Intensa paixão, tristeza profunda, sagrada esperança...
Domingo, 25 de Novembro de 2012
"m'bom-diiááá!..."
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mãe muhuacaona

 (foto de Sérgio Guerra, in colunistas.ig.com.br)

 

Mulher Angolana

que teus filhos entregas

à Terra imensa -

como teus lábios

de tenros talos sequiosa

de pèzinhos dos omonas -

que rápidos aprenderão

em correrias pelo seu chão

a trepar aos paus sem medo,

a matar a fome com goiabas...

 

Mulher Angolana

ainda teu olhar é de menina,

tens voz de vivida calma

e o olhar profundo e distante.

 

Ao pé de ti

o meu coração se encosta,

sente bater teus passos quentes,

certo de que sempre me acompanhas...




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entre os paus

 (foto de Sérgio Guerra, in colunistas.ig.com.br)


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amanhece

 (foto de Sérgio Guerra, in colunistas.ig.com.br)

 

Ao meu posto de observação

volto, esperando sinais

como as inesperadas revelações.

 

Para posto de observar

todos servem;

qualquer ou nenhum

se presta,

estejam abertos

ou fechados, os olhos.

 

Observe-se o rosto,

encare-se a vida

de frente, com gosto.




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mukulo-kulo

 

 

 ( foto de Sérgio Guerra, in colunistas.ig.com.br )

 

 

Estão secos, os meus olhos.

Secou-se-me o coração.

Está seco o meu jardim.

 

Minha boca já esqueceu

a água de outros lábios.

 

A secura dos desertos

tornou-se-me apropriada.

Apropriou-se da minha vida,

tomou-lhe o lugar.

 

A memória da sede saciada

já não refresca.

Definhou o viço das hastes,

desfez-se a semente.

 

Não mais esperançosas sombras

cruzam os céus dos meus dias.

As nuvens também secaram.


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mácua, em kimbala

 (foto de salucombo)


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Crónica do Tonspi (7)

Ontem foi dia de grandes decisões lá em casa...
Não prevendo grande coisa do jogo do Glorioso Benfas e muito menos ainda da jogatana dos Guerreiros entrançados, decidi pôr ordem no Cúbico para assim poder desfrutar (ou seja, apreciar melhor as frutas que se distribuem nestes eventos) com a maior das serenidades, desses dois momentos ímpares de televisão.
Como não me esqueci da chave de casa o que não sei bem porquê, já vem sendo um hábito, entrei de rompante, a chamada entrada de Leão e disparei alto e bom som... Alto lá minha gente, isto a partir de agora tem que ser diferente, não admito depois desta minha intervenção questionamentos sejam eles de espécie forem... A Anika olhou para mim surpresa, tb pudera, nunca me tinha dado nenhuma crise de autoritarismo deste tipo, o Francisco, esse marimbou-se no sermão e a Indira sorriu.
Encho o peito, olho de frente bem sério para todos, o silencio reina e começo a debitar a arenga que passei a tarde toda a ensaiar... A partir de hoje, deste preciso momento, AGORA (aqui abro muito os olhos para intimidar), a última palavra, a palavra definitiva nesta casa... (pausa para criar suspense) é minha... só minha, ouviram bem????
Silêncio ainda maior, a Anika só olha, o Francisco continua a montar o Puzzle do Thor e a Indira continua a sorrir... e a minha palavra ou melhor as minhas últimas e definitivas palavras são, continuo eu com uma firmeza extraordinária... SIM QUERIDA.
A Anika aproveitou para suspirar muito fundo e disse-me que podia começar por dar um jeito à loiça do lanche dos miúdos sem esquecer de ir dando uma olhadela ao peixe que estava no forno para o jantar, enquanto ela ia tratar de uns assuntos com a irmã a quem ficou de ligar para combinarem já nem me lembro muito bem o quê, o Francisco sem levantar a cabeça, pediu-me para mudar de canal, porque o Disney Junior já não estava com nada, agora era hora da SIC K e a Indira instalou-se confortavelmente nos cadeirão a fazer horas para o jantar.
Eu, fazendo jus ao meu pronunciamento autoritário, disse-lhe como havia prometido 5 minutos antes... SIM QUERIDA,
rumei ao fogão, inspecionei o peixe e de avental apertado pus toda a loiça a brilhar.
Da noite Europeia de Futebol fiquei a saber por volta da meia noite, quando o Francisco já sonhava com aventuras contra moínhos de vento, que os Guerreiros foram batidos sem apelo nem agravo, e que o Benfas voltou a sonhar com a glória. Parece que afinal não perdi nada e isto sem deixar esturricar o peixe.
Sózinho, enquanto fumava o cigarrito da ordem, reflecti e concluí, que homem inteligente, não discute com mulher. Basta dizer-lhe de tempos a tempos um SIM QUERIDA.


