Intensa paixão, tristeza profunda, sagrada esperança...
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013
Crónica do Tonspi

Não sei dançar, de todo, ponto final, parágrafo, travessão.

Há uns anos, nos tempos da minha juventude, na Europa, quando me perguntavam nas festas porque não dançava e eu respondia que tinha vindo com defeito de fabrico, dois pés esquerdos e por aí fora, aquelas desculpas meio humorísticas que usamos para disfarçar a coisa, as pessoas achavam estranho e diziam-me que eu nem parecia Africano, uma vez que os Africanos na opinião deles dançam até mesmo sem música (tenho visto mocinhas a abanarem-se tão efusivamente nos passeios de Luanda que ás vezes até gostava de lhes conhecer a música interior que as tanto faz vibrar).

Mas sou mesmo Africano, pelo menos nasci no Continente mas isto também é conversa para outra lavra e o facto de não saber nem conseguir aprender a dançar decentemente com alguém, durante anos mexeu comigo ao ponto de me inscrever numa escola de danças de salão de onde acabei por ser expulso por dar cabo dos pés da pobre professora, a D. Henriqueta, que sempre que tentava comigo dançar Tcha-Tcha-Tcha, certo e sabido que falhava as aulas do resto da semana por ficar com os pés feitos em verdadeiros trambolhos. De tanto mexer dei comigo a pensar em arranjar soluções para esta minha falta de jeito para os passos, para a dança, até porque tudo na vida exige esforço e trabalho.

Comecei por arranjar uns tangos do Astor Piazola de quem sou admirador convicto, uma vassoura e no sossego lá de casa, depois de ver centenas de videos de bailarinos de tango, comecei a dar umas passadas. A coisa até que nem saía assim tão mal e mais confiante nas minhas capacidades de riscador de pistas, decidido, enfrentei um baile dos bombeiros ali para os lados de Odivelas onde me disseram que o conjunto Manitas mais Cinco, abrilhantava todas as sextas, uma soirée dançante muito concorrida por sopeiras e meninas mais ou menos encalhadas. Posto lá as coisas mudaram de figura ao ponto de me ter deixado marcas que ainda hoje transporto comigo (duas cicatrizes e um pivot, tal foi a violência dos acontecimentos).
Aberta a pista, quis que me tocasse na rifa a menina Josélia, uma Africana de grande porte, uns bons 20 a 30cms de altura e muitos kilos a mais que eu, que gentilmente acedeu ao meu convite, "a menina dança", e lá fomos nós por ali a deslizar pista fora. Os primeiros passos saíram quase perfeitos, não fosse o problema técnico da altura dela que me obrigava a ter as narinas práticamente enfiadas no portentoso e cómodo decote de onde saía um volumoso peito que a cada passada arfava e me dificultava a respiração. A partir de um certo momento a menina Josélia, fruto do arcaboiço avantajado e se calhar por também ser bem Africana passou ela mesmo, entusiasmada com a música a levar-me em voltas e mais voltas até quase perder o tino.
O tino e um dente perdi-o quando o Miko, um pedreiro cabo-verdiano gigantesco que andava de olho na Josélia se dispôs a pôr fim ao bailarico e armar zaragata por não ter achado piada nenhuma ás minhas dificuldades técnicas. Lembro-me de ter dado várias voltas ao recinto em ombros e depois de ter feito um voo picado escada abaixo aterrando de seguida mesmo à entrada do salão de festas com as beiças em péssimo estado, ter jurado a mim mesmo que se para dançar era necessário tanto sacrifício e tanta dor, mais valia ficar só mesmo com os meus dois pés esquerdos, aqueles que os meus pais me deram quando me pariram.
É que não se pode ter tudo...


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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
passado, presente & futuro...


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ainda haverá alguém que saiba tocá-la?

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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
na Baía da Chicala

 

foto de Carlos Humberto Melo


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restinga do Lobito

foto de Carlos Humberto Melo


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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013
e-book

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Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
Baía dos Tigres

foto de Carlos Humberto Melo

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
Monte Negro

foto de Carlos Humberto Melo

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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
Icolo e Bengo

 

foto de MJT Pimentel Teixeira


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algures em Cabinda...

