Intensa paixão, tristeza profunda, sagrada esperança...

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
o Mestre, em acção!...

 

(foto de Adalberto Gourgel)



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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
querem conhecer a história?


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instrumento musical herero

(cortesia de Sérgio Guerra)

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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Obrigado, Sérgio Guerra!

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
fazei soar...

 

(foto de Sérgio Guerra)


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crianças de Angola

(de Sérgio Guerra)

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"Hereros - Pastores ancestrais de Angola" - exposição em Madrid

SEGREDOS DE UM POVO ANCESTRAL AFRICANO PELO OLHAR DE UM BRASILEIRO APAIXONADO POR ANGOLA E SUA GENTE

 

Vista por mais de 200 mil pessoas no Brasil, com temporadas em Lisboa e Luanda, mostra “Hereros – Pastores ancestrais de Angola”, de Sérgio Guerra, ocupa o Centro Cultural Conde Duque, em Madrid, a partir de 14 de março.

 

Dono de um dos mais completos acervos de imagens da cultura angolana, o renomado fotógrafo e publicitário Sérgio Guerra exibe em Madrid um panorama minucioso de suas expedições ao país africano, mais propriamente de seus registros dos hereros, o mais antigo grupo étnico do continente.  Com curadoria do artista plástico brasileiro Emanoel Araujo, e curadoria associada do espanhol Amador Griñó Andrés a bem-sucedida “Hereros – Pastores ancestrais de Angola”, originada do livro homônimo do artista (Editora Maianga, 2010) aporta no Centro Cultural Conde Duque, de 14 de março a 12 de maio. Visto por mais de 200 mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – com passagens também por Lisboa e Luanda –, o painel apresenta 60 fotos em grandes formatos acompanhados por uma cenografia repleta de vestimentas, adereços e objetos de uso tradicional e ritualístico da etnia, traçando um amplo registro de seu modo de vida e tradições.

Fruto da paixão que o fotógrafo desenvolveu pela cultura do país africano, quando ficou à frente da comunicação do governo angolano, há mais de 15 anos, a exposição traz ainda depoimentos em vídeo colhidos entre homens, mulheres e jovens hereros sobre a sua cultura. O repertório de imagens e sons reunidos na mostra levam o espectador ao universo da etnia, composta por pastores de hábitos seminômades, que são exemplo da perpetuidade e resistência de uma economia e cultura ancestrais ameaçadas pelo acelerado processo de modernização e ocidentalização dos países do continente, assim como pela devastação da guerra civil que assolou o país por décadas.  Através da iconografia, registros materiais e multimídia sobre o povo herero, sua tradição e seus rituais, a mostra contribui para o conhecimento de um mundo que já não existe. Um mundo de antigas novidades que desafiam o nosso tempo e a nossa lógica.

Os hereros

O contato inicial de Sérgio Guerra com os hereros causou impacto imediato no artista. ‘“Quando os vi pela primeira vez, foi como se uma porta da minha percepção tivesse sido aberta para algo que sabia existir, mas hesitava em acreditar”, recorda. O ano era 1999, durante uma viagem às províncias de Huíla e Namibe para as gravações do programa para televisão Nação Coragem, que levava aos angolanos desde notícias de guerra a informações sobre a cultura do país e suas populações. Naquela excursão, Guerra registrou imagens dos mukubais, um dos subgrupos dos hereros. Sete anos depois, retornou à Namibe e descobriu outros subgrupos: os muhimbas, os muhacaonas, os mudimbas e os muchavícuas. “Comecei a entender que aqueles povos, apesar de terem aparências muito diferentes, eram todos da mesma raiz, da mesma família”, explica.

Os hereros fazem parte de uma expansão Bantu de cultura pastoril e hoje vivem entre a Namíbia, Angola e Botsuana. Chegaram ao atual território de Angola por volta do século XV, e ocupam hoje a região semidesértica de pastagens naturais, mas de chuvas escassas e breves, das províncias do Cunene e Namibe, no Sudoeste de Angola. Toda a sua vida cultural se constrói com referência à sua relação com o boi e com o meio circundante.