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Sábado, 24 de Novembro de 2012
a formosa e doce...


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Crónica do Tonspi (6)

Quando era mais miúdo (continuo a ser, calma lá) sonhei querer ser quando passasse a calçar de pés mais de 35 um ror de coisas, aliás como quase toda gente. De bombeiro, a ginecologista (isto foi mais lá para os tempos em que calçava ainda de pés 33 ou 34), artista cantor passando obviamente por futebolista, pelas razões que toda a gente também conhece e que até tinham a ver com a exigência maior de ter que haver muito pouca escola, muito exercício ao ar livre, muita gaja boa, tudo isso por se dar uns valentes bicos na bola, por se aparecer de tempos a tempos na TV (na altura a PB) ou naquelas revistas de cor indefinida que para além de fofocas domésticas também traziam em forma de apêndice as tão choradas e adoradas fotonovelas tão ao gosto do sopeirame.

A minha convicção e interesse pelo desporto rei mais reforçada saiu quando um dia ouvi da boca de um ilustre famoso praticante da modalidade a frase que ainda hoje me serve de referencia quando ás vezes dou comigo a duvidar das minhas capacidades de fotógrafo. Dizia o cavalheiro qualquer coisa como "penso, logo jogo à bola" ou ainda de forma muito mais exuberante e não menos retumbante "comigo ou semmigo, havemos de vencer o jogo de domingo", palavras que por me terem ficado gravadas na alma, ainda hoje vêm as lágrimas quando vejo a desgraçeira (de resultados e não só) que grassa nalguns clubes de futebol que por sinal nas épocas áureas se batiam de igual para igual feitos leões...

Ora por me interessar pelo fenómeno da bola tenho andado concentrado a ouvir as explicações de gente avisada na matéria que entre outras coisas, diz, que a tal desgraçeira que se vive em algumas instituições se deve acima de tudo, entre outras coisas à espiral de falta de confiança e desmotivação que grassa no grupo de trabalho, os jogadores portanto, uma vez que os moços habituaram-se, à força de perder tantos jogos seguidos a uma lógica perdededora que dificilmente se puderá inverter.

Um dos remédios, ainda na óptica da gente avisada da bola que manda bitaites a toda a hora, para tal maleita passa por substituir treinadores de meia em meia dúzia de jogos, mas nunca os jogadores (esta parte tenho alguma dificuldade em perceber, confesso), estes mesmos jogadores que ainda há dias eram apresentados aos sócios destas instituições como a solução para vencer, até se vislubravam futuros Messis e Ronaldos entre alguns deles, que de repente atacados de uma súbita inépcia, deixaram de render em campo e sem explicação aparente passaram a perder toda e qualquer jogatina, fosse ela a sério ou a feijões.

Não sendo adepto de nenhum clube da bola, nem tendo nehuma afeição especial por nenhuma côr ou emblema, mas ferveroso espectador destas coisas da bola sobretudo quando ela bem tratada (entenda-se bem jogada), parece-me que a solução prática da coisa seria pagar-lhes, a eles, aos artistas, em função do produzido em campo, como aliás se faz na VIDA. É que enquanto não produzirem, forem pagos na íntegra e ainda por cima tratados com paninhos quentes e outras paparoquices, não accredito que haja treinador que resiste nem espiral recessiva que se inverta. Por essas e por outras vou mas é dedicar-me à ginecologia.

Ah pois…


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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012
vamos pr'á escola...

