Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.
Sábado, 29 de Novembro de 2008
vacinação antitetânica

Nas províncias da Huíla e do Cunene, cerca de 100 mil mulheres vão ser vacinadas contra o tétano.

Na província da Huíla as autoridades sanitárias do município da Chibia, prevêem vacinar dezasseis mil e 428 mulheres em idade fértil e grávidas, no âmbito da segunda fase da campanha "Viva a Vida com Saúde", que decorre desde o dia 24 e que de princípio termina dia 30 do corrente mês.
De acordo com o chefe de secção municipal da Saúde, Sebastião António, a campanha compreende duas fases, sendo a primeira apenas na zona urbana (sede municipal) e a segunda nas áreas rurais (comunas e povoações).
O responsável assegurou estarem todas as condições criadas para o êxito da campanha, que conta com 145 vacinadores, distribuídos em 21 brigadas, estando disponíveis 18 mil doses de tétano, disponibilizadas pelo departamento provincial de Saúde Pública.
Sebastião António explicou que o pessoal técnico que vai desenvolver o processo de imunização está capacitado em matérias ligadas à vacinação, no sentido de assegurar o êxito da campanha.
A campanha visa reduzir ao máximo os casos de morte materno-infantil, até 2010.
Situado a 45 quilómetros a Sul do Lubango, o município da Chibia possui uma população estimada em 131 mil e 400 habitantes, que se dedicam à agricultura e criação de gado.
Por seu turno, os serviços de Saúde Pública no Cunene contam vacinar oitenta e seis mil e 408 mulheres, em idade fértil e grávidas, contra o tétano, durante a segunda fase da campanha “Viva a Vida com Saúde”, que termina no próximo dia 30.
De acordo com o chefe de departamento de controlo de endemias, João Pedro, a campanha decorrerá em duas fases, sendo uma na zona urbana e outra na rural.
O responsável assegurou estarem todas as condições criadas para o êxito da campanha, que conta com 244 pessoas distribuídas em 61 equipas, para manejarem 108 mil doses de medicamentos.

 

( segundo o Jornal de Angola)



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vida dura...


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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
diversificação dos media

Nova rádio em Luanda

 


Angola tem, a partir de hoje, mais uma rádio a emitir para a capital, Luanda, a Rádio Mais, em 99.0 FM, uma estação generalista, mas com forte incidência na informação durante as manhãs.


Dirigida pelo jornalista José Vieira, a Rádio Mais vai inovar no espaço radiofónico angolano com a aposta num serviço de trânsito "em directo" e ainda com a transmissão de jogos da Liga Portuguesa, através de um protocolo assinado com o Rádio Clube Português (RCP). Só os desafios dos três grandes - Porto, Sporting e Benfica - serão transmitidos.

José Vieira, jornalista angolano que viveu em Portugal desde 1976, licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e passou pela RDP e pela Euronews, adiantou ainda à Lusa que em 2009 a Rádio Mais vai arrancar com emissões autónomas em mais sete províncias angolanas.

Sem querer "para já" avançar muito neste capítulo, Vieira admitiu que entre as sete províncias que vão ter presença da "Mais" contam-se Benguela, Huambo e a Huila.

Com a aposta em "manhãs cheias", a Rádio Mais, que se apresenta como uma emissora generalista, vai apostar em dar aos ouvintes a informação nacional e do mundo, acompanhando a emissão com apontamentos de trânsito em directo e música.

Conta ainda com um espaço nocturno dedicado aos programas de autor e ainda com as emissões da BBC, com quem assinou um protocolo para o efeito.

Este projecto radiofónico é um dos componentes do grupo MediaNova, que conta já com um jornal semanário, O País e, em breve, com a TV Zimbo, estação que conta com a colaboração da TVI portuguesa.

José Vieira adiantou à Lusa que, quando jornal, rádio e TV estiverem em pleno funcionamento está pensado o aproveitamento das sinergias do grupo, sendo um dos exemplos apontados o aproveitamento de enviados especiais para o conjunto dos órgãos.

