Intensa paixão, tristeza profunda, sagrada esperança...
Sábado, 29 de Novembro de 2008
vacinação antitetânica

Nas províncias da Huíla e do Cunene, cerca de 100 mil mulheres vão ser vacinadas contra o tétano.

Na província da Huíla as autoridades sanitárias do município da Chibia, prevêem vacinar dezasseis mil e 428 mulheres em idade fértil e grávidas, no âmbito da segunda fase da campanha "Viva a Vida com Saúde", que decorre desde o dia 24 e que de princípio termina dia 30 do corrente mês.
De acordo com o chefe de secção municipal da Saúde, Sebastião António, a campanha compreende duas fases, sendo a primeira apenas na zona urbana (sede municipal) e a segunda nas áreas rurais (comunas e povoações).
O responsável assegurou estarem todas as condições criadas para o êxito da campanha, que conta com 145 vacinadores, distribuídos em 21 brigadas, estando disponíveis 18 mil doses de tétano, disponibilizadas pelo departamento provincial de Saúde Pública.
Sebastião António explicou que o pessoal técnico que vai desenvolver o processo de imunização está capacitado em matérias ligadas à vacinação, no sentido de assegurar o êxito da campanha.
A campanha visa reduzir ao máximo os casos de morte materno-infantil, até 2010.
Situado a 45 quilómetros a Sul do Lubango, o município da Chibia possui uma população estimada em 131 mil e 400 habitantes, que se dedicam à agricultura e criação de gado.
Por seu turno, os serviços de Saúde Pública no Cunene contam vacinar oitenta e seis mil e 408 mulheres, em idade fértil e grávidas, contra o tétano, durante a segunda fase da campanha “Viva a Vida com Saúde”, que termina no próximo dia 30.
De acordo com o chefe de departamento de controlo de endemias, João Pedro, a campanha decorrerá em duas fases, sendo uma na zona urbana e outra na rural.
O responsável assegurou estarem todas as condições criadas para o êxito da campanha, que conta com 244 pessoas distribuídas em 61 equipas, para manejarem 108 mil doses de medicamentos.

 

( segundo o Jornal de Angola)



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vida dura...


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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
diversificação dos media

Nova rádio em Luanda

 


Angola tem, a partir de hoje, mais uma rádio a emitir para a capital, Luanda, a Rádio Mais, em 99.0 FM, uma estação generalista, mas com forte incidência na informação durante as manhãs.


Dirigida pelo jornalista José Vieira, a Rádio Mais vai inovar no espaço radiofónico angolano com a aposta num serviço de trânsito "em directo" e ainda com a transmissão de jogos da Liga Portuguesa, através de um protocolo assinado com o Rádio Clube Português (RCP). Só os desafios dos três grandes - Porto, Sporting e Benfica - serão transmitidos.

José Vieira, jornalista angolano que viveu em Portugal desde 1976, licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e passou pela RDP e pela Euronews, adiantou ainda à Lusa que em 2009 a Rádio Mais vai arrancar com emissões autónomas em mais sete províncias angolanas.

Sem querer "para já" avançar muito neste capítulo, Vieira admitiu que entre as sete províncias que vão ter presença da "Mais" contam-se Benguela, Huambo e a Huila.

Com a aposta em "manhãs cheias", a Rádio Mais, que se apresenta como uma emissora generalista, vai apostar em dar aos ouvintes a informação nacional e do mundo, acompanhando a emissão com apontamentos de trânsito em directo e música.

Conta ainda com um espaço nocturno dedicado aos programas de autor e ainda com as emissões da BBC, com quem assinou um protocolo para o efeito.

Este projecto radiofónico é um dos componentes do grupo MediaNova, que conta já com um jornal semanário, O País e, em breve, com a TV Zimbo, estação que conta com a colaboração da TVI portuguesa.

José Vieira adiantou à Lusa que, quando jornal, rádio e TV estiverem em pleno funcionamento está pensado o aproveitamento das sinergias do grupo, sendo um dos exemplos apontados o aproveitamento de enviados especiais para o conjunto dos órgãos.