Em Angola, durante toda a primeira metade do século passado, os hereros sofreram a perseguição das autoridades coloniais, que os forçou a trocar o gado e o nomadismo pela agricultura e uma vida sedentária. Resistiram ao encalço e ao degredo, retomando as suas tradições ancestrais.

Na Namíbia, resistiram à escravidão e se opuseram à dominação alemã, ação que os tornou vítimas de um dos maiores genocídios da história. Em 1904, o general Lothar von Trotha ordenou as tropas alemãs ao cumprimento de uma “ordem de extermínio” e dizimou cerca de 80 % da população dos hereros.

Na convivência com os hereros, o fotógrafo percebeu que os próprios angolanos sabiam muito pouco sobre essa etnia e sequer conseguiam distingui-los. “Descobri que, para além da minha atração por estes povos, poderia ser útil, de alguma maneira, se pudesse partilhar com um número maior de pessoas tudo aquilo que me foi dado a conhecer sobre eles”.

Apesar da distância geográfica que separa os subgrupos, todos falam o idioma herero, além de português em Angola, inglês em Botsuana e inglês e africâner na Namíbia. Para conhecer mais de perto o modo de vida da etnia, Guerra passou uma temporada vivendo dentro das comunidades e observando suas práticas cotidianas. “Vi que mesmo diante da escassez dividem sempre o alimento com os demais. Eles cultivam a solidariedade, evitam o egocentrismo e praticam uma economia familiar de grande inteligência, sempre voltados para a ampliação de um patrimônio cujo usufruto é sempre coletivo. Vi que honram e festejam os seus antepassados e que praticam com grande eficácia a justiça, coibindo infrações com pesadas multas que, além do prejuízo econômico, também representam uma reprimenda moral”.

O autor

Fotógrafo, publicitário e produtor cultural, Sérgio Guerra nasceu em Recife, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, até se fixar na Bahia nos anos 80. A partir de 1998, passou a viver entre Salvador, Rio de janeiro e Luanda, onde desenvolve um programa de comunicação para o Governo de Angola. Em suas constantes viagens pelo país, testemunha momentos decisivos da luta pela paz e reconstrução, constituindo um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas. Seu acervo fotográfico propiciou a publicação dos livros 'Álbum de família', 2000, 'Duas ou três coisas que vi em Angola', 2001, 'Nação coragem', 2003, "Parangolá', 2004, 'Lá e Cá', 2006, 'Salvador Negroamor', 2007, ‘Hereros-Angola’, 2010 e e a montagem das exposições 'As muitas faces de Angola' – Brasília (Congresso Nacional), Salvador (Shopping Barra), São Paulo (Centro Cultural Maria Antônia), 2001; 'Nação Coragem' – São Paulo (FNAC Pinheiros, 2003), Zimbabwe (HIFA, Harare International Festival Arts, 2008); 'Lá e Cá' - realizada na Feira de São Joaquim, a maior feira livre da América Latina, tendo as bancas dos comerciantes como suporte da exposição, Salvador, 2006; 'Salvador Negroamor' - toda ela dedicada às pessoas que vivem na periferia da cidade, destacou-se como a maior exposição fotográfica a céu aberto que se tem registro até hoje, com aproximadamente 1500 painéis  spalhados na cidade, Salvador, 2007; 'Mwangole' – Salvador (Galeria do Olhar, 2009); 'Hereros-Angola' – Luanda (Museu Nacional de História Natural), Lisboa (Perve Galeria), 2010, São Paulo (Museu Afro Brasil) e Brasília (Museu Nacional da República), 2011.

 

( in  http://sergioguerra.com/index.asp )


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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Povo do Sul

 

(FACE Studio Angola)


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povo...

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egrégio olhar...

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Domingo, 10 de Fevereiro de 2013
garimpo

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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
indagam os kandengues...

