Uma apaixonante e esplendorosa terra, um magnífico povo! Será brilhante seu futuro, construído por todos os que têm Angola no coração, que nela ou na diáspora trabalham e com amor criam suas famílias.
Sábado, 31 de Maio de 2008
a nossa Girafa...

Image:Giraffa camelopardalis angolensis.jpg

 

in http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Giraffa_camelopardalis_angolensis.jpg

 

 


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Picada Calueque - Cahama - Cunene - Angola

 

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publicado por zé kahango às 18:49
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"NAS TERRAS DISTANTES DO “BOI SAGRADO”" – excerto II

 

“Os Hereros conhecem os vaus do Cunene que atravessam quando pretendem vender bois no nosso território.
(…) mas o Cunene é muito grande e, nesta época, vadeável um pouco por toda a parte.
(…)
Dos Hereros, altos, atléticos, especados agora um pouco mais atrás, observava o mais novo. Crânio rapado, exibia, a partir da parte posterior, dois compridos rabichos apartados de carapinha entrançada que lhe desciam abaixo dos ombros. Tanga de coiro bem surrado e um colar a muito fiadas de missanga de casca de ovo de avestruz, eram a sua vestimenta e toucado de jovem Herero solteiro.
(…)
Os bois seguiam a caminho do Chitado. Designados aqui também pelo nome de hereros eram animais de pernas desproporcionadamente altas, chifres enormes e estavam magros da longa caminhada pelo deserto.
Do Chitado ao Ruacaná são mais 45 quilómetros por maus caminhos.
Deixada a estrada, já com o estrondo das quedas nos ouvidos, fomo-nos aproximando, através do emaranhado arbustivo que tenazmente resiste ao embate da corrente na altura das grandes chuvas.
O piso vai-se tornando mais acidentado, entramos na zona de enormes massas rochosas, escorregadias, polidas.
Há que saltar de penedo em penedo, pois torrentes intersticiais ramificam-se através das fendas rochosas, alagando tudo.
Grandes árvores sobrevivem aqui e ali, e, por todo o lado, a vegetação, embebida nas águas, eleva-se pujante.
O calor que durante a viagem nos atormentara desapareceu.
Penetrando na frescura e solidão de escusos labirintos desembocamos numa plataforma de pedra lisa e, ao longe, vemos o rio chegar precipitando-se duma altura de mais de 70 metros.
Vem agora minguado de água mas o espectáculo é ainda grandioso.
Procurando novos pontos de vista a juzante tivemos a surpresa de observar, lá em baixo, tudo o que restava daquela vertiginosa queda fumegante e só vimos o que parecia uma sequência de grandes poças de água entaladas entre rochedos quase a pique.
Era o fim da estação seca.”
 
 
 
 
(V. H. M., in “O Turismo”, número de Setembro de 1969)
 


publicado por zé kahango às 18:44
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vai ser só andar!...

Primeiro troço da auto-estrada periférica de Luanda ficará concluído até Dezembro


A asfaltagem do primeiro troço da auto-estrada periférica da capital angolana Cacuaco/Viana/Cabolombo deverá ficar concluída até ao final do ano, afirmou à agência noticiosa angolana Angop José Diniz director-geral da Construtora Queiroz Galvão Sucursal Angola da empresa brasileira.

A auto-estrada periférica Cacuaco/Viana/Cabolombo encontra-se dividida em dois troços, com 22 quilómetros o primeiro e 33 quilómetros o segundo, que se encontra sob a responsabilidade da empresa também brasileira Odebrecht.

De acordo com José Diniz, uma das faixas do troço à sua responsabilidade deverá ficar asfaltado até Agosto próximo ficando a empreitada concluída até Dezembro, visto estarem ultrapassados os principais entraves provocados pela chuva.

Em execução desde o primeiro semestre de 2007, a auto-estrada periférica Cacuaco/Viana/Cabulombo terá uma plataforma de 42,40 metros, com duas faixas de rodagem em cada sentido, tendo um separador central de 20 metros de largura.

Quando aberta ao trânsito automóvel, facilitará a ligação entre os municípios de Cacuaco, Viana, Samba e Kilamba-Kiaxi, bem como o acesso ao novo aeroporto, ao futuro Campus Universitário e a outras infra-estruturas sociais que se encontram em construção nas proximidades dessas rodovias.

 

(in macauhub)



publicado por zé kahango às 16:53
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"NAS TERRAS DISTANTES DO “BOI SAGRADO”" - excerto I

 

“Às escuras enfiei para a barraca. Como última precaução passei pela cara e mãos repetidas aplicações de ‘insect repelent’. Depois, tirados os botins, deitei-me vestido.
            Não sei quem foi que disse: “Julgo que é por aqui que se criam todos os mosquitos que há em Angola”.
            De manhã, ao acordar, tinha as pernas até aos joelhos com as marcas de cem picadas de mosquitos.
            Percebi que o meu companheiro, fresco e bem disposto, sorria à socapa. Será que estes homens do mato adquirem imunidades?
            Vencidos os alcantis escalvados das ribas do rio deparou-se-nos a torrente impetuosa, bravia, escoando-se entre fraguedos.
            Os acessos conhecidos para os miradoiros naturais eram agora torrentes caudalosas, intransponíveis. Vegetação luxuriante fechava os horizontes.
            Outros acessos não os encontrámos.
            Quedos, escutávamos o fragor tremendo da cachoeira invisível.
            Para nós foi esse o espectáculo do Ruacaná nas grandes chuvas.
            No regresso, pelo caminho do Calueque, alcançámos a Donguena, onde permanecemos três dias e tanto bastou para que aquelas águas, espraiadas por mulolas e chanas tivessem baixado a ponto de permitirem o regresso directo ao Catequero.
 