(foto de Sérgio Afonso)


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Crónica do Tonspi (5)

Todos os meus amigos GORDOS como eu, circulam por aí em grandes motas, algumas muito ruidosas, mas todas muito rápidas e vistosas. 
De inicio pensei que a escolha deles tinha muito a ver com o brutal peso que as ditas potentes coisas velozes e barulhentas têm que transportar diariamente. Há amigos meus que pesam mais de 120kgs.
Depois pensei, que sendo eles pro anafadito, longe de mandarem aquele corpito, a maior parte das vezes construído mais à base dos tão badalados cocktails de bombas que de ferro e suor de do ginásio, por uma questão de complexo, optavam sim pela velocidade estonteante que essas coisas de duas rodas alcançam quase instantaneamente como forma de serem mais ouvidos que vistos. Da aturada reflexão que tenho vindo a fazer sobre o assunto, reconheço ter falhado redondamente nas minhas análises. 

Todos os meus amigos gordos até nem acham que têm peso a mais, são vaidosos como perús. A escolha do material rolante potente, segundo os inquiridos tem mais a ver com as gajas do que propriamente com o peso. Um gajo numa Ducatti barulhenta toda xpto, capacete com viseira escura, blusão de couro do tipo James Bond, saca o mulherio quase sem se esforçar o que não aconteceria se o mesmos amigos gordos andassem de rapidinha... é que, segundo me consta, o mulherio não resiste a um bom "ratter" e há por aí um mulherio danado por sentir emoções fortes.

Ontem para confirmar esta hipótese fui, bem na hora de ponta (que é como quem diz, aqui hora de ponta é todo o santo dia) dos sambila à mutamba de rápida e nada... nem sequer uma só tipa demonstrou vontade de experimentar velocípede. Muito pelo contrário, levei mirada e xeees para a semana toda. Os únicos encontros que tive no dito percurso, foi com esses senhores vestidinhos de azul, que ora me pediam os documentos ora me falavam de gasosa, até pareciam vendedores de refrigerantes ou que estavam com muita sede. Nenhum pediu boleia, nenhum fez menção de ir passear.

Ainda ontem também, dei-me ao trabalho ali para os lados da Lusíada, de fazer 2 cavalinhos e 3 acelaradelas brutas na Ducatti do meu primo Manel e era vê-las a correr rua acima... nem foi preciso pôr o tal capacete de viseira negra... Sem mexer um dedo assim num abrir e fechar de olhos arranjei 5 candidatas a dar um passeio rápido até à nova marginal... Ele há coisas...


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pedra no sapato...

 (foto de Sérgio Afonso)


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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
origens (Adalberto Gourgel)

Foto


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Crónica do Tonspi (4)

Não sei se isto tambem vos acontece, mas se os imensos “é-meiles” que diáriamente me atafulham a caixa do correio a solicitarem os meus dados bancários para me transferirem muitos milhões que, dizem eles, eu sortudamente acabei de herdar de um recente defunto benemérito qualquer, daria, no mínimo para me tornar na capa da Fortune e ombrear taco a taco em matéria de bufunfa com um qualquer Bill Gates.