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... e água

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solos...

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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013
em fuga... (2)

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em fuga... (1)

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
sente-se o cheirinho...

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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
caju

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a Nova Luanda

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
sabem o que são?

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o Mestre, em acção!...

 

(foto de Adalberto Gourgel)



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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013
camelopardalis angolensis

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querem conhecer a história?


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instrumento musical herero

(cortesia de Sérgio Guerra)

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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Obrigado, Sérgio Guerra!

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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
fazei soar...

 

(foto de Sérgio Guerra)


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crianças de Angola

(de Sérgio Guerra)

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"Hereros - Pastores ancestrais de Angola" - exposição em Madrid

SEGREDOS DE UM POVO ANCESTRAL AFRICANO PELO OLHAR DE UM BRASILEIRO APAIXONADO POR ANGOLA E SUA GENTE

 

Vista por mais de 200 mil pessoas no Brasil, com temporadas em Lisboa e Luanda, mostra “Hereros – Pastores ancestrais de Angola”, de Sérgio Guerra, ocupa o Centro Cultural Conde Duque, em Madrid, a partir de 14 de março.

 

Dono de um dos mais completos acervos de imagens da cultura angolana, o renomado fotógrafo e publicitário Sérgio Guerra exibe em Madrid um panorama minucioso de suas expedições ao país africano, mais propriamente de seus registros dos hereros, o mais antigo grupo étnico do continente.  Com curadoria do artista plástico brasileiro Emanoel Araujo, e curadoria associada do espanhol Amador Griñó Andrés a bem-sucedida “Hereros – Pastores ancestrais de Angola”, originada do livro homônimo do artista (Editora Maianga, 2010) aporta no Centro Cultural Conde Duque, de 14 de março a 12 de maio. Visto por mais de 200 mil pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – com passagens também por Lisboa e Luanda –, o painel apresenta 60 fotos em grandes formatos acompanhados por uma cenografia repleta de vestimentas, adereços e objetos de uso tradicional e ritualístico da etnia, traçando um amplo registro de seu modo de vida e tradições.

Fruto da paixão que o fotógrafo desenvolveu pela cultura do país africano, quando ficou à frente da comunicação do governo angolano, há mais de 15 anos, a exposição traz ainda depoimentos em vídeo colhidos entre homens, mulheres e jovens hereros sobre a sua cultura. O repertório de imagens e sons reunidos na mostra levam o espectador ao universo da etnia, composta por pastores de hábitos seminômades, que são exemplo da perpetuidade e resistência de uma economia e cultura ancestrais ameaçadas pelo acelerado processo de modernização e ocidentalização dos países do continente, assim como pela devastação da guerra civil que assolou o país por décadas.  Através da iconografia, registros materiais e multimídia sobre o povo herero, sua tradição e seus rituais, a mostra contribui para o conhecimento de um mundo que já não existe. Um mundo de antigas novidades que desafiam o nosso tempo e a nossa lógica.

Os hereros

O contato inicial de Sérgio Guerra com os hereros causou impacto imediato no artista. ‘“Quando os vi pela primeira vez, foi como se uma porta da minha percepção tivesse sido aberta para algo que sabia existir, mas hesitava em acreditar”, recorda. O ano era 1999, durante uma viagem às províncias de Huíla e Namibe para as gravações do programa para televisão Nação Coragem, que levava aos angolanos desde notícias de guerra a informações sobre a cultura do país e suas populações. Naquela excursão, Guerra registrou imagens dos mukubais, um dos subgrupos dos hereros. Sete anos depois, retornou à Namibe e descobriu outros subgrupos: os muhimbas, os muhacaonas, os mudimbas e os muchavícuas. “Comecei a entender que aqueles povos, apesar de terem aparências muito diferentes, eram todos da mesma raiz, da mesma família”, explica.