 

foto de Tonspi


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Crónica do Tonspi

Se há uma coisa que me faz cócegas e me tira toda a vontade de sair à noite é aquela pseudo-triagem que se faz à entrada dos estabelecimentos da nossa praça. Não só das discotecas mas tb dos ditos restaurantes...

Ora dizem-me que Luanda tem cerca de 6 a 8 milhões de alminhas (logo é uma cidade grandinha) que mereciam, no mínimo, ter mais oferta, mais opções onde ir dar um passinho de dança, ter uma conversa ao som de uma boa musiquinha ou mesmo jantar. Chegando os dedos de uma mão para contar os tais locais de diversão disponíveis é inevitável que o PPL mais folião desembarque em massa à porta dos ditos, dos mesmos sitios portanto. Uns porque não têm mais para fazer, outros porque gostam de secar horas à porta de um determinado local que lhes disseram ser muito "in" e outros ainda que vão onde os amigos os levam.

Entrar nestes recintos pode ser por vezes uma luta e tarefa que só os mais estóicos são capazes de suportar. Lá dentro a coisa tb não deixa de ser caricata. Há a zona da plebe e as tão engraçadas e dispendiosas zonas VIP. É nestes aquários que nadam os mais afortunados, os "posso" da banda.

Mas não é para fazer considerações sobre a noite de Luanda que me dispus a rabiscar estas linhas. Apesar de recusar muitas xs convites para sair, um houve, que por muitas voltas dadas, fui forçado a aceitar. O da minha querida amiga Lelinha Botoxada que durante quase um mês me azucrinou a mioleira com sms e telefonemas até que eu lhe dissesse que sim. Tinha ela acabado de chegar do “Brasiu” onde tinha feito um Valente upgrade e ainda não tinha ido à noite para se fazer notar e quem sabe mesmo, cobiçar, até porque a nossa noite é tb famosa pelo número imenso dos “vou-te dar” e depois não dão coisa nenhuma e de muita gente com vistas bem grossas…

No dia aprazado e à hora combinada estacionei o bote em frente ao prédio dela e dispus-me a esperar que a Lelinha desse à costa. Desde praticamente as 5 da tarde desse dia que o meu telefone estava a ser inundado com mensagens do tipo estou no cabeleireiro... faço as unhas de que cor? uso saia ou visto umas calças? jantamos onde? não é melhor reservar mesa? senti a minha amiga empolgadíssima e isso não era prenuncio de uma noite tranquila.

15 minutos depois da hora marcada eis que aparece a Lelinha Botoxada no horizonte... vestida como se fosse para uma cerimónia de entrega dos óscares, cabelos ao vento, mas... e aí fiquei com dúvidas. Nos pés umas havaianas que contrastavam com o resto do conjunto, numa mão uma daquelas malinhas que não servem para nada porque não cabe lá nada e na outra um saco desportivo da Adidas...

Por discrição não lhe perguntei o porquê do saco da Adidas e secretamente até fiquei muito feliz porque com as havaianas ficaríamos práticamente ao mesmo nível e assim não teria que passar o tempo todo em bico de pés a berrar-lhe ao ouvido quando tivesse que falar com ela. A minha alegria durou pouco, melhor, acabou quando depois de estacionado o bote junto ao restaurante onde supostamente deveríamos jantar, ela me pede 2 minutos para proceder à troca de calçado. Do saco Adidas saíram uma coisas que até pareciam sapatos mas afinal eram andas… altíssimas que só por milagre ou puro desprezo pelas leis da gravidade alguém no seu perfeito juízo ousaria pisar.