Não acredito em histórias da Carochinha apesar de pertencer aquele grupo de pessoas que piamente ainda acredita na existência do Pai Natal,da Fada Madrinha etc...  Só sou otário quando me apetece ou me dá algum jeito. Sei que a riqueza pessoal na escandalosa maioria dos casos não é nem fruto de muito trabalho, muito menos de uma boa estrelinha da sorte. Portanto deste assunto estamos falados. Não quero herdar nenhuma fortuna, nem me apetece ser RICO. Parem lá de me tentar convencer do contrario, parem lá de atentar contra a minha inteligência.
Ainda e por falar de “é-meiles”, também ando a receber com certa frequência alguns de teor bastante diferente, (quer dizer não herdo nada, para além de uma valente dôr de cabeça, talvez), mas não menos surpreendentes, que me são enviados por jovens (suponho até serem muito jovens tendo em conta a forma como maltratam a língua de Camões) que desconheço a solicitar ajuda na realização dos seus sonhos. Não levei isto muito a sério no incio mas com o repetir constante da coisa , comecei a tentar perceber as reais necessidades, motivações e carencias destas jovens pessoas. Elas, todas sem excepção, querem ser Modelos fotográficos, esperam que eu, por artes mágicas as guinde para esse estatuto, umas querem desesperadamente aparecer, outras sonham com Limousines, luzes, diamantes e fama imediata, ou seja, a maioria quer e precisa de andar na boca do mundo, custe o que custar (onde é que já ouvi isto?) seja porque razão fôr. Como não sou de negar ajuda a ninguém que dela realmente precise vou deixar aqui umas tantas dicas acerca do assunto que espero sejam de alguma utilidade para quem quer de facto entrar nesta Industria pela porta da Fotografia. Com isto espero ver reduzidos os “é-meils” com pedidos desesperados de auxilio até porque de Santo tenho muito pouco, de Milagreiro então não tenho NADA. ATENÇÂO que estas dicas resultam da minha experiência pessoal enquanto Fotógrafo e não servem para atacar ou diminuir quem quer que seja. No entanto, se a carapuça servir nalguma cabeça que tenha lido estas coisas, então faça-me o grande favor de a usar.
Coisinhas (volto a frisar, na minha humilde opinião) a ter em conta para quem quer ser modelo fotográfico e levar a sério se assim o entender;
-Um modelo fotográfico é também um actor. Frequentar oficinas de dança, de Teatro, melhorar e dominar a expressão corporal, facial são fundamentais para quem quer sair bem no boneco, logo, só malhar no ginásio apesar de muito útil, não basta.
-Um modelo fotográfico deve fazer o trabalho de casa. Ler, consultar, pesquisar aquilo que os consagrados vão fazendo é importante como referencia servem de inspiração ajudam a crescer profissionalmente. É constrangedor para mim e tb para quem quer ser modelo quando ao fim de 5 minutos de sessão não se sabe onde fica anca nem tão pouco a cintura, não se tem a menor ideia do que quer dizer perfil, muito menos o que fazer com as mãos, com os pés, com a cabeça para já não falar de outras coisas.
-O modelo fotográfico usa a sua imagem, inteligencia, atitude, carisma, brilho, beleza, postura etc… é-se modelo fotográfico todos os dias, mesmo quando não se está a trabalhar ou nos castings de selecção
-Os castings para modelos fotográficos equivalem ás entrevistas a candidatos tão comuns noutras profissões. Nos castings podem-se conseguir contactos de trabalho importantes mas tb se pode conseguir trabalho. Há uma série de situações que já vi acontecer que devem ser bem ponderados e levados muito a sério. Nos castings os candidatos são avaliados pelas suas qualidades, pela sua atitude pela forma como reagem aquilo que lhes é solicitado. Por essa razão devem os candidatos a modelo fotográfico evitar:
Participar em castings alcoolizados (eu posso beber os meus “visquios” até porque não sou candidato a modelo). Chegar ao local do casting em cima da hora ou muito depois da hora aprazada (ie atrasarem-se “através” do trânsito ou de outra coisa qualquer. Quem quer ser levado a sério levanta cedo e corre o mais que puder. Deve vestir-se de forma prática, usar roupa confortável. Não precisa de ir para o casting com traje de gala nem tão pouco quase despido ou despida como parece ser a escolha de muita boa gente. Acredito que nestas situações hajam poucos pros interessados em saber qual a marca da lingerie que se está a usar.  Devem usar makeup muito ligeiro ou nenhum. Quem não deve não teme e já vi aparecer em castings autênticos bonecos de cera que depois ficam muito traumatizados quando se lhes pede para lavarem a carita. Há quem reaja muito mal. A higiene corporal é importante (a sério, não estou a brincar). Tomar banho não faz mal a ninguém e sempre se evita o voltar de cabeças e sobrolhos franzidos e a expressão de desagrado quando se entra na sala. Cuidado com as unhas, as dos pés tantas vezes esquecidas também contam. Depilação também ajuda. Acreditem que pêlos no peito de senhora e pernas de senhora com pêlo de futebolista, mesmo aloirados, podem ser muito originais, mas dificilmente são aceites por quem escolhe. Por fim e para quem usa cabelos artificiais, deve tentar, esconder ou disfarçar o mais possível aquela quantidade de nós, inestéticos e que dão um trabalho desgraçado a remover em PP.
Em vez de andar a pedinchar favores, trabalhe, junte dinheiro suficiente, contrate profissionais e faça o seu book de modelo profissional. Os sonhos ás vezes são dificeis de realizar, mas com esforço e trabalho tudo se consegue.