 

(in Notícias Lusófonas)



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serpentário

 

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
necessidades para a construção

Défice de tijolos ultrapassa os dois milhões de unidades por dia

 

Catorze cerâmicas, vocacionadas para a fabricação de tijolos e telhas, serão construídas em diversas províncias do país pelo Governo, até Dezembro do próximo ano.
O dado foi revelado ontem, em Luanda, pelo director geral da Unicerâmica E.P, Artur Silva Mota, à margem da cerimónia de abertura do workshop sobre “O presente e o futuro dos materiais de construção em Angola: Perspectiva e contribuição para a adopção de uma política estatal sobre materiais de construção”.
Para a efectivação do projecto, segundo Artur Silva Mota, além da conclusão de duas cerâmicas no Huambo e Bié prevista para o primeiro trimestre, estão já no país sete unidades que igualmente vão ser transportadas para os locais de construção.
“Estamos em processo de conclusão da fábrica da Caala, no Huambo, que irá produzir 420 mil tijolos por mês e a do Kuito que produzirá a mesma quantidade. Elas poderão entrar em funcionamento entre Janeiro e Março do próximo ano”, garantiu.
As 14 cerâmicas existentes no país fabricam actualmente cinco milhões e 610 mil tijolos mês e duzentas mil telhas, o que não satisfaz a demanda.
Na produção de tijolos e telhas, segundo Artur Mota, estas quantidades representam entre cinco e três por cento das necessidades do mercado nacional.
Artur Silva afirmou que, para minimizar o problema da carência de tijolos, são necessários pelo menos dois milhões e quinhentos mil tijolos por dia.
“Apelamos aos empresários para que se engajem e que apoiem o Governo na construção de mais unidades no sector privado. O Estado está a cumprir com o seu papel. Pensamos igualmente que o sector privado se empenhe na construção de mais unidades de cerâmicas”, disse.
A Unicerâmica, empresa mãe que coordena toda as cerâmicas a nível do país, tem uma produção na ordem de mais de 320 mil unidades de tijolos por mês, segundo o director geral da instituição.
“Por exemplo, a cerâmica que está em Catete, na província do Bengo, produz 91 mil unidades por mês. Enquanto a do Porto Amboim e a do Waku-Kungo, no Kwanza-Sul, tem uma produção mensal de 143 mil e 70 mil tijolos, respectivamente.
Actualmente, existem 14 cerâmicas no país, localizadas nas províncias de Luanda, Bengo, Kwanza- Sul, Benguela, Huíla e Bié.

 

(JA)



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pangolim da Kissama (foto de Paulo Lemos)


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circular...

Estrada do Lubango à Chibia permite trânsito mais seguro


A conclusão das obras do troço rodoviário que liga a sede da província da Huíla, Lubango, ao município da Chibia, num percurso de aproximadamente 50 quilómetros, permitiu uma melhoria substancial na circulação de pessoas e mercadorias.
Os automobilistas afirmam que as obras na estrada nacional que liga o Lubango à Santa Clara, fronteira Sul do país, tornou mais rápido o trajecto. “Do Lubango à Chibia fazíamos antes 55 minutos a uma hora e com muitos cuidados por causa da degradação da via”, disse António Pedro, para acrescentar que gasta actualmente 20 a 30 minutos.
António Pedro felicitou o Governo por investir milhões de dólares na recuperação total do troço Lubango/Ondjiva, por ser uma estrada internacional.
Maria Adelaide, motorista há 10 anos, considera que a estrada desde a fronteira em Namakunde até à cidade do Lubango é o primeiro cartão de visita para quem entra no país, vindo da Namíbia.
Ao volante de uma carrinha Toyota Dina, Maria Adelaide aconse- lha os automobilistas a respeitarem rigorosamente as regras de trânsito e serem “muito mais prudentes durante as viagens, para se evitar acidentes fatais
“Os taxitas e camionistas devem ter a máxima atenção, porque a via Lubango/Chibia tem muitas passagens de pessoas e de gado. Se houver excesso de velocidade e não se respeitarem os sinais de trânsito que informam sobre existência de animais, haverá muitos acidentes”, disse Maria Adelaide
As obras começaram em Dezembro do ano passado, e, neste momento, estão em fase de acabamentos, nomeadamente a colocação de lancis, sinalização horizontal e vertical, delimitação das pontes e zonas perigosas, correcção das passagens hidráulicas.
A estrada, com 11 metros de largura, só será entregue, segundo um técnico do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), assim que se concluírem mais 77 quilómetros, até ao município dos Gambos, zona limítrofe entre as províncias da Huíla e do Cunene. A reparação da estrada está orçada em 127 milhões de dólares e termina em Abril do próximo ano.