Os vinte e tantos cms de paltaforma estavam agora nos pés da Lelinha Botoxada e agora tb começava a verdadeira odisseia de a fazer chegar à mesa sem uns valentes malhos à mistura. Ela gemia enquanto tentava equilibrar-se e chegar até à mesa foi um verdadeiro festival acrobático que a certa altura roçou o ridículo e que demorou uns bons 20 minutos para fazermos os pouco mais de 50 metros que nos separavam do jantar…

Escusado será dizer que a Lelinha do alto dos seus agora quase 2 metros de altura, no seu passo trôpego, inseguro e sem dobrar o joelho foi alvo de todas as atenções do ppl que estava no recinto, quer por parte dos marmanjões armados em galadores de meia tijela mas tb e sobretudo por parte do outro mulherio que como ela, tb estava sobre andas… e rezava aos céus para não terem que andar nem mais um metro.

Entretanto, enchi-me de coragem e disparei… Lelinha Botoxada, diz-me lá então porque andas tu em cima desses andaimes se sabes que não consegues equilibrar-te? Olhou para mim a sorrir e perguntou-me se eu sabia quanto custavam os andaimes que tinha calçado e de seguida rematou… se são caros, se estão na moda e todas as minhas amigas usam então eu também quero… Jantei a triplicar já a adivinhar a proeza que seria levá-la dali até à discoteca onde parece a Lelinha Botoxada fazia questão de passar a noite encostada ao balcão para não ter que aterrar de emergencia num momento de distração…


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indaga a kota...

foto de Tonspi


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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
ÁFRICA

É África o sonho da minha vida
é Angola o rio que a serpenteia,
beleza a desaguar em praias de fina areia
na pele e paixão de gente sofrida.

É África o mundo do Mundo, o início
é Angola o cerne da minha existência
a chana, o mato, a montanha, o meu vício,
o mar, o Kunene, o Kuanza, minha valência.

O deserto, o imbondeiro, a avestruz
os cheiros, as bissapas, o catuitui
o sol quente que no orvalho reluz
o que noite fora em cânticos e sonhos fui.

Angola, paixão desmedida, louca e delicada
que na agreste quão bela "Terras Do Fim Do Mundo"
ou nas serranias da orgulhosa Lunda dilacerada
se passeia meu ser noutra visão do Mundo.

(Valério Guerra, 02-06-2005)


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Sábado, 2 de Fevereiro de 2013
samakaka fashion

 

 


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as raízes ainda estão frescas...

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
Iona - 11

MJTPT


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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
Iona - 10

 

MJTPT


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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
à luz do candelabro...

 

foto de MJT Pimentel Teixeira


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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
gente de Pungo Andongo

 

(foto de MJT Pimentel Teixeira)


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Domingo, 13 de Janeiro de 2013
os mais velhos...

foto de MJT Pimentel Teixeira


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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012
fiquem bem


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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2012
os Khoisan e a água...

Estima-se que cerca de 100 000 membros do grupo San vivem na região da África Austral. Evidências arqueológicas provam que este povo está presente há mais de 20 mil anos e, consequentemente, pode ser considerado o verdadeiro povo indígena da região.

Em Angola, o povo San representa cerca de 7000 indivíduos. Vivem no Sul, em pequenos grupos dispersos, alguns deles na bacia hidrográfica do rio Kunene. A permanente redução do acesso à terra e aos recursos naturais, incluindo a água, bem como a limitação dos direitos territoriais, têm levado à erosão do estilo de vida tradicional dos San.

O trailer que se segue é um trecho do DVD “Da Terra, do Fogo e da Água. Vozes dos Sans de Angola” (2009), produzido por Richard Papkleppa com financiamento da Christian Aid. Este trecho aborda a vida do povo San em Cafima, na Província do Kunene, e mostra como o acesso limitado à água é um dos principais problemas na vida deste povo.

 

http://www.kunenerak.org/UserFiles/Interactive/pt/SanVideo/SanVideo.html#

 

 


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botas novas, saber antigo...


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Domingo, 23 de Dezembro de 2012
como se pede chuva, no Humbe...

O mais poderoso dos poderes sobrenaturais de um chefe Khumbi é o “chamamento da chuva” (okulokesa), um talento que poderá nem sempre estar limitado apenas ao chefe e que também poderá ser encontrado nos seus parentes próximos.