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Ô criançada!

(foto de Adalberto Gourgel)


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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
Uma nova fase

Os nossos frequentadores habituais certamente se aperceberam de algumas modificações, recentemente ocorridas neste blogue. Primeiramente, queremos destacar o facto de que contamos com uma equipa de colaboradores mais alargada, o que indubitavelmente trará mais valia aos conteudos que aqui vão sendo "postados". A lista de ligações que pomos à disposição foi revista, depurada e alargada, procurando manter referências de qualidade e diversidade, no sentido de abranger um leque cada vez mais amplo, que satisfaça a procura de informação dos nossos visitantes. Foram efectuados alguns ajustes gráficos, mantendo a simplicidade como nosso estilo próprio, o que simultaneamente, do ponto de vista informático, garante a facilidade e rapidez no acesso. Ao Angola Profunda afluem diariamente cerca de uma centena de visitantes, espalhados por todo o globo, maioritariamente situados nos vértices do triângulo lusófono atlântico Angola-Portugal-Brasil. Consideramos nossa missão continuar a trabalhar para prestar um serviço público gratuito, designadamente promover o conhecimento da nossa grande Angola.


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crise

 

O cônsul de Angola em Faro, Mateus de Sá Miranda Neto, afirmou que a preocupante crise económica e financeira em Portugal, está a afectar já a vida de cidadãos angolanos imigrados.
Discursando num acto comemorativo do 37º aniversário da independência de Angola, o representante consular deplorou o facto de Portugal, “com o qual estamos ligados por laços históricos de amizade, cooperação e de consanguinidade, viver uma das maiores crises da sua história com impacto negativo na vida dos cidadãos, incluindo, obviamente, os angolanos nele residentes”.
Sá Miranda Neto lamentou ainda, como consequências da crise, o aumento de “pedidos de assistência consular de vária ordem, vindos da nossa comunidade e não só”. A essas solicitações, disse, “procuramos resolver caso a caso em função do que o nosso orçamento permite”.
Outra situação que afecta a comunidade angolana local, segundo o cônsul de Angola em Faro, “é a existência de um número considerável de indivíduos da nossa comunidade sem documentação, vivendo há vários anos em condição migratória ilegal”.
“É um problema delicado que temos que resolver com celeridade e com muito cuidado, por forma a conferir ao angolano indocumentado o estatuto de cidadania e a dignidade, visando resgatar-se o orgulho de ser angolano”.

 

(de Angonotícias)



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um bom lugar para conversar...


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Crónica do Tonspi (3)

Pois é, acabo de ligar à minha ex, a Birmanesa (sei que há Pais que dão aos filhos nomes do caraças) a terminar tudo… e para que não restassem dúvidas também lhe enviei um e-mail, curto e directo a dizer ACABOU-SE. A principio ainda pensei que uma conversa olho no olho seria o ideal, mas desde que soube que há por aí pessoal a ser despedido dos empregos por telefone e por e-mail, achei que assim seria mais prático e até evitaria qualquer escandaleira que ela pudesse eventualmente querer fazer.

As coisas com a Birmaneza começaram lá no escritório, por alturas do Natal quando começamos a fazer horas extraordinárias para a aviar uma quantidade de cabazes que parecia não ter fim. A Birmaneza como era da minha secção, a dos avios, tinha como eu que papar as horas e piar fininho. Nos primeiros dias saíamos juntos aí por volta das 23 e a Birmaneza tinha um bacano montado numa motoreta que a esperava com ar de quem estava com prisão, de ventre, meio esverdeado, que ao meu cumprimento respondia com um grunhido.

