Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.
Terça-feira, 14 de Julho de 2009
mana ana

mana ana por mirandinhas1.

(mirandinhas1)


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publicado por zé kahango às 17:59
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opinião

O agronegócio e o futuro da agricultura angolana      

ImagemNos últimos tempos, por razões profissionais, tenho tido contacto mais frequente com o mundo do agronegócio angolano que está a despontar. Em muitas regiões são visíveis os resultados de iniciativas de empresários e do Governo nesse domínio.

Extensas áreas cultivadas com recurso à mecanização são um regalo para a vista para o cidadão comum e dão-lhe uma certa perspectiva do que pode vir a ser a agricultura angolana do futuro. Depois de largos anos de letargia, estão a ser introduzidas novas técnicas e formas de organização que poderão contribuir para o aumento da produção e da produtividade.

Alguns factores têm contribuído para esse despertar. Grande parte dos novos capitalistas angolanos descobriu, finalmente, a agricultura. Alguns por entenderem a sua importância como actividade económica, outros porque ilusoriamente acreditaram que seria uma forma rápida de desenvolverem, sem grandes custos, os seus negócios. Muitos dos empresários agrícolas emergentes são governantes, deputados, dirigentes políticos ou altos funcionários do Estado, o que melhora a sensibilidade dos decisores públicos em relação aos problemas agrícolas.

As recentes decisões do Governo no sentido da diversificação da economia constituem um poderoso factor de aliciamento. A criação de fundos governamentais para suportar o crédito para os agricultores constitui a cereja em cima do bolo. A correria às terras supostamente abandonadas aumentou de forma inusitada e as propostas para a criação de fazendas caiem em catadupa em cima das mesas dos governantes provinciais.

Num país em que a agricultura foi dolorosamente abandonada praticamente desde a sua independência – o que contribuiu, em minha opinião, para alimentar a guerra, a pobreza e o êxodo rural – esta nova dinâmica deve, forçosamente, ser saudada. Porém, não posso, uma vez mais, deixar de chamar a atenção dos decisores públicos e de quantos têm tido a paciência de ler estas minhas reflexões, para a necessidade de se ponderar sobre esta nova realidade.

Primeiro que tudo, o agronegócio deve ser encarado como um negócio, e, como tal, respeitadas as regras empresariais da eficácia e da eficiência. A ideia de se reconstruir o modelo de fazendas que existia no tempo colonial, como tantos pretendem, não faz qualquer sentido. Angola quer modernizar-se, mas para isso tem de reflectir sobre o que significa hoje ser moderno.

A ocupação ociosa de extensas superfícies de terras, sem qualquer utilização, tal como faziam os fazendeiros portugueses, privando os camponeses de terras para seu uso, é economicamente irracional, socialmente injusto, ecologicamente perigoso e politicamente imprudente. O Governo tem de cumprir a Lei de Terras de modo vigoroso, não cedendo a pressões de gente que, aproveitando-se da sua situação privilegiada, pretende a todo o custo, com a ocupação de extensas superfícies improdutivas, fazer vingar os seus interesses particulares em detrimento dos interesses colectivos e dos do próprio país.

Tem de cumprir também a legislação ambiental, pois alguns dos projectos megalómanos que estão em curso ou em carteira são prenunciadores de desastres ecológicos. Tem de exigir o cumprimento de outra legislação, como o pagamento de impostos e, sobretudo, exigir o cumprimento de regras de responsabilidade social.

Os angolanos em geral, e particularmente as elites, têm um fascínio pela modernização acelerada do país que se me afigura preocupante. É evidente que todos queremos recuperar o tempo perdido com a longa noite colonial e com a guerra. Mas a reconstrução não pode ser entendida como a recreação de um modelo de desenvolvimento injusto e que está ultrapassado no tempo.

Temos então de reflectir, insisto, sobre o que significa ser moderno nos dias de hoje no que se refere à agricultura. Tal como está ultrapassado o conceito de construção de cidades com prédios altos, também em agricultura surgem novos conceitos relativamente aos modelos e sistemas de produção. A agricultura já não deve ser considerada a arte de empobrecer alegremente como aprendi nos tempos da universidade, pois há técnicas e tecnologias que permitem, em superfícies pouco extensas para poupança de recursos, atingir produtividades elevadas.