Deus é visto como o potencial Senhor da chuva, mas para a fazer cair e fertilizar a terra é necessária a intervenção de intermediários. Estes intermediários sabem como empregar o “remédio” próprio e manter afastadas as más influências que tendem a evitar que a terra seja abençoada com esta oferta de Deus.

Assim, o intermediário sagrado e indispensável entre Deus e a terra seca é o chefe ou um membro da sua família. A cerimónia utilizada na corte “Nkumbi (Mutano)” para fazer a chuva cair dos céus incluía tradicionalmente a pedra de libação designada onthwei, bem como uma panela usada no ritual.

Entre os Khumbi também existia a crença de que o poder de chamar a chuva estava associado ao tutano do osso do ombro e da canela do chefe reinante. Após a morte do chefe, aguardavam até que o corpo se decompusesse para poderem separar os ossos do braço e da perna direita e extrair o tutano dos mesmos. Este era misturado com manteiga e servido como unguento do ritual para untar o corpo do herdeiro e transmitir o referido poder, de modo a que este tivesse a capacidade de produzir a benéfica chuva.


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como se pede chuva, nos Gambos...

O Município do Gambos fica no sudoeste de Angola, uma região semi-árida, atravessada pelo rio Caculuvar, pertencente à bacia hidrográfica do rio Cunene. A região é habitada por pastores e agro-pastores que têm a mobilidade e a transumância como elemento vital do seu sistema de produção e da sua vida socio-cultural e económica.

Quando ocorre uma seca ou a chuva atrasa e os pontos de água que abastecem as pessoas e animais (bovinos e caprinos) têm pouca ou nenhuma água, os anciões da região mobilizam-se e vão ter com o Ohamba (o rei) da Embala (capital ou sede onde reside o rei) e pedem-no para interceder junto aos antepassados através de cerimónias mitológicas e rituais próprios que fazem parte dos hábitos e costumes dos povos da região.

Os antepassados podem estar muito zangados e são precisas preces e pedidos com orações. O Ohamba é convencido ou obrigado a liderar as cerimónias.

O primeiro acto é feito por um a três homens que às 16 horas ou às 6 da manha untam com óleo de nompeke as pedras sagradas da Embala, no sítio onde habitualmente se faz a entronização e o acto de empossar os reis da Embala.

Posto isto, o adivinho, um mago sacerdote da cultura tradicional, faz a segunda cerimónia chamada okukelimbula, durante a qual ele descobre o que os antepassados desejam para “desamarrar” a chuva.

O acto é concluído pelo adivinho que anuncia o que os antepassados desejam e qual é a cerimónia que deve ser feita.

Entre outros, preparam-se pelo menos três bois de cor preta; um é sacrificado na Embala durante uma festa com danças como o Lundongo, Nkanqula, Ondjongo e Mutango. Os outros bois são levados a outras Embalas importantes da região, a Quihita e a do Jáu.

 

Fonte: Guilherme Santos, na base de uma entrevista com António Chipingui, administrador comunal da Chibemba, no Município do Gambos, no dia 3 de Novembro de 2010

 

in http://www.kunenerak.org/pt/pessoas/people+of+the+basin/cultural+diversity/stories/About+Rainmaking.aspx


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Editor e Redator: José "Kahango" Frade Coordenadora do Conselho Redatorial: Paula Duarte (A-Santa-Que-Me-Atura...) O Mui Ilustre Painel de Colaboradores: Dionísio Sousa (Cavaleiro dos Contos), "Funka" (Nobre Reporter Permanente), João "Neco" Mangericão (Moçâmedes), Jorge Sá Pinto (Assuntos Arqueológicos), José Silva Pinto (Crónica Quotidiana), Mané Rodrigues (Assuntos Culturais), MJT Pimentel Teixeira (Prospecções), Paulo Jorge Martins (Fauna Grossa), Ulda Duarte (Linguística da Huíla), Valério Guerra (Poeta Residente).
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