dias e aí sim… ataque que o sucesso é garantido. No encontro não se esqueça de mudar de trapos. Se não os tiver peça emprestado a algum amigo. As boazudas dos bancos têm quase todas muito boa memória.
Boa sorte então, porque hoje já fui a 3 dependências e nada… deve ser da chuva que me deu cabo do penteado.

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Infância Perdida

 

(daqui)


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o Guardião Vigilante...


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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
Crónica do José Silva Pinto

Conversei com a Anita, jovem fotógrafa Suíça, que se encontra entre nós a trabalhar. Foi bom, muito bom também ser visto por outros olhos que não os meus...
Para chegar até nós a Anita passou pela África de Sul e por Moçambique, onde trabalhou num projecto pessoal muito interessante que consiste em retratar jovens talentos promissores nas mais diversas áreas da ARTES.

Pintura, Escultura, Dança, Teatro, Fotografia, Música e por aí adiante. Falou-me com um tal entusiasmo do que viu nestes dois Países, das escolas, dos centros de formação, dos Conservatórios que visitou, da entrega e do talento dos jovens com quem conviveu, da aposta que as Instituições têm feito, do investimento considerável que se está a fazer na promoção da Cultura e das Artes nestes dois Países. Confesso que fiquei satisfeito com o que ouvi, mas também confesso que senti uma pontinha de inveja. Depois, bom depois falamos de nós, do que por cá vai acontecendo, das nossas referencias, do António Ole, da Ana Clara Guerra Marques, do Jorge Gumbe, do Mário Tendinha, do Ondjaki, do Pepetela, José Eduardo Agualusa, do Paulo Flores, da Marcela Costa e de tantos outros que consagrados que são continuam a dar-nos a sua Arte e continuam a criar para nós... A parte mais constrangedora da nossa conversa, foi quando questionado sobre as escolas, sobre as exposições, os conservatórios, sobre os novos talentos que tenho a certeza que existem, mas que eu e a maior parte de nós não conhece porque poucos os divulgam porque ninguém os apoia. Em contrapartida temos Misses, muitas, para todo os gostos e para todas as ocasiões. Da Miss Universo, à Miss Angola passando Pela Miss Uma Província Qualquer sem esquecer a Miss Palanca ou mesmo até uma Miss Bimbi. Temos Misses, temos Misters, temos Manequins, temos eventos de Moda num País sem Indústria de Moda onde os criadores dessa mesma Moda se vêm à nora para viverem da sua Arte, condenados trabalharem sem matéria prima, sem mercado, sem visibilidade. Temos música sim, feita muita dela a metro, copia descarada do que se faz no States, clones nos gestos e nas poses desses bacanos também eles vendedores de pechisbeque, com a grande diferença que os aneis de diamantes e as limousines que usam nos videoclips q nos impingem como arte serem mesmo deles e não alugados para a ocasião. Temos é verdade um circo de vaidades instalado que promove à condição de artista-estrela quem, mesmo sem saber ler nem escrever consiga nos corredores das instancias ditas oficiais os parcos tostões necessários para gravar um disco. Temos tudo e não temos nada. Temos talento por aí desperdiçado que desconhecemos. Eu pela parte que me toca, fico triste, muito triste por não poder dar a Anita a informação que ela tanto gostaria de obter.

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Alegria!

(foto do Kosta)


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Sábado, 17 de Novembro de 2012
A nova ECF do Lubango

(foto do Funka)


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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
também há grutas a explorar...

 

foto do Funka


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a esplêndida...

 

foto do Funka

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
Novas Estações de Caminho de Ferro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matala, Bibala e Quipungo

(fotos do Funka)



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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
Sobre a Nova Baía de Luanda

"Ontem "desabafei" aqui acerca de uma situação vivida num trabalho que recentemente realizamos na marginal de Luanda. Na seqüência desse desabafo, recebi de alguém com responsabilidades na gestão desta zona re-qualificada da cidade uma mensagem, que desde já agradeço e saúdo pela oportunidade mas tb por poder constatar que finalmente começa a haver uma postura muito diferente do habitual "quero", "posso" e "mando" da parte de quem tem por missão zelar e gerir estes espaços. Fico portanto contente por haver quem de forma civilizada e competente tenha a preocupação de esclarecer os menos informados como eu e dissipe dúvidas que possam eventualmente subsistir, refutando as críticas por mim feitas com argumentos sustentados e plausíveis. Bem haja e uma vez mais obrigado. Da minha parte só me resta pedir aqui desculpas aos visados por qualquer dano que tenha inadvertidamente causado. Deixo-vos portanto então o esclarecimento que aconselho todos, sobretudo quem como nós tem por vezes necessidade de utilizar este espaço para trabalhar." (JSP)