Para tal, é necessário um sério esforço no campo da pesquisa científica. O Governo angolano, dentro da pobreza da agricultura, tem tratado a investigação como parente ainda mais pobre. Não consigo perceber como se descura o conhecimento sobre a nossa história. O badalado sucesso da agricultura colonial só foi uma realidade a partir do momento em que o investimento na investigação começou a produzir os primeiros resultados. Em vez de aproveitarmos esta boa prática, como aconselham as regras da gestão moderna, enveredamos para o que já tinha sido posto de lado pelos portugueses. Um exemplo é a forma como se (não) trata da agricultura familiar, e outro como (não) é encarado o problema da mecanização, mas estes assuntos merecerão outras conversas.

O agronegócio angolano pode ter sucesso, mas tem de ser pensado de modo bem diferente do que tem sido feito até agora. Se não for assim, pode vir a ser mais um elefante branco.

    

Fernando Pacheco, Coordenador do OPSA Angola

in Correio do Patriota



publicado por zé kahango às 17:55
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Domingo, 12 de Julho de 2009
"...que já não sabia a idade..."

(Tonspi)


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publicado por zé kahango às 00:49
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fome no Cunene

A população do interior da província continua a padecer de fome, reafirma o Bispo do Onjiva, Dom Fernando Quevano.

O prelado referiu de novo a situação dramática aos microfones da Rádio Ecclesia, apontando a condição das populações espalhadas pelos municípios, comunas e aldeias remotas da sede provincial. 

Baseou-se nos relatos que tem recebido dos missionários e activistas humanitários que chegam das citadas áreas. 

«É uma fome verdadeiramente grande nas aldeias, nos município e comunas. Não há nada nos armazéns», deplorou o Bispo. 

As ajudas recebidas até aqui minimizaram apenas as carências, mas é preciso mais ajudas, acrescentou, recordando que as chuvas últimas afectaram todas as áreas, pelo que não houve a produção agrícola que alimenta habitualmente a população rural. 

Dom Kevano reiterou as lamentações sobre as dificuldades de acesso às zonas afectadas bem como a falta de meios de transporte para lá chagar e dos cereais de que necessitam os camponeses. 

«Já fizemos tantos pedidos e estamos à espera se manda alguma coisa para lá», completou.

 

(de O Apostolado)



publicado por zé kahango às 00:46
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Sábado, 11 de Julho de 2009
qual é a planta?

(Tonspi)


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muito interessante!

 

Patterns of settlement and subsistence in southwestern Angola

 Por Alvin W. Urquhart

 

(clique no título)

 

 



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mercado de arte


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votos de sucesso!