*
 
Mas a visita ao Ruacaná havia de fazer-se. E assim, na época seca, em Agosto, quando os capins aloiram ao sol nos campos de pasto, deixámos Otchinjau e, pelo enfiamento dos ásperos caminhos que atravessam as terras de um povo, quase isolado, de pastores, os Chavícuas, atingimos o Chitado à beira do Cunene.
Uma pescaria levou-nos ao rio por terreno fortemente ondulado, pedregoso. Acompanha-nos um comerciante da região.
O rio, depois das convulsões do Ruacaná, corre manso e espraiado. Pela tardinha notou-se para as bandas do mato o restolhar de animais.
A fauna selvagem era outrora senhora destas terras semidesérticas. Dizimada sem quartel pelos profissionais furtivos do outro lado da fronteira, aventureiros de todas as raças, brancos, mestiços e, quase exterminada, já nos nossos dias, pela ausência de fiscalização das leis da caça, pela facilidade da caça livre, vamos ultimamente, assistindo a um lento repovoamento natural destas regiões e já hoje é possível, a quem percorrer de carro as estradas da fronteira, avistar pequenos grupos de Cudos, os chavelhos retorcidos sobre o dorso, na fuga para o emaranhado da mata protectora, ou surpreender a alta acrobacia dos voos das impalas.”
 
 
(V. H. M., in “O Turismo”, número de Setembro de 1969)
 


publicado por zé kahango às 16:42
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EDITORIAL

1. Supomos que os nossos visitantes – cerca de uma vintena por dia, no último ano – têm suspeitado quais são as linhas gerais que norteiam a selecção dos temas apresentados neste blogue, tal como o seu “fio condutor”. Não obstante, nestes tempos de louvável questionamento sobre os conteúdos da Internet, importa assumir com o máximo de assertividade o conjunto dos “valores” que nos enformam. Assim, dois anos passados sobre a criação do blogue “Bimbe”, consideramos chegado o momento de aqui tornar expressos os princípios que temos procurado seguir na sua edição.

 
2. Esclareçamos primeiramente, sem margens para dúvidas, que o “Bimbe” é um blogue sobre Angola: sobre a sua esplêndida beleza natural, sobre a sua espectacular diversidade biológica, compondo um ambiente em que o Homem e a Natureza são um só. Queremos ainda sublinhar que o amor que por essa terra nutrem os que a conhecem se deve ainda ao que esse vasto País de África possui de mais valioso: o seu Povo, tanto o que vive em Angola, como o que por vicissitudes várias habita noutras paragens. Consequentemente, neste modesto blogue pretendemos partilhar com os visitantes caminhos de dupla descoberta desse rico património de Angola, o natural e o Histórico-Cultural.
 
3. Em segundo lugar, refira-se que na base da escolha dos destaques noticiosos que vimos dando, tem prevalecido a nossa atitude de expectativa esperançosa, uma espécie de optimismo histórico, postura que julgamos a mais adequada à construção de uma Angola generosa, que proporcione o conforto do seu sofrido Povo. Consideramos fundamental este critério, para que se não julgue que contribuímos para que sejam escamoteadas vergonhas e omitidas críticas, o que configuraria um comportamento de jogo oportunista e de dúbio calculismo. Apenas e simplesmente, o blogue “Bimbe” não tem vocação política. Reservando para a inteligência dos nossos visitantes os juízos valorativos, esperamos contribuir para uma serena formação de opinião sobre factos e eventos que entendemos dar realce. Como instrumento de comunicação que entendemos um blogue deste tipo ser, temos consciência de que os relatos noticiosos devem ser considerados visões parciais e limitadas da verdade.
 
4. Finalizando, queremos dizer que sendo o “Bimbe” produto de quem se considera responsável, aqui damos a cara e o endereço electrónico,  afirmando a nossa abertura a críticas. Será sempre encarado como inestimável contribuição o apontar erros e insuficiências, que sinceramente nos esforçaremos para corrigir. Algumas dificuldades de ordem técnica que têm surgido se podem primeiramente atribuir ao “autodidatismo” do seu criador e ainda, secundariamente, a limitações porventura inerentes ao tipo de suporte informático utilizado. Apesar desses contextos, alguns melhoramentos gráficos foram recentemente implementados. Com a irregularidade resultante da escassa margem que a luta diária pela manutenção material nos deixa para actividades que verdadeiramente nos motivem a alma, o “Bimbe” continuará e – estamos certos – evoluirá, visando ser de proveito a todos os que se interessam pela terra angolana e pelas suas gentes.
 
 
José (Kahango) Frade

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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
o Olongo!

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a Palanca Negra!

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o Gunga!

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na Cahama...

 

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a ler...


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equívoco histórico...


 


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