"Caro JSP.
...
Li o seu post aqui no FB, sobre uma atividade que realizaram na Baía e que foram interditados pela vigilância. Aproveito para pedir imensas desculpas por qualquer transtorno causado pela vigilância da Baía de Luanda, vou explicar o que se passa. A gestão dos espaços da Baía de Luanda, operações e manutenção tem decorrido da melhor maneira, temos ocorrências diárias, alguns acidentes, tentativas de suicídio, algumas quedas no talude marítimo, crianças perdidas, alguns acidentes resultante do mau uso dos brinquedos, roubo de plantas, algumas motorizadas a circular pelo passeio marítimo e outros casos mais insólitos. A nossa principal missão é da preservação dos espaços.
• Zonas verdes
• Quadras de Basquete
• Anfiteatros
• Parques Infantis
• Mobiliário Urbano (bancos e mesas)
• Papeleiras
• Passeio
• Calçada
É um espaço novo e todos querem usar para fazer de tudo um pouco, até aí não vemos qualquer problema. O problema está no “COMO e QUANDO” usar. Trabalhos como fotografia e filmagem não existe proibição nenhuma, é um espaço da cidade de Luanda como tantos outros, pode e deve ser fotografada e filmada sempre que for necessário. Existem alguns eventos que têm alguns níveis de risco que a gestão da Baía de Luanda precisa de ser comunicada para podermos auxiliar e com a nossa equipa técnica guiarmos de melhor forma para evitarmos pequenos acidentes que se não forem mitigados, os custos de reparação são mais elevados. Se qualquer empresa/agência/grupo decidir realizar um trabalho na Baía de Luanda, entrar com os carros até ao passeio marítimo, motas, trazerem geradores, com risco de derrame de combustível, pingar óleo, fazer furos na calçada para instalar andaimes etc. e nós assistirmos sem pôr um pouco de ordem nisso, em menos de 6 meses não sei como estarão os espaços que queremos sempre limpos, conservados para desporto e laser. O pedido de autorização existe exatamente para podermos guiar onde qualquer desses equipamentos pode ser instalado, quais são as implicações no caso de não conformidade com as regras de uso dos espaços, quem devemos imputar responsabilidades com algum dano causado e possivelmente a cobrança de uma taxa para eventos com fins lucrativos. Quando é que pode ser usado?
Também é muito importante dar a conhecer a gestão da Baía de Luanda porque existe uma série de pedidos para a realização de eventos e não queremos ter surpresas de ter confirmado o evento para um dia e no mesmo dia e hora termos os que aparecem de surpresa a ocupar os espaços que estão previamente acordados, não parece correto do lado da Baía de Luanda – Gestão de Eventos ter este tipo de desprogramação. O que aconteceu convosco foi simplesmente o facto da nossa vigilância ainda não estar devidamente treinada, são sempre informados na parada quando fazem a troca de turnos, mas ainda não sabem gerir estas situações, discernir o que é um evento com muito aparato ou o que é um trabalho de fotografia ou filmagem. São treinados diariamente, essa é a vigilância que temos, não estão ai para proibir, principalmente fotógrafos, porque eu sou um dos amantes da fotografia, não sou um membro ativo dos AF mas publico algumas coisas de vez em quando. Estou a ver com o Nelson Silvestre a possibilidade de organizarem o 3º mercado da fotografia, usando um dos muitos espaços que temos. Já tivemos situações semelhantes a vossa, mas com um telefonema eu resolvi no momento, o que eu quero é que me liguem cada vez menos para casos do género, fotografia e filmagem devem ser geridos conscientemente pelos vigilantes no local, eles têm apenas que orientar caso algum fotografo precise de alguma informação adicional. Já tivemos casos mais complicados. Matias Damásio, decidiu montar uma banda no passeio próximo do canteiro das flores, umas colunas e fazer um clip, sem comunicar a gestão da Baía de Luanda. Este fim de semana tínhamos um camião, e alguns carros em cima da praça, para uma atividade com cerca de 400 alunos da universidade católica, sem comunicar e sem autorização, a nossa insistência não está em proibir a realização seja lá do que for, mas temos o direito de ser comunicados para podermos orientar onde os carros podem ficar, onde os geradores podem e devem ser instalados, onde passam os cabos etc. Infelizmente estamos a ser mal interpretados, mas aos poucos essas dúvidas vão desaparecer e os factos vão falar mais alto.
Um abraço, e obrigado pela atenção."



publicado por zé kahango às 14:39
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012
interessante tese de doutoramento

(sugerido por Mané Rodrigues)

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publicado por zé kahango às 17:45
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
Saudade

Se eu na chitaca estivesse
sentar-me-ia sob a mulemba,
sobre a pedra redonda;
e que o tempo parasse...

Se uma luz suave e doce
por sobre a Chela vinda,
rasando a Humpata linda,
viesse, e a amargura fosse...

Já rasos, os socalcos vendo,
e o rio devagar descendo,
ficava, a matar a saudade...

No local certo, bem estaria,
parado no tempo poderia
ficar, por toda a eternidade...



publicado por zé kahango às 02:59
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desenraizados

Como podemos aqui estar,
se do embondeiro as raízes
(e todo ele) lá ficaram?

Lá onde, desenraizadas,
as árvores da cultura
dão mirrados frutos?

Bem mais precisas cá
nos fariam bom proveito:
portentosos troncos, de embondeiro,
de mulembas;
sombras fartas, de mangueiras;
e o sabor de goiabas maduras!

(Oh, mas que setentrional tristeza
de um céu frio, sem o cruzeiro)

Ai, esse troncos, essas raízes,
- que bem nos faria aqui os termos...



publicado por zé kahango às 02:50
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Domingo, 4 de Novembro de 2012
Biodiversidade...


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Editor e Redator:
José "Kahango" Frade
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