Município com novo visual

A reparação da estrada do Lubango até ao município da Chibia motivou as autoridades locais a remodelarem as principais artérias da vila. As ruas asfaltadas deram mais beleza à localidade.
O professor Antero Feliciano disse ao “Jornal de Angola” que a sinalização das ruas da vila chegou em bom momento, porque agora os automibilistas já não podem andar em excesso de velocidade.

Mais estradas em obras

Prosseguem, igualmente, as obras da estrada entre Benguela e o desvio da Matala, com 307 quilómetros.
A via tem nove metros de largura em toda a sua extensão, duas faixas com 3,5 metros e bermas de um metro em ambos os lados da faixa de rodagem. Orçados em 184 milhões de dólares, os trabalhos, divididos em cinco fases, compreendem os troços Benguela/Catengue, Catengue/Rio Coporolo, Rio Coporolo/Quilengues, Quilengues/Cacula, Cacula/Desvio da Matala. Cinco empresas nacionais e internacionais encarregam-se dos trabalhos.
A via entre Cacula e o desvio da Matala, passando pela comuna do Hoque, com uma extensão de 46 quilómetros, consignada à construtora brasileira Metroeuropa, está também em andamento. Estas obras vão custar 27 milhões de dólares.

 

Estanislau Costa, Lubango (in JA)
 



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Miss #20

 

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ligação ao CFB

Zâmbia constrói ligação ao caminho-de-ferro de Benguela

A Zâmbia está a construir uma linha de caminho-de-ferro que ficará directamente ligada aos caminhos-de-ferro de Benguela, informou a Televisão Popular de Angola (TPA) citando o embaixador de Angola na Zâmbia, Pedro Neto.

A estação emissora adianta que o projecto ora iniciado pela Zâmbia visa facilitar o escoamento dos principais produtos entre os dois países e demais pontos da região.

O embaixador Pedro Neto disse ainda que este corredor tem um objectivo regional, visto que outros países poderão beneficiar do pleno funcionamento destes caminhos-de-ferro.

“Neste sentido podemos afirmar que a reconstrução do caminho–de–ferro é esperado pelos «países encravados», nomeadamente a Zâmbia”, frisou o embaixador de Angola à TPA.

A Zâmbia pretende assim deixar de depender da República Democrática do Congo, numa altura em que está em curso a construção de uma linha férrea directa que vai ligar Soluezi, Cazombo e Luena para facilitar o transporte de mercadorias.

 

(macauhub)



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Miss #19

 

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
para o melhor conhecimento de Angola...

On line: base de dados da Biblioteca da Comissão de Cartografia (1883-1936)

 

http://www2.iict.pt/?idc=13&idi=14011

 

 

(sugestão de Margarida Castro)


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Impactos da ocupação colonial no Sul de Angola

Muito interessante:

 

cea.iscte.pt/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=37

 

 

(sugestão de Margarida Castro)


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água potável para todo o país