 

(in Notícias Lusófonas)



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serpentário

 

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
necessidades para a construção

Défice de tijolos ultrapassa os dois milhões de unidades por dia

 

Catorze cerâmicas, vocacionadas para a fabricação de tijolos e telhas, serão construídas em diversas províncias do país pelo Governo, até Dezembro do próximo ano.
O dado foi revelado ontem, em Luanda, pelo director geral da Unicerâmica E.P, Artur Silva Mota, à margem da cerimónia de abertura do workshop sobre “O presente e o futuro dos materiais de construção em Angola: Perspectiva e contribuição para a adopção de uma política estatal sobre materiais de construção”.
Para a efectivação do projecto, segundo Artur Silva Mota, além da conclusão de duas cerâmicas no Huambo e Bié prevista para o primeiro trimestre, estão já no país sete unidades que igualmente vão ser transportadas para os locais de construção.
“Estamos em processo de conclusão da fábrica da Caala, no Huambo, que irá produzir 420 mil tijolos por mês e a do Kuito que produzirá a mesma quantidade. Elas poderão entrar em funcionamento entre Janeiro e Março do próximo ano”, garantiu.
As 14 cerâmicas existentes no país fabricam actualmente cinco milhões e 610 mil tijolos mês e duzentas mil telhas, o que não satisfaz a demanda.
Na produção de tijolos e telhas, segundo Artur Mota, estas quantidades representam entre cinco e três por cento das necessidades do mercado nacional.
Artur Silva afirmou que, para minimizar o problema da carência de tijolos, são necessários pelo menos dois milhões e quinhentos mil tijolos por dia.
“Apelamos aos empresários para que se engajem e que apoiem o Governo na construção de mais unidades no sector privado. O Estado está a cumprir com o seu papel. Pensamos igualmente que o sector privado se empenhe na construção de mais unidades de cerâmicas”, disse.
A Unicerâmica, empresa mãe que coordena toda as cerâmicas a nível do país, tem uma produção na ordem de mais de 320 mil unidades de tijolos por mês, segundo o director geral da instituição.
“Por exemplo, a cerâmica que está em Catete, na província do Bengo, produz 91 mil unidades por mês. Enquanto a do Porto Amboim e a do Waku-Kungo, no Kwanza-Sul, tem uma produção mensal de 143 mil e 70 mil tijolos, respectivamente.
Actualmente, existem 14 cerâmicas no país, localizadas nas províncias de Luanda, Bengo, Kwanza- Sul, Benguela, Huíla e Bié.

 

(JA)



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pangolim da Kissama (foto de Paulo Lemos)


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circular...

Estrada do Lubango à Chibia permite trânsito mais seguro


A conclusão das obras do troço rodoviário que liga a sede da província da Huíla, Lubango, ao município da Chibia, num percurso de aproximadamente 50 quilómetros, permitiu uma melhoria substancial na circulação de pessoas e mercadorias.
Os automobilistas afirmam que as obras na estrada nacional que liga o Lubango à Santa Clara, fronteira Sul do país, tornou mais rápido o trajecto. “Do Lubango à Chibia fazíamos antes 55 minutos a uma hora e com muitos cuidados por causa da degradação da via”, disse António Pedro, para acrescentar que gasta actualmente 20 a 30 minutos.
António Pedro felicitou o Governo por investir milhões de dólares na recuperação total do troço Lubango/Ondjiva, por ser uma estrada internacional.
Maria Adelaide, motorista há 10 anos, considera que a estrada desde a fronteira em Namakunde até à cidade do Lubango é o primeiro cartão de visita para quem entra no país, vindo da Namíbia.
Ao volante de uma carrinha Toyota Dina, Maria Adelaide aconse- lha os automobilistas a respeitarem rigorosamente as regras de trânsito e serem “muito mais prudentes durante as viagens, para se evitar acidentes fatais
“Os taxitas e camionistas devem ter a máxima atenção, porque a via Lubango/Chibia tem muitas passagens de pessoas e de gado. Se houver excesso de velocidade e não se respeitarem os sinais de trânsito que informam sobre existência de animais, haverá muitos acidentes”, disse Maria Adelaide
As obras começaram em Dezembro do ano passado, e, neste momento, estão em fase de acabamentos, nomeadamente a colocação de lancis, sinalização horizontal e vertical, delimitação das pontes e zonas perigosas, correcção das passagens hidráulicas.
A estrada, com 11 metros de largura, só será entregue, segundo um técnico do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), assim que se concluírem mais 77 quilómetros, até ao município dos Gambos, zona limítrofe entre as províncias da Huíla e do Cunene. A reparação da estrada está orçada em 127 milhões de dólares e termina em Abril do próximo ano.