Os hereros fazem parte de uma expansão Bantu de cultura pastoril e hoje vivem entre a Namíbia, Angola e Botsuana. Chegaram ao atual território de Angola por volta do século XV, e ocupam hoje a região semidesértica de pastagens naturais, mas de chuvas escassas e breves, das províncias do Cunene e Namibe, no Sudoeste de Angola. Toda a sua vida cultural se constrói com referência à sua relação com o boi e com o meio circundante.

Em Angola, durante toda a primeira metade do século passado, os hereros sofreram a perseguição das autoridades coloniais, que os forçou a trocar o gado e o nomadismo pela agricultura e uma vida sedentária. Resistiram ao encalço e ao degredo, retomando as suas tradições ancestrais.

Na Namíbia, resistiram à escravidão e se opuseram à dominação alemã, ação que os tornou vítimas de um dos maiores genocídios da história. Em 1904, o general Lothar von Trotha ordenou as tropas alemãs ao cumprimento de uma “ordem de extermínio” e dizimou cerca de 80 % da população dos hereros.

Na convivência com os hereros, o fotógrafo percebeu que os próprios angolanos sabiam muito pouco sobre essa etnia e sequer conseguiam distingui-los. “Descobri que, para além da minha atração por estes povos, poderia ser útil, de alguma maneira, se pudesse partilhar com um número maior de pessoas tudo aquilo que me foi dado a conhecer sobre eles”.

Apesar da distância geográfica que separa os subgrupos, todos falam o idioma herero, além de português em Angola, inglês em Botsuana e inglês e africâner na Namíbia. Para conhecer mais de perto o modo de vida da etnia, Guerra passou uma temporada vivendo dentro das comunidades e observando suas práticas cotidianas. “Vi que mesmo diante da escassez dividem sempre o alimento com os demais. Eles cultivam a solidariedade, evitam o egocentrismo e praticam uma economia familiar de grande inteligência, sempre voltados para a ampliação de um patrimônio cujo usufruto é sempre coletivo. Vi que honram e festejam os seus antepassados e que praticam com grande eficácia a justiça, coibindo infrações com pesadas multas que, além do prejuízo econômico, também representam uma reprimenda moral”.

O autor

Fotógrafo, publicitário e produtor cultural, Sérgio Guerra nasceu em Recife, morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, até se fixar na Bahia nos anos 80. A partir de 1998, passou a viver entre Salvador, Rio de janeiro e Luanda, onde desenvolve um programa de comunicação para o Governo de Angola. Em suas constantes viagens pelo país, testemunha momentos decisivos da luta pela paz e reconstrução, constituindo um dos mais completos registros fotográficos das 18 províncias angolanas. Seu acervo fotográfico propiciou a publicação dos livros 'Álbum de família', 2000, 'Duas ou três coisas que vi em Angola', 2001, 'Nação coragem', 2003, "Parangolá', 2004, 'Lá e Cá', 2006, 'Salvador Negroamor', 2007, ‘Hereros-Angola’, 2010 e e a montagem das exposições 'As muitas faces de Angola' – Brasília (Congresso Nacional), Salvador (Shopping Barra), São Paulo (Centro Cultural Maria Antônia), 2001; 'Nação Coragem' – São Paulo (FNAC Pinheiros, 2003), Zimbabwe (HIFA, Harare International Festival Arts, 2008); 'Lá e Cá' - realizada na Feira de São Joaquim, a maior feira livre da América Latina, tendo as bancas dos comerciantes como suporte da exposição, Salvador, 2006; 'Salvador Negroamor' - toda ela dedicada às pessoas que vivem na periferia da cidade, destacou-se como a maior exposição fotográfica a céu aberto que se tem registro até hoje, com aproximadamente 1500 painéis  spalhados na cidade, Salvador, 2007; 'Mwangole' – Salvador (Galeria do Olhar, 2009); 'Hereros-Angola' – Luanda (Museu Nacional de História Natural), Lisboa (Perve Galeria), 2010, São Paulo (Museu Afro Brasil) e Brasília (Museu Nacional da República), 2011.

 

( in  http://sergioguerra.com/index.asp )


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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
Povo do Sul

 

(FACE Studio Angola)


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