Todos os angolanos residentes nas áreas urbanas terão acesso à água de qualidade até 2012, assim como 80 por cento dos residentes nas áreas peri-urbanas e rurais, segundo o secretário de Estado das Águas, Luís Filipe.
Esta medida, segundo Luís Filipe, consta do Programa de governação do MPLA para os próximos quatro anos. A principal aposta consiste em aumentar o índice de cobertura para todo o território nacional.
O secretário de Estado das Águas, que falava em Ondjiva, Cunene, no lançamento de duas empreitadas de reforço do abastecimento de água e saneamento às populações da província, garantiu igualmente melhorias no saneamento, tendo em vista o desenvolvimento social e económico do país.
O responsável reconheceu o deficiente abastecimento de água potável às populações do Cunene, apesar de a província contar com uma vasta bacia hidrográfica.
“Estamos satisfeitos pelo acto de consignação de dois importantes empreendimentos, que vão, naturalmente, permitir que as metas sejam atingidas dentro de 24 meses. Isso vai facilitar a intervenção imediata a nível de diferentes centros de abastecimento de água, quer em Ondjiva, quer em outras localidades, através da recuperação dos sistemas de distribuição existentes”, referiu.
O projecto, cujas empreitadas foram lançadas sexta-feira, na cidade de Ondjiva, está orçado em 220 milhões de dólares e engloba trabalhos nas áreas da produção e adução de água Xangongo/Ondjiva, reabilitação dos antigos sistemas de Ondjiva, bem como a construção das redes de água e saneamento de várias localidades da província.

(in Jornal de Angola)



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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
História de Angola em livro de António Burity da Silva