12 mestres angolanos em Agronomia preparam doutoramento em Lisboa

Uma dúzia de engenheiros agrónomos angolanos, todos eles com o grau académico de mestre, estão a preparar as suas teses de doutoramento no Instituto Superior de Agronomia (ISA) de Lisboa, que deverão concluir até 2012.
Segundo disse à Agência Lusa o Professor emérito Ilídio Moreira, do ISA, coordenador, com a Professora Esperança Costa, da Universidade Agostinho Neto (Angola), do primeiro mestrado em Agronomia e Recursos Naturais para agrónomos angolanos, realizado entre 2004 e 2006, foi esta iniciativa que abriu caminho para o para o curso de doutoramento, a decorrer desde o ano passado.
Na génese deste processo está uma parceria estabelecida entre a Universidade Agostinho Neto/Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) e a Universidade Técnica de Lisboa/ Instituto Superior de Agronomia, a solicitação da parte angolana, para reforçar a capacidade docente e de investigação da FCA, em reinstalação na cidade do Huambo, e aumentar os conhecimentos e competências de técnicos agrários de organismos oficiais.
Para Ilídio Moreira, a parceria tira também partido da experiência do corpo docente do ISA, que desenvolve investigação e ensino tropical desde há cerca de um século, vocação incentivada com a criação, em 2004, do CENTROP (Centro de Estudos Tropicais para o Desenvolvimento), dirigido pelo Professor Pedro Leão, que foi presidente do Conselho Directivo do ISA de 1999 a 2007.
Dos 28 alunos que iniciaram o curso de mestrado, o qual teve financiamentos do IPAD (Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento), Fundação Gulbenkian e Fundação Luso-Americana, 19 defenderam tese e os oito melhores foram convidados a fazer o doutoramento, grupo a que se juntaram mais quatro mestres sugeridos pela parte angolana.
À semelhança do que aconteceu com os mestrados, também os doutoramentos versam temáticas importantes para o desenvolvimento da agricultura em Angola, nomeadamente mesologia, flora, fauna, fertilidade dos solos, sistemas de produção, regadio e medicina veterinária.
O curso de doutoramento inclui a frequência de disciplinas obrigatórias, que traz os doutorandos alguns meses do ano a Lisboa, trabalho de campo (investigação), a realizar sobretudo em Angola sob direcção dos orientadores, um seminário no final do segundo ano e ainda uma avaliação sobre o andamento da tese que ditará a permanência ou abandono do curso.
Dos sete doutorandos que a Lusa contactou em Lisboa, apenas um fez a licenciatura fora de Angola - no caso concreto, em Cuba - e todos têm entre os 45 e 54 anos, família constituída, emprego em empresas e organismos públicos e apenas um lecciona na Faculdade de Ciências Agrárias, no Huambo.
O que mais os entusiasma é debater a situação da agricultura em Angola. O consenso é que "está muito má", mas a partir daí as opiniões divergem: uns dizem que "a guerra destruiu tudo", mas outros sustentam que, após sete anos em paz, a reconstrução do país também inclui a área agrícola.
Apesar de uns serem mais críticos do que outros relativamente à acção do Governo de Angola, é generalizada a ideia de que o futuro do país passa inevitavelmente pelo relançamento da agricultura para o qual todos prometem dar o seu contributo.
 

(por Natal Vaz, da Agência Lusa)



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trotinetas angolanas


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publicado por zé kahango às 09:00
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palanca

Palanca Negra reaparece na África do Sul

Foi avistada no Zoológico de Pretória, é palanca negra, como parece na foto, mas não é a gigante de Angola