Município com novo visual

A reparação da estrada do Lubango até ao município da Chibia motivou as autoridades locais a remodelarem as principais artérias da vila. As ruas asfaltadas deram mais beleza à localidade.
O professor Antero Feliciano disse ao “Jornal de Angola” que a sinalização das ruas da vila chegou em bom momento, porque agora os automibilistas já não podem andar em excesso de velocidade.

Mais estradas em obras

Prosseguem, igualmente, as obras da estrada entre Benguela e o desvio da Matala, com 307 quilómetros.
A via tem nove metros de largura em toda a sua extensão, duas faixas com 3,5 metros e bermas de um metro em ambos os lados da faixa de rodagem. Orçados em 184 milhões de dólares, os trabalhos, divididos em cinco fases, compreendem os troços Benguela/Catengue, Catengue/Rio Coporolo, Rio Coporolo/Quilengues, Quilengues/Cacula, Cacula/Desvio da Matala. Cinco empresas nacionais e internacionais encarregam-se dos trabalhos.
A via entre Cacula e o desvio da Matala, passando pela comuna do Hoque, com uma extensão de 46 quilómetros, consignada à construtora brasileira Metroeuropa, está também em andamento. Estas obras vão custar 27 milhões de dólares.

 

Estanislau Costa, Lubango (in JA)
 



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ligação ao CFB

Zâmbia constrói ligação ao caminho-de-ferro de Benguela

A Zâmbia está a construir uma linha de caminho-de-ferro que ficará directamente ligada aos caminhos-de-ferro de Benguela, informou a Televisão Popular de Angola (TPA) citando o embaixador de Angola na Zâmbia, Pedro Neto.

A estação emissora adianta que o projecto ora iniciado pela Zâmbia visa facilitar o escoamento dos principais produtos entre os dois países e demais pontos da região.

O embaixador Pedro Neto disse ainda que este corredor tem um objectivo regional, visto que outros países poderão beneficiar do pleno funcionamento destes caminhos-de-ferro.

“Neste sentido podemos afirmar que a reconstrução do caminho–de–ferro é esperado pelos «países encravados», nomeadamente a Zâmbia”, frisou o embaixador de Angola à TPA.

A Zâmbia pretende assim deixar de depender da República Democrática do Congo, numa altura em que está em curso a construção de uma linha férrea directa que vai ligar Soluezi, Cazombo e Luena para facilitar o transporte de mercadorias.

 

(macauhub)



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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
para o melhor conhecimento de Angola...

On line: base de dados da Biblioteca da Comissão de Cartografia (1883-1936)

 

http://www2.iict.pt/?idc=13&idi=14011

 

 

(sugestão de Margarida Castro)


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elengano - 3

 

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Impactos da ocupação colonial no Sul de Angola

Muito interessante:

 

cea.iscte.pt/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=37

 

 

(sugestão de Margarida Castro)


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água potável para todo o país

Todos os angolanos residentes nas áreas urbanas terão acesso à água de qualidade até 2012, assim como 80 por cento dos residentes nas áreas peri-urbanas e rurais, segundo o secretário de Estado das Águas, Luís Filipe.
Esta medida, segundo Luís Filipe, consta do Programa de governação do MPLA para os próximos quatro anos. A principal aposta consiste em aumentar o índice de cobertura para todo o território nacional.
O secretário de Estado das Águas, que falava em Ondjiva, Cunene, no lançamento de duas empreitadas de reforço do abastecimento de água e saneamento às populações da província, garantiu igualmente melhorias no saneamento, tendo em vista o desenvolvimento social e económico do país.
O responsável reconheceu o deficiente abastecimento de água potável às populações do Cunene, apesar de a província contar com uma vasta bacia hidrográfica.
“Estamos satisfeitos pelo acto de consignação de dois importantes empreendimentos, que vão, naturalmente, permitir que as metas sejam atingidas dentro de 24 meses. Isso vai facilitar a intervenção imediata a nível de diferentes centros de abastecimento de água, quer em Ondjiva, quer em outras localidades, através da recuperação dos sistemas de distribuição existentes”, referiu.
O projecto, cujas empreitadas foram lançadas sexta-feira, na cidade de Ondjiva, está orçado em 220 milhões de dólares e engloba trabalhos nas áreas da produção e adução de água Xangongo/Ondjiva, reabilitação dos antigos sistemas de Ondjiva, bem como a construção das redes de água e saneamento de várias localidades da província.