Reflexões sobre o processo de formação sustentada de Angola

Filipe Zau

Tal como Luanda, onde ocorre a grande maioria dos actos culturais deste teor, também Benguela não deixa de ser uma cidade emblemática. Foi porto escoadouro de escravos para a Europa e para o novo mundo, especialmente, para o Brasil, quando este país ascendeu à independência, em 7 de Setembro de 1822. Foi em Benguela, mais propriamente, no Forte de S. Filipe, que, na sequência do “Grito do Ipiranga”, foi dado o primeiro grito de independência por um oficial do exército, que era um nativo “Filho do País”. Tratava-se do tenente-coronel Francisco Pereira Diniz, um homem negro, natural de Benguela, que comandava as companhias de linha da capitania e dirigiu o movimento, que hasteou a bandeira do café e, do tabaco. Foi, em Dezembro de 1869, fundada a província de Angola, como resultado da união dos reinos do Ndongo e de Benguela, no mesmo ano em que ocorreu a abolição da escravatura em todas as possessões portuguesas.
De Benguela parte o caminho-de-ferro que une o litoral ao Leste do país.
Em Benguela, tal como em Luanda, também há tradição literária. De entre outros sobressaem os nomes dos escritores: Ernesto Lara Filho, Alda Lara, Aires de Almeida Santos, Pepetela e Raul David.
Para além do acto central do Dia do Educador, a cerimónia do lançamento deste livro reveste-se da maior importância para a história da Educação de Angola, uma disciplina que urge criar nos cursos dos Institutos Superiores de Ciências da Educação e nos cursos do Magistério Primário. Não é possível fazer investigação em Educação e para a Educação, sem se conhecer a própria história da Educação.
As intervenções do autor, enquanto ministro da Educação, constituem fontes do maior interesse, para que, por exemplo, se entenda melhor:
A transição de uma política educativa assente numa economia centralizada, para uma outra direccionada para a formação de recursos humanos, no contexto de uma economia de mercado; as dificuldades de um sistema educativo sujeito à pressão da guerra, num país de grandes dimensões e diferentes assimetrias de desenvolvimento; a herança de uma rede escolar distorcida e com poucos professores, sendo a maior parte deles possuidores de um baixo nível de escolaridade e ausência de formação pedagógica; a perda de valores e de ética educativa por parte de agentes de ensino, fruto da anomia social criada pelos largos anos de conflito armado; a perda sistemática de quadros da Educação, motivada pelo aliciamento de outros sectores da actividade económica com maior capacidade de remuneração salarial e garantia de melhores condições sociais; a necessidade de estabilizar um sistema educativo e, ao mesmo tempo, reformulá-lo…
Enfim, todo um quadro de dificuldades diagnosticadas a partir de 1986, mas com soluções adiadas pela guerra e pela estreita fatia do Orçamento Geral do Estado em cada ano civil. Com a paz o sistema educativo cresceu substancialmente.
As linhas de força para a criação de uma história da Educação em Angola situam-se a partir do decreto de Joaquim José Falcão, publicado a 14 de Agosto de 1845, ao instituir o ensino público em Angola. Antes, a Educação em Angola era caracterizada por um proselitismo religioso e por uma formação oficinal de baixa qualidade.
Até ao final do processo de assimilacionismo, em 1961, a política educativa colonial esteve apenas preocupada em instruir os portugueses residentes em Angola, bem como os seus descendentes. Decorreu depois um período em que a política educativa colonial procurou abranger um maior número de angolanos. Mas, já era tarde, porque, em 1975, chegou a independência.
O primeiro sistema educativo angolano caracterizou-se pela gratuitidade e pela unicidade do sistema educativo. Como único instrumento de comunicação utilizou um idioma de origem latina, não suficientemente dominado por uma maioria populacional de origem bantu, que não aprendeu a língua portuguesa como língua materna. Tal facto constituiu uma das maiores dicotomias de uma prática educativa desfasada da realidade social da maioria dos angolanos. Só, com a reforma educativa, o princípio da sustentabilidade e da endogeneidade, respeitando a identidade cultural dos aprendentes, passou a ser considerado, após a introdução das línguas africanas de Angola no sistema educativo.
Havia uma necessidade de mudança, que está de acordo com uma nova orientação política superiormente traçada pelo Chefe do Estado, Eng. José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola. Havia, por outro lado, necessidade de dar corpo a essa mudança na gestão das questões educativas. O protagonista dessa mudança tem, evidentemente, um rosto. Esse rosto chama-se António Burity da Silva Neto, o ministro da Educação, que é o autor deste relevante trabalho, que, hoje, chega ao nosso conhecimento.
Dos programas e projectos estruturantes realizados, a partir de 1991, sob sua gestão constam, entre outros, os seguintes: Mesa Redonda sobre Educação para Todos; Definição pelo Ministério da Educação do quinquénio 1991-1995, como o da preparação e reformulação do Novo Sistema Educativo; Reinício da actividade do ensino privado em Angola; Exame Sectorial da Educação; Plano Quadro Nacional de Reestruturação do Sistema Educativo; Estratégia Integrada para a Melhoria do Sistema de Educação; Lei de Bases do Sistema Educativo; Reforma do Ensino Técnico profissional com criação de 35 Institutos Politécnicos de novo tipo; Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar; Plano Mestre de Formação de Professores; Adopção de um programa de Educação Ambiental e outro de Educação Intercultural; Introdução da merenda escolar; Fornecimento gratuito de livros escolares para o ensino obrigatório, que, no presente ano lectivo teve uma cobertura de 64,5%; Estatuto Orgânico da Carreira dos Docentes do Ensino Primário e Secundário, Técnicos Pedagógicos e Especialistas de Administração da Educação; Criação de um Sistema de Avaliação do Desempenho da Educação…
Na realidade, a Educação é um fenómeno sociável. De um modo geral, todas as pessoas têm filhos na escola e sentem-se encorajadas a falar sobre Educação, mesmo que saibam pouco sobre a mesma.
Tal facto, por vezes, leva a que se subestime a importância de muitas das preocupações educativas, que terão de ser analisadas ao nível macro, meso ou micro-sociológico.
Em meu entender, a leitura deste livro, por parte de pais e encarregados da educação, bem como de outros parceiros sociais, se faz necessária. Mas, principalmente, para os gestores e professores da Educação, essa leitura tem carácter obrigatório, sob pena de continuarmos a ter uma comunidade educativa pouco informada e elucidada sob questões que lhe dizem inteiramente respeito.
Julgo que seja o maior desejo do seu autor. Os textos ilustram, de forma frontal e com carácter pedagógico, as dificuldades e os sucessos vividos pelo sector da Educação e abre caminho para o futuro. Felicito o trabalho de selecção levado a cabo por Adérito Manuel Oliveira da Silva, António Campos, Daniel Mateus e José Miguel Cristóvão.
Louvo, o bonito prefácio de José Carlos Capinan e a edição de Raimundo Lima e, como não podia deixar de ser, dou os meus parabéns ao Dr. António Burity da Silva Neto, ministro da Educação, pelo livro que soube escrever.

(in Jornal de Angola)

 


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