Um belo dia, acabada a jorna, saíamos juntos uma vez mais, exaustos e eu vejo a Birmaneza apeada a olhar para um lado e para outro a ver se topava o bacano e disparo… Birmaneza vais para casa? Ela meia atarantada responde-me que sim, mas não e que talvez como tinha discutido nessa manhã com o bacano não tendo ele aparecido, se calhar o melhor mesmo era voltar a entrar e arranjar um cantito lá mesmo no escritório para passar a noite no meio dos cabazes e coisa e tal, e pois então… e claro, aquilo partiu-me o coração. Disse-lhe que nem pensar, se onde come um, comem dois (isto sem nenhuma alusão ao bacano, nesta altura do campeonato éramos só amigos e colegas) também onde dorme um, dormem dois… disse-lhe então que vivia sozinho num anexo ali para os lados do BO e que com jeito por esta noite a coisa arranjava-se, que ela podia dormir por lá hoje e que no dia seguinte, com as ideias arejadas, logo se via.

Entrou no carro, não sem antes dizer que não queria arranjar-me sarilhos e mais isto e aquilo, depois fizemos o trajecto em silencio, mas os olhos dela brilhavam. Estacionada a viatura saímos e aí começaram os problemas. A Birmaneza dados dois passos a caminho de casa desfalece e antes que se espalhasse ao comprido no chão lamacento do BO, tomo-a nos braços e evito-lhe a queda certa. Amparada em mim lá vamos andando, eu a tentar acalmá-la a dizer-lhe que tudo se resolveria ela a soluçar, quando de repente levanta a cabeça e ferra-me um beijo nos beiços que quase me deixou sem fôlego. A principio fiquei meio azuratado com a cena mas como até nem desgostei deixei a coisa correr e pensei para mim que a coisa depois passava-lhe.
Já em casa, enquanto eu feito Tótó arranjava o sofá para passar a noite, longe de dar uma de aproveitador, a Birmaneza foi para a casa de banho e eis que me aparece a cantarolar (era outra Birmaneza) vestido só com uma T-shirt “S” minha, que me abraça, me aperta e que me segreda ao ouvido que adora dançar… ainda tentei argumentar (aqui feito asno confesso) com os dois pés esquerdos com que nasci, com o barulho, com os vizinhos, mas qual quê, dois copos, candeeiro debaixo da mesa e um naperon a barrar a luz e pra frente é que é o caminho. Dançamos pouco mas fizemos outros tantos esforços que no dia seguinte parecia até que tínhamos ido à Guerra.

Escusado será dizer que a Birmaneza mudou-se para o anexo e assim começou a minha epopeia com ela até ao dia em que descobri que o que ela mais queria, apesar de tudo e mais que tudo, era ser Mãe, queria casar de branco e levar um ramo flor de laranjeira. A partir desse data passou a espalhar pela casa biberons, botinhas de crochet azuis e touquinhas rosas, bem como revistas para futuras Mamãs. Ainda argumentei ou tentei convencê-la, com aquela, da minha religião que só permitia o casório depois dos 60, de que os tempos não estavam para graças, que um filho é um projecto de vida, para esperarmos pela minha mais que certa promoção a chefe da secção dos avios e depois sim podíamos planear a coisa, mas foi tudo conversa em vão. Meteu-se-lhe na cabeça que tinha que andar com a mochila à frente e não havia nada que a fizesse mudar de ideias.
Digamos que até ia conseguindo a muito custo equilibrar as coisas. O pior mesmo foi quando tive que receber uma delegação familiar que incluía uns caenches do tipo ameaçador a exigir a marcação do pedido para dai a uma semana. A lista de bens que me deixaram era tão extensa que mesmo antes de acabar de a ler telefonei a dar break. Como é que um simples empregado da secção dos avios pode comprar 3 fatos completos, 8 gravatas de seda pura, 5 pares de sapatos de cores diferentes, caixas de whisky novo e velho, espumantes e champanhe uma vaca leiteira com menos de 3 anos, 12 cabritos, 12 leitões e pasme-se uma semana de férias para os Pais dela nas Maldivas, e ainda um apartamento para a família no Kilamba… azar é que a lista já tinha sido publicada e o meu nome népias… não constava.
Desisti portanto… no meu lugar quem não desistia?