(in Jornal de Angola)



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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
História de Angola em livro de António Burity da Silva

Reflexões sobre o processo de formação sustentada de Angola

Filipe Zau

Tal como Luanda, onde ocorre a grande maioria dos actos culturais deste teor, também Benguela não deixa de ser uma cidade emblemática. Foi porto escoadouro de escravos para a Europa e para o novo mundo, especialmente, para o Brasil, quando este país ascendeu à independência, em 7 de Setembro de 1822. Foi em Benguela, mais propriamente, no Forte de S. Filipe, que, na sequência do “Grito do Ipiranga”, foi dado o primeiro grito de independência por um oficial do exército, que era um nativo “Filho do País”. Tratava-se do tenente-coronel Francisco Pereira Diniz, um homem negro, natural de Benguela, que comandava as companhias de linha da capitania e dirigiu o movimento, que hasteou a bandeira do café e, do tabaco. Foi, em Dezembro de 1869, fundada a província de Angola, como resultado da união dos reinos do Ndongo e de Benguela, no mesmo ano em que ocorreu a abolição da escravatura em todas as possessões portuguesas.
De Benguela parte o caminho-de-ferro que une o litoral ao Leste do país.
Em Benguela, tal como em Luanda, também há tradição literária. De entre outros sobressaem os nomes dos escritores: Ernesto Lara Filho, Alda Lara, Aires de Almeida Santos, Pepetela e Raul David.
Para além do acto central do Dia do Educador, a cerimónia do lançamento deste livro reveste-se da maior importância para a história da Educação de Angola, uma disciplina que urge criar nos cursos dos Institutos Superiores de Ciências da Educação e nos cursos do Magistério Primário. Não é possível fazer investigação em Educação e para a Educação, sem se conhecer a própria história da Educação.
As intervenções do autor, enquanto ministro da Educação, constituem fontes do maior interesse, para que, por exemplo, se entenda melhor:
A transição de uma política educativa assente numa economia centralizada, para uma outra direccionada para a formação de recursos humanos, no contexto de uma economia de mercado; as dificuldades de um sistema educativo sujeito à pressão da guerra, num país de grandes dimensões e diferentes assimetrias de desenvolvimento; a herança de uma rede escolar distorcida e com poucos professores, sendo a maior parte deles possuidores de um baixo nível de escolaridade e ausência de formação pedagógica; a perda de valores e de ética educativa por parte de agentes de ensino, fruto da anomia social criada pelos largos anos de conflito armado; a perda sistemática de quadros da Educação, motivada pelo aliciamento de outros sectores da actividade económica com maior capacidade de remuneração salarial e garantia de melhores condições sociais; a necessidade de estabilizar um sistema educativo e, ao mesmo tempo, reformulá-lo…
Enfim, todo um quadro de dificuldades diagnosticadas a partir de 1986, mas com soluções adiadas pela guerra e pela estreita fatia do Orçamento Geral do Estado em cada ano civil. Com a paz o sistema educativo cresceu substancialmente.
As linhas de força para a criação de uma história da Educação em Angola situam-se a partir do decreto de Joaquim José Falcão, publicado a 14 de Agosto de 1845, ao instituir o ensino público em Angola. Antes, a Educação em Angola era caracterizada por um proselitismo religioso e por uma formação oficinal de baixa qualidade.
Até ao final do processo de assimilacionismo, em 1961, a política educativa colonial esteve apenas preocupada em instruir os portugueses residentes em Angola, bem como os seus descendentes. Decorreu depois um período em que a política educativa colonial procurou abranger um maior número de angolanos. Mas, já era tarde, porque, em 1975, chegou a independência.
O primeiro sistema educativo angolano caracterizou-se pela gratuitidade e pela unicidade do sistema educativo. Como único instrumento de comunicação utilizou um idioma de origem latina, não suficientemente dominado por uma maioria populacional de origem bantu, que não aprendeu a língua portuguesa como língua materna. Tal facto constituiu uma das maiores dicotomias de uma prática educativa desfasada da realidade social da maioria dos angolanos. Só, com a reforma educativa, o princípio da sustentabilidade e da endogeneidade, respeitando a identidade cultural dos aprendentes, passou a ser considerado, após a introdução das línguas africanas de Angola no sistema educativo.
Havia uma necessidade de mudança, que está de acordo com uma nova orientação política superiormente traçada pelo Chefe do Estado, Eng. José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola. Havia, por outro lado, necessidade de dar corpo a essa mudança na gestão das questões educativas. O protagonista dessa mudança tem, evidentemente, um rosto. Esse rosto chama-se António Burity da Silva Neto, o ministro da Educação, que é o autor deste relevante trabalho, que, hoje, chega ao nosso conhecimento.
Dos programas e projectos estruturantes realizados, a partir de 1991, sob sua gestão constam, entre outros, os seguintes: Mesa Redonda sobre Educação para Todos; Definição pelo Ministério da Educação do quinquénio 1991-1995, como o da preparação e reformulação do Novo Sistema Educativo; Reinício da actividade do ensino privado em Angola; Exame Sectorial da Educação; Plano Quadro Nacional de Reestruturação do Sistema Educativo; Estratégia Integrada para a Melhoria do Sistema de Educação; Lei de Bases do Sistema Educativo; Reforma do Ensino Técnico profissional com criação de 35 Institutos Politécnicos de novo tipo; Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar; Plano Mestre de Formação de Professores; Adopção de um programa de Educação Ambiental e outro de Educação Intercultural; Introdução da merenda escolar; Fornecimento gratuito de livros escolares para o ensino obrigatório, que, no presente ano lectivo teve uma cobertura de 64,5%; Estatuto Orgânico da Carreira dos Docentes do Ensino Primário e Secundário, Técnicos Pedagógicos e Especialistas de Administração da Educação; Criação de um Sistema de Avaliação do Desempenho da Educação…
Na realidade, a Educação é um fenómeno sociável. De um modo geral, todas as pessoas têm filhos na escola e sentem-se encorajadas a falar sobre Educação, mesmo que saibam pouco sobre a mesma.
Tal facto, por vezes, leva a que se subestime a importância de muitas das preocupações educativas, que terão de ser analisadas ao nível macro, meso ou micro-sociológico.
Em meu entender, a leitura deste livro, por parte de pais e encarregados da educação, bem como de outros parceiros sociais, se faz necessária. Mas, principalmente, para os gestores e professores da Educação, essa leitura tem carácter obrigatório, sob pena de continuarmos a ter uma comunidade educativa pouco informada e elucidada sob questões que lhe dizem inteiramente respeito.
Julgo que seja o maior desejo do seu autor. Os textos ilustram, de forma frontal e com carácter pedagógico, as dificuldades e os sucessos vividos pelo sector da Educação e abre caminho para o futuro. Felicito o trabalho de selecção levado a cabo por Adérito Manuel Oliveira da Silva, António Campos, Daniel Mateus e José Miguel Cristóvão.
Louvo, o bonito prefácio de José Carlos Capinan e a edição de Raimundo Lima e, como não podia deixar de ser, dou os meus parabéns ao Dr. António Burity da Silva Neto, ministro da Educação, pelo livro que soube escrever.