A exclusividade continua aqui. Só um olhar atento de estudioso da espécie da Palanca Negra Gigante e parentes próximos pode discernir do que afinal se trata; se da espécie localizada só em Angola ou se haverá também como o exemplar que a foto feita num Zoológico de Pretória poderia induzir a existência de outra área no planeta como hospedeira da espécie rara. Embora se pareça tão semelhante com a Palanca Negra Gigante, tratase, na verdade, de uma espécie menor também chamada Palanca Real, pois tem importantes diferenças com a espécie só avistada em Angola até ao momento.
O engenheiro Pedro Vaz Pinto que, através do Centro de Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, tem em curso um importante trabalho de campo de estudo do antílope que já provou a existência de alguns exemplares da Palanca Negra Gigante, clareando-se assim as névoas que pairavam sobre a sorte do antílope, esclarece as grandes diferenças entre um e outro animal. Antes, porém começa por explicar que a confusão é geralmente alimentada por caçadores de troféus que ao avistarem o exemplar que habita na vasta savana africana passam a generalizar a ideia de que eventualmente o animal se tivesse deslocado do seu habitat natural em consequência da guerra que atingiu o país por longos anos.
Para efeitos de melhor elucidação, Vaz Pinto começa por esclarecer que são todos animais da mesma família conhecidos pela nomenclatura latina geral como Hippotragus Níger Níger, mas a diferença começa já no nome, pois a espécie angolana é conhecida por Hippotragus Niger Variani. O animal que se encontra em cativeiro no zoológico da cidade de Pretória, capital da África do Sul, não é do grupo variani, embora aparentemente os dois animais apresentem traços físicos passíveis de levantar a confusão entre os menos atentos. Este dado é complementado com as diferenças físicas, cuja mais evidente é o tamanho dos chifres apontar as grandes diferenças assentes basicamente na diferença de tamanhos dos cornos.
Como se poderá melhor observar nas fotos disponíveis, a envergadura das presas do antílope angolano é maior, além das marcas na cabeça do animal. O cientista ressalta, entretanto, o facto de haver um terceiro grupo de palancas que ocorrem no Alto Zambeze, Oeste da Zâmbia e Sul da República Democrática do Congo, também chamada de Palancas do Leste, cujas características estão muito mais pró-ximas das da Palanca Negra Gigante, sendo mesmo capaz de confundir até mesmo um cientista versado no estúdio destes animais. Entre a comunidade científica, aliás, ainda não houve qualquer evidência de que a Palanca Negra Gigante tivesse sido avistada noutro lugar em todo o mundo, sendo as regiões de Cangandala, em Malanje, e do Luando, no Bié, os lugares onde podem ser avistados, porque estão ali reunidas um conjunto de características naturais propícias à sua sobrevivência.
Este dado pode ser entendido como indício forte de que o mesmo jamais poderia sobreviver num outro habitat que não fosse o de Malanje e Bié, pois nem mesmo a hipótese de fuga por ocorrência de condições adversas como a da intensa guerra que a região conheceu a isso induziu. “A captura da Palanca Negra Gigante é uma operação de tal forma complexa que exigiria em Angola um enorme esforço logístico, técnico, levaria meses e seria dramaticamente indiscreto”, nestes termos Pedro Vaz Pinto respondia a uma preocupação colocada por um interessado para negar categoricamente a possibilidade de o animal ter migrado, ressaltando que o mesmo não cruzava rios, montanhas ou outros obstáculos naturais.
No momento em que eram escassas as informações sobre a ocorrência do animal no interior de Angola e quando se manifestavam cada vez mais densas as suspeitas de que a Palanca Negra Gigante pudesse estar extinta, Luanda recebeu nos anos de 1995 a 1996 a presença de um ecologista e conservacionista, o actor brasileiro, Victor Fasano, que se propunha completar o seu santuário de animais no Brasil com a presença de um exemplar do bicho raro angolano. Na altura, o debate que se levantou em torno da questão era que sendo um símbolo não podia de modo algum permitir a sua «extradição» para outros meios naturais ou cativeiros sob pena de Angola perder a exclusividade como berço único da Palanca Negra Gigante.
Vários fazendeiros sul-africanos, jardins zoológicos e mesmo até alguns cheik’s árabes já teriam sido alvos de tentativas de venda de gato por lebre. A venda de um exemplar destas falsas Palancas Negras Gigantes foi frustrada, num dos casos, pelo facto do comprador, o Zoo de San Diego, ter exigido exames genéticos que provaram ser inautêntica, daí ter o caso transitado para os tribunais, segundo Pedro Vaz Pinto. Um milhão de dólares era o montante que supostamente teria custado a venda de um destes falsos exemplares de Palanca Negra Gigante. A presença das Palancas Negras do leste tem aguçado o apetite de caçadores de troféus na região da Zâmbia.

 

Eugénio Mateus (in O País)

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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
o Paraíso...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(foto de kodilu)


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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
mukuaukulo

 

(foto de mirandinhas1)


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sociologia

Revista Angolana de Sociologia [N.º3 _ Junho de 2009]

Revista Angolana de Sociologia [N.º3 _ Junho de 2009]
 
Autor(es) |  
Preço | 11,25€ (inclui IVA e 10% desc.)
Formato | 16x23
N.º Páginas | 212
 

 

Resumo:
A Revista Angolana de Sociologia (ISSN1646-9860), publicada semestralmente – em Junho e Dezembro, é um órgão da Sociedade Angolana de Sociologia (SASO) e publica textos da autoria de sociólogos e outros investigadores sociais, angolanos e de outras nacionalidades. A Revista Angolana de Sociologia é editada pela SASO (Luanda, Angola) e publicada pela Edições Pedago (Mangualde, Portugal). Trata-se de um espaço de debate sobre temas actuais e relevantes não apenas da sociedade angolana, mas também das sociedades africanas e do mundo contemporâneo em geral. O espírito da Revista Angolana de Sociologia (RAS) é estimular o debate, acolhendo e difundindo textos que contribuam para um diálogo transdisciplinar. A RAS dirige-se não apenas a sociólogos, mas a todos os interessados em compreender de maneira rigorosa a complexidade e as dinâmicas dos fenómenos sociais contemporâneos.
 