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o nosso futuro é agora


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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
A crónica do Tonspi
Desde aquela altura, ainda me lembro como se fosse hoje, que para levantar o meu próprio dinheiro, verdinhas é claro, da minha própria conta, no meu banco de sempre, precisava, para além de andar no beija mão, de sorriso rasgado, de fila em fila a apanhar carimbo aqui assinatura ali, do passaporte e do bilhete de passagem a justificar a minha saída da Mãe Pátria, decidi que a minha relação com os bancos passaria a ser fugaz e só, mas só, em ultimo caso, em casos de força maior. Portanto, não tenho cartões de nenhuma espécie e só tenho uma conta porque até parecia mal não ter uma. Não tenho nenhuma relação de amor-ódio com a banca entenda-se, uso-a sim mas para outros fins e com outros propósitos. Bom, os fins são um pouco inconfessáveis, mas como quem confessa, ou não merece castigo ou a ser castigado sempre benificia de atenuantes, aqui vai.
 
Eu uso o Banco para o engate, isso mesmo, agora que acabaram as eleições, não há nenhum concurso de Misses para os próximos tempos, a TV está uma  pasmaceira pegada e o trabalho dos “bukis” escasseia, vou para o meu banco logo de manhã bem cedinho ainda antes de abrirem as portas e começo logo ali a lançar o isco.
Há no entanto alguns pormenores a ter em conta para quem quer ser bem sucedido nesta coisa do engate de banco.
A primeira coisa a ter em conta são os trapos… um trapo de boa marca (deixar as etiquetas do tipo Armani cosidas na manga do casaco, pode até ser um bocado bimbo é verdade mas há quem ache o máximo) dá logo outro “look” e outro sainete. Um sapatito de camurça italiana, pé sem meia (evitar sobretudo o uso de meia branca, pode parecer que se caiu de pé de um segundo andar e se tem os pézitos engessados por fractura dos tornozelos), óculos muito escuros também de marca, um relógio vistoso e não poupar, sobretudo não poupar na água de colónia.
Olhar muitas vezes para o relógio vistoso, pôr um ar de enfado, suspirar, abanar a cabeça e ir perguntando ás tipas (as boas claro) como quem está muito apressado coisas do género, mas afinal, alguém me pode dizer a que horas é que isto abre? Logo hoje, isto não vem nada a calhar, tenho tanta coisa para despachar e ainda por cima voo logo à tarde para Joburg… 
Mudar de porta-chave mesmo que se ande a pé. Usar um porta-chaves da BMW, Jaguar, Mercedes ou Porsche garantem no mínimo o voltar de muitas cabeças e facilitam a abordagem. 
Nunca mas mesmo nunca, tentar engatar funcionárias do banco onde temos a nossa conta domiciliada. Por razões óbvias, tendo elas acesso à nossa falta de liquidez permanente, só pode resultar em fracasso garantido. Este pormenor é extensivo ás irmãs de amigos nossos que trabalhem em qualquer dependencia do banco onde temos conta.

Ainda à porta do banco, falar ao telefone em voz bem alta. Referir milhões, iate, Mussulo, Paris surte quase sempre muito bom efeito, mesmo quando quem nos ouve não consegue entender pêva do que estamos a dizer, mesmo que a conversa não faça nenhum sentido. Outras palavras mágicas muito uteis são Cartier, Sonangol, bem como Conselho ou Admnistração, Pestana, Brasil, Ferrari, São Tomé, avião, etc... o léxico é vasto, e com alguma experiencia a coisa até que vai. Atenção que estas dicas só funcionam bem em determinadas agencias bancárias da Capital. Pô-las em prática em qualquer dependencia bancária da periferia pode em ultimo caso funcionar muito mal e ser traumatizante para o engatatão. 
Já dentro do Banco, espalhe charme e boa educação. Evite pedir extratos bancários ao balcão, não vá um olhar menos discreto traí-lo e quando estiver a chegar a sua vez de ser atendido, bata na testa e diga bem alto para que todos o oiçam… ora bolas que me esqueci, tenho reunião de conselho de Admnistração daqui a 15 minutos. Saia bem rápido não sem antes e como quem não quer a coisa ter oferecido os seus préstimos e trocado número de telefone com a boazuda que o antecedia na fila e com quem esteve à conversa.
Não lhe ligue na hora… deixe passar uns dias e aí sim… ataque que o sucesso é garantido. No encontro não se esqueça de mudar de trapos. Se não os tiver peça emprestado a algum amigo. As boazudas dos bancos têm quase todas muito boa memória.
Boa sorte então, porque hoje já fui a 3 dependências e nada… deve ser da chuva que me deu cabo do penteado.