(in Jornal de Angola)

 


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actividades da Federação Angolana de Tiro

As eleições na Federação Angolana de Tiro (FAT), para o quadriénio 2008/2012 realizam-se no próximo dia 13 de Dezembro no município de Calulo, província do Kwanza-sul, onde o vice-presidente cessante do órgão reitor Mello Xavier é apontado como único candidato à presidência de direcção.
A candidatura do empresário foi apresentada, ontem, aos associados do 1º de Agosto, Interclube, Clube de Tiro e Pesca de Benguela, do Huambo, do Recreativo do Libolo e do Grupo Desportivo do BAI, durante a Assembleia-geral ordinária da federação, realizada no Clube dos Caçadores em Luanda.
Durante o encontro os filiados apreciaram e aprovaram com unanimidade o relatório e contas do mandato de 2004/2008, o relatório desportivo do mesmo quadriénio, bem como nomearam a Comissão Eleitoral que vai ser presidida por José Cardoso. O secretário e o vogal serão indicados brevemente pelo seu presidente, bem como o calendário eleitoral.
No seu mandato, o elenco cessante da federação construiu os campos de Calulo e Waku Kungo, ambos na província do Kwanza-sul, do Dundo, Lunda-Norte, e recuperaram também os do Huambo e de Benguela.
Este ano a federação adquiriu no Brasil uma máquina de Fosso Olímpico, que vai ser instalada na cidade do Lubango, no âmbito do programa de acção de Higino Carneiro. Para a conclusão do programa de acção da direcção cessante, vai ser construído um Complexo Desportivo com três Fossos Olímpicos e um Skeet na zona de Camama, no município do Kilamba Kiaxi em Luanda, cujas obras iniciam no próximo mês de Dezembro.