 .Ficheiro Acrobat Reader Índice
 

 

cortesia de Margarida Castro


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avó maria

avo maria por mirandinhas1.

(mirandinhas1 )

 


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Terça-feira, 7 de Julho de 2009
investigação
Investigadora faz amanhã, em Lisboa, uma comunicação sobre o estudo
Malária: Neurologista angolana desenvolve estudo pioneiro sobre malária cerebral 
07.07.2009 - 08h36 Lusa
Uma neurologista angolana está a desenvolver no Instituto Gulbenkian de Ciência um estudo pioneiro sobre factores genéticos que justifiquem susceptibilidade à malária cerebral, uma das formas severas desta doença infecciosa endémica no seu país.
Maria do Rosário Sambo revelou, em declarações à Agência Lusa, ter encontrado "sinais de pelo menos um gene ainda não descrito que aparentemente permite distinguir a malária cerebral de outras formas de malária severa".
A investigadora vai apresentar quarta-feira em Lisboa, numa conferência sobre malária, uma comunicação sobre o seu estudo, que realizou no Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, entre 2005 e 2007, com crianças de seis a 13 anos de idade.
O trabalho, pioneiro em Angola, baseia-se num grupo de 130 doentes com malária cerebral e três grupos de controlo, um de 319 crianças sem doença, outro de 142 com malária não complicada e o outro de 158 com malária severa mas sem malária cerebral. "Seleccionámos um conjunto de genes de que já havia associação descrita à malária cerebral e estudámos depois algumas variantes genéticas destes genes", explicou Maria do Rosário Sambo.
"O objectivo é ver se nos casos de malária cerebral essas variantes genéticas estão numa frequência significativamente superior às que estão nos controlos, para vermos se há algum factor de susceptibilidade genética", acrescentou. Interessava sobretudo ver nos doentes com malária severa cerebral e não cerebral se existia algum factor genético que permitisse distinguir os doentes com malária cerebral dos doentes com malária severa não cerebral.
Embora o trabalho não esteja ainda concluído, a investigadora assinalou já "um aspecto inovador", que consiste na descoberta de um gene ainda não descrito, pelo menos em humanos e em modelos animais, que permitiria fazer distinguir aquelas duas formas de malária severa.
No geral, a malária é a segunda causa de internamento em Angola e a quarta em termos de mortalidade, excluindo os recém-nascidos, depois das meningites, das doenças respiratórias agudas e do tétano.
A malária é uma doença muito frequente nos países tropicais, sendo endémic na África subsahariana, e especificamente a malária cerebral contribui muito para a elevada mortalidade desta patologia, que varia, de acordo com as condições locais e o tratamento, entre 10 e 39 por cento.
"Estima-se que em cada 100 indivíduos que têm malária, um deles vai ter malária severa", prevê a investigadora, que é também docente na Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.
Maria do Rosário Sambo justificou a sua vinda para o Instituto Gulbenkian de Ciência - onde faz parte de um grupo que estuda a genética das doenças complexa - por este integrar vários investigadores da malária e reunir óptimas características" para poder prosseguir o seu trabalho.

(do Público.pt)



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misteriosa...

S/T por Nelson (Andrade) Silvestre.

foto de Nelson Silvestre


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vamos!

Reabilitações dos Caminhos de Ferro

 

 

A reabilitação do Caminho-de-Ferro de Luanda, em curso desde 2003, deverá ficar concluída no segundo semestre deste ano, segundo garantiu nesta segunda-feira(6), em Luanda, o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, durante um encontro com deputados da quinta comissão da Assembleia Nacional.
De acordo com o ministro, que respondia a questões dos deputados da comissão de economia e finanças, o prazo para a conclusão desta empreitada será cumprido neste período, enquanto o de Moçâmedes acaba em 2010 e o Caminho de Ferro de Benguela ficará operacional em 2011.
Augusto Tomas disse que os trabalhos decorrem a bom ritmo, desde a substituição das linhas-férreas, à importação de novo carris, estando já em curso a instalação de locomotivas, vagões e outros materiais.

 

Fonte: Angop, in África 21



publicado por zé kahango às 18:11
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Editor e Redator:
José "Kahango" Frade
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