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Infância Perdida

 

(daqui)


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o Guardião Vigilante...


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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
Crónica do José Silva Pinto

Conversei com a Anita, jovem fotógrafa Suíça, que se encontra entre nós a trabalhar. Foi bom, muito bom também ser visto por outros olhos que não os meus...
Para chegar até nós a Anita passou pela África de Sul e por Moçambique, onde trabalhou num projecto pessoal muito interessante que consiste em retratar jovens talentos promissores nas mais diversas áreas da ARTES.

Pintura, Escultura, Dança, Teatro, Fotografia, Música e por aí adiante. Falou-me com um tal entusiasmo do que viu nestes dois Países, das escolas, dos centros de formação, dos Conservatórios que visitou, da entrega e do talento dos jovens com quem conviveu, da aposta que as Instituições têm feito, do investimento considerável que se está a fazer na promoção da Cultura e das Artes nestes dois Países. Confesso que fiquei satisfeito com o que ouvi, mas também confesso que senti uma pontinha de inveja. Depois, bom depois falamos de nós, do que por cá vai acontecendo, das nossas referencias, do António Ole, da Ana Clara Guerra Marques, do Jorge Gumbe, do Mário Tendinha, do Ondjaki, do Pepetela, José Eduardo Agualusa, do Paulo Flores, da Marcela Costa e de tantos outros que consagrados que são continuam a dar-nos a sua Arte e continuam a criar para nós... A parte mais constrangedora da nossa conversa, foi quando questionado sobre as escolas, sobre as exposições, os conservatórios, sobre os novos talentos que tenho a certeza que existem, mas que eu e a maior parte de nós não conhece porque poucos os divulgam porque ninguém os apoia. Em contrapartida temos Misses, muitas, para todo os gostos e para todas as ocasiões. Da Miss Universo, à Miss Angola passando Pela Miss Uma Província Qualquer sem esquecer a Miss Palanca ou mesmo até uma Miss Bimbi. Temos Misses, temos Misters, temos Manequins, temos eventos de Moda num País sem Indústria de Moda onde os criadores dessa mesma Moda se vêm à nora para viverem da sua Arte, condenados trabalharem sem matéria prima, sem mercado, sem visibilidade. Temos música sim, feita muita dela a metro, copia descarada do que se faz no States, clones nos gestos e nas poses desses bacanos também eles vendedores de pechisbeque, com a grande diferença que os aneis de diamantes e as limousines que usam nos videoclips q nos impingem como arte serem mesmo deles e não alugados para a ocasião. Temos é verdade um circo de vaidades instalado que promove à condição de artista-estrela quem, mesmo sem saber ler nem escrever consiga nos corredores das instancias ditas oficiais os parcos tostões necessários para gravar um disco. Temos tudo e não temos nada. Temos talento por aí desperdiçado que desconhecemos. Eu pela parte que me toca, fico triste, muito triste por não poder dar a Anita a informação que ela tanto gostaria de obter.

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Alegria!

(foto do Kosta)


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Sábado, 17 de Novembro de 2012
A nova ECF do Lubango

(foto do Funka)


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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
também há grutas a explorar...

 

foto do Funka


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publicado por zé kahango às 18:54
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Editor e Redator: José "Kahango" Frade Coordenadora do Conselho Redatorial: Paula Duarte (A-Santa-Que-Me-Atura...) O Mui Ilustre Painel de Colaboradores: Dionísio Sousa (Cavaleiro dos Contos), "Funka" (Nobre Reporter Permanente), João "Neco" Mangericão (Moçâmedes), Jorge Sá Pinto (Assuntos Arqueológicos), José Silva Pinto (Crónica Quotidiana), Mané Rodrigues (Assuntos Culturais), MJT Pimentel Teixeira (Prospecções), Paulo Jorge Martins (Fauna Grossa), Ulda Duarte (Linguística da Huíla), Valério Guerra (Poeta Residente).
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