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Observatório atento ao investimento social

OPSA reclama mais investimentos nos sectores da Educação e Saúde

 

O Observatório Político e Social de Angola (OPSA) divulgou um documento sobre o Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano de 2009, onde analisa as principais rubricas e os aspectos fundamentais que levaram à sua elaboração. A organização “considera que de futuro se deverão tomar medidas para discussões a nível territorial, sectorial e de diferentes grupos sociais, a fim de melhor informar e educar os cidadãos sobre este importante instrumento, mas também como forma de recolher contribuições que poderão, eventualmente, contribuir para melhorar o produto final”.
O OPSA constata que há uma grande disparidade de investimentos públicos em províncias com as mesmas características e afirma que Cabinda continua a ter mais fundos do que as outras províncias. A Lunda Norte e o Cunene, sendo das mais atrasadas, são as que menos recebem. Esta disparidade de investimentos públicos, segundo o OPSA, pode levar a migrações de populações para as províncias onde há mais riqueza.
Sobre os investimentos na Educação e na Saúde, “opções estruturantes do combate à pobreza e da matriz de desenvolvimento”, o OPSA conclui que os fundos nos dois sectores, conjugados, “perfazem pouco mais de 16% do OGE. Angola persiste em ter as taxas mais baixas dos países africanos relativamente ao desenvolvimento desses dois sectores. Isto é preocupante, dadas as carências de toda a ordem que se evidenciam nestes dois sectores com impacto sobre uma camada fundamental da sociedade: a criança. A protecção social é o subsector que detém maior peso no sector social (cerca de 11% do OGE) sendo que, no entanto, 7,42% do OGE respeitante a esta rubrica se regista em despesas não especificadas”, afirma o documento do OPSA.
A concluir, o OPSA é de opinião que “um esforço deve ser feito para especificar o conteúdo das rubricas, diminuindo o carácter não especificado das mesmas, rotuladas de ‘Outros’. Só no que concerne aos ‘Serviços’ esta rubrica não especificada absorve cerca de 8% do OGE, o que se afigura preocupante”.

 

(Jornal de Angola)



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Campeonato Nacional de Boxe

A XXIII edição do Campeonato Nacional de Boxe, na categoria de seniores masculinos, está aprazada para os dias 26, 27, 28 e 29 deste mês no Pavilhão Anexo I do Complexo da Cidadela, em Luanda.
Para a prova está já confirmada a participação dos representantes de Luanda (Interclube, actual campeão nacional, Jefosport, os Tigres e Escola do Palanca), de Cabinda e das equipas do Electro do Lobito, Inter da Lunda-Norte, do Namibe, do Moxico, de Malanje e do Uíje.
O Team Elite, várias vezes campeão nacional, extinguiu a equipa sénior, para apostar apenas no escalão de formação, pelo que não vai participar no evento.
A pesagem, o sorteio e a reunião técnica realizam-se na próxima quarta-feira, a partir das 8h00 nas instalações da FABOXE no Complexo da Cidadela. Os combates do campeonato iniciam às 16h00 no Anexo da Cidadela no próximo dia 26 do corrente mês.
Segundo a fonte da federação, os combates serão disputados no sistema de eliminatória directa, devido ao número de pugilistas que poderá registar. As condições para o início da competição estão asseguradas, sendo as equipas alojadas na Casa do Desportista, na Ilha do Cabo.

 

(do Jornal de Angola)


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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
gestão hospitalar

Gestão das unidades hospitalares do Sul preocupa Ministério da Saúde

 

A gestão e planificação das unidades hospitalares da Região Sul do país, sobretudo as que foram construídas e reabilitadas, está a preocupar o Ministério da Saúde que pretende salvaguardar a sua preservação e prestação de serviços de qualidade.
“O Ministério da Saúde está preocupado com o funcionamento e organização das principais unidades hospitalares do Sul do país, de formas que os investimentos feitos se reflictam na prestação de serviços de qualidade”, disse o consultor do ministério de tutela, Afonso Merciano.
O consultor falava durante o acto de abertura de uma acção formativa dirigida a 36 gestores e técnicos das principais unidades sanitárias das províncias da Kuando-Kubango, Cunene, Namibe e Lubango que a cidade do Lubango acolhe desde quarta-feira última.
Durante as próximas três semanas, este pessoal será capacitado em matéria de gestão e planificação hospitalar, estratégias de organização e conservação das infra-estruturas, dentre outros.
Afonso Merciano esclareceu que se pretende, com a referida formação, dotar os gestores e técnicos das unidades sanitárias de ferramentas que lhes permitam fazer levantamento das prioridades e das necessidades e seleccionar os problemas mais graves.
“A gestão dos hospitais vai se tornando cada vez mais complexa, devido ao aumento do número de camas, novos equipamentos sofisticados que necessitam de manutenção; há mais médicos e enfermeiros, e tudo isso carece de uma boa gestão”, justificou.
Segundo Afonso Merciano, só com uma boa gestão hospitalar é que se pode conseguir prestar um serviço médico e medicamentoso de qualidade e em quantidade para o público.
Para o técnico sanitário Pedro Gaspar, esta formação chegou em boa altura, porque a maior parte dos gestores hospitalares tem-se batido com muitas dificuldades para manter as suas unidades nos níveis desejados.
A directora da Maternidade do Lubango, Ana Feijó, que louvou a iniciativa, defendeu a necessidade de se aumentar os orçamentos das unidades hospitalares, de formas a se fazer face a uma série de necessidades.
Para Ana Feijó, o orçamento atribuído a sua instituição (não revelou o montante) é insuficiente para cobrir as despesas correntes, atendendo à demanda de pacientes que recebem diariamente que vão de 20 a 30 pessoas.

André Amaro, Lubango (in Jornal de Angola)

 



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alfabetização

Aceleração escolar reduz o analfabetismo

 

O Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE), em curso no país, tem estado a contribuir para a redução da taxa de analfabetismo no seio das comunidades, afirmou a responsável do gabinete de intercâmbio internacional do Ministério da Educação, Maria Imaculada.
Como resultado da implementação deste programa em todas as províncias do país, segundo dados do Ministério de tutela, a taxa de analfabetismo em Angola reduziu de 65 para 30 por cento nos últimos anos. O PAAE prioriza a inclusão, no sistema de ensino e aprendizagem, de todos os cidadãos dos 12 anos de idade em diante.
Maria Imaculada que dissertava no Lubango sobre o tema “A estratégia da aceleração escolar”, no Workshop Provincial sobre Educação promovido pela FESA em parceria com o governo da Huíla, assegurou que este programa é um instrumento fundamental, concebido pelo Governo, para o combate ao analfabetismo.
A funcionária do Ministério da Educação explicou que o PAAE se enquadra no âmbito da materialização da estratégia do relançamento da alfabetização e recuperação do atraso escolar de adolescentes, jovens e adultos com dificuldade de aprendizagem e outros que, por diversas razões, se encontram fora do sistema normal de ensino.
Explicou ainda que o PAAE tem como objectivos acelerar a aprendizagem dos alfabetizandos em tempo pedagógico mais curto, assegurar a universalização da educação, acessível e gratuita, inserir adolescentes, jovens e adultos no sistema de ensino formal.
Criar espaços de aprendizagem que favoreçam a elevação da auto-estima dos alunos para estimular a continuidade dos estudos e desenvolver actividades formativas que possibilitam a inserção dos formandos no mercado de trabalho são, entre outros, objectivos que o programa de alfabetização prossegue.
Maria Imaculada disse que o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar proporciona, igualmente, um ambiente de aprendizagem que valorize a equidade entre homens e mulheres, com atenção especial para jovens de menor idade, como forma de prevenir casamento e gravidezes precoces.
O Workshop Provincial sobre Educação que decorreu sob o lema “qualidade e mudança para marcar a diferença”, contou com mais de cinquenta participantes em representação de instituições governamentais e da sociedade civil da Huíla. A actividade, inserida nas XIIª jornadas técnico-científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) e 66º do seu patrono, abordou também o tema “Arte de ensinar”.


DOMINGOS MUCUTA, Lubango (in Jornal de Angola)

 



publicado por zé kahango às